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terça-feira, 30 de outubro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 48
Diário Estelar 1234567/48
Sistema Solar: Atlantis Novalis
Dia 22 Mês: Maio Ano: 2.030 Horário: 18:38:55
Dezoito horas, trinta e oito minutos e cinqüenta e cinco segundos do dia vinte e dois de Maio de dois mil e trinta. Quanta distância percorrida em tão pouco tempo! É a vontade de voltar logo para casa o mais rápido possível. Vejo tudo agora com outros olhos. É engraçado como o espaço agora tem uma nova “cara”. Os planetas parecem mais brilhantes e as estrelas cintilam com muito mais intensidade. Creio sinceramente que o nosso astral tem uma grande contribuição no nosso modo de ver a vida de uma forma geral. Lembro-me daquele desenho super antigo que passava nas antigas tevês de tubo. O desenho era Lippi e Hardy, um Leão e uma Hiena, alguém lembra disso? A hiena reclamava de tudo, muitas vezes até por antecedência e a vida dela era sempre cinza, sem cor. Os problemas espoucavam constantemente para ela e a tristeza sempre reinava no dia a dia desse pobre animal. Creio que em boa parte dessa jornada eu fui acometido pela “Síndrome de Hardy”, porque era triste, pessimista e meio que sem esperança na vida. Minha jornada foi procurar, tatear no escuro, me lamentar, buscar respostas para perguntas que sempre tiveram uma resposta visível. Mas a cegueira espiritual que embotou meu pensamento trouxe transtornos e fez com que eu quase me perdesse para sempre. Procurar, procurar... quanto tempo perdido! O poeta Zé Geraldo certa vez cantou: "Procurei no mundo inteiro o que estava aqui tão perto...” Eu então, pedindo licença ao grande poeta Zé Geraldo e seu parceiro Tavares dias, adaptaria nesse momento essa frase para os meus dias atuais e diria: “Procurei no universo todo, o que estava aqui tão perto...” Tristezas inúteis, rotas absolutamente dispensáveis, giros em falso em torno de meu próprio eixo. E para que? Para nada! Tanta luta, tanto esforço inútil. Desperdício de energias materiais e espirituais que poderiam ser utilizadas para outros fins. Mas é a vida! Certas situações acontecem para que você possa aprender a conhecer melhor as armadilhas que se colocam em seu caminho. E alguns desses nossos caminhos são polvilhados de minas terrestres, que quando detonadas com um simples passo em falso nosso, não dilaceram apenas o nosso pé ou a nossa perna, dilaceram também e principalmente o nosso coração. Mas a cola tudo da amizade, trazida por antigos e novos amigos é capaz de colar até os menores estilhaços do coração, reconstruindo-o totalmente sem deixar a menor cicatriz. Agora, de volta a “estrada”, volto as minhas baterias vibratórias para as coisas boas, sintonizando meu pensamento com bons fluidos e tendo na mente sempre a certeza da vitória. O espiritismo, doutrina que professo, nos ensina que “semelhante atrai semelhante”, o que na prática quer dizer que se você pensa negativamente atrai coisas negativas, se você caminha com passos tortos por livre e espontânea vontade, terá sempre a companhia de amigos afins, que farão todo o possível para sugar todas as suas energias até deixa-lo estirado na sarjeta, completamente sem forças até para abrir os olhos. Orai e vigiai nos ensinou Jesus, eis aonde falhei! E o pior é que mesmo sabedor disso, falhei de forma estúpida, num erro que poderia ter me custado uma existência inteira, fazendo desmoronar em poucos dias uma edificação que levei anos para construir tijolo a tijolo. Mas acordei a tempo e tenho a mais absoluta convicção de que, embora esse despertamento tenha se dado por minha livre e espontânea vontade, acredito piamente Ter tido a ajuda do plano maior que enviou até a mim um socorro imediato e providencial, ajuda e socorro esses que eu tanto pedi em minhas orações. E que lição eu tiraria de tudo isso que aconteceu comigo? Que o cuidado é essencial, que a vigilância é primordial e que certas lições são para vida toda. Meus passos agora são milimétricamente planejados e meu pensamento está bem á frente de meus atos., tateando o caminho a procura das armadilhas que possam estar escondidas em algum ponto da estrada. Estarei cem por cento seguro? Claro que não, mas a probabilidade de um erro crasso é muito menor. Os olhos da razão estão mais abertos do que nunca e creio sinceramente que nunca enxerguei tão bem na vida. Aquela hipermetropia que eu tinha, simplesmente desapareceu. Hipermetropia sim, pois eu enxergava de perto muito mal. Portanto deixo como mensagem a todos aqueles que nesse momento estiverem lendo esse diário, mais uma frase maravilhosa do nosso sempre querido Zé Geraldo: “Muito cuidado mulher, nem todo Ouro seduz, pra fazer seus projetos na vida, o cego não conta com a luz” cuidado com os passos que derem, mantenham-se sempre na defensiva e com um pé atrás em tudo o que forem fazer e só caminhem quando se certificarem de que a areia sob seus pés não é movediça. Muita gente se aproxima de nós com o único intuito de conseguir proveitos e vantagens pessoais e depois nos descartam como aquela carta de baralho que não serve para nada. Lamnetável. Bom, é isso! Ponto final por hoje meus amigos. Está na hora de jantar, estão servidos? Depois de bater um rangaço, vou ficar na sala de rádio um pouco, afim de auscultar as batidas do coração do universo para ver se descubro em alguma de suas artérias um sinal de vida inteligente por aí e sei que tem muitos. Fariam contato comigo agora? Vamos ver! Se fizerem, contarei para vocês meus amigos, podem ter certeza!!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

A Linda Dama do Rio de Águas Escuras
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Chegaste num belo momento
Mas em ti não prestei atenção
Estava só
desatento
Sem rumo,
Nem direção

Meu olhar meio perdido
Olhava tudo
Nada enxergava
Parecia adormecido
Tímido se encontrava

Minha voz quase calada
No ar pouco se fez ouvir
A ti então quase nada
Conseguiu transmitir

Ah se eu pudesse prever
O que o futuro me reservaria
Ao seu lado
Irias ver
O todo o tempo ficaria

Beberia da fonte cristalina
Que verte águas límpidas e puras
Jorradas de seu peito
Preciosa mina
Ó linda dama
Doce menina
Do Rio de Águas Escuras

domingo, 28 de outubro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 47
Diário Estelar 1234567/47
Sistema Solar: Capela
Dia: 21 Mês: Maio Ano:2.030 Horário: 14:35:60
-Uahhhhhhhhhhhh.... Que preguiça.... Dormi legal, caramba! Apesar de estar com um gosto horrível de cabo de Guarda Chuva na boca, estou inteiraço e pronto para zarpar. Vou tomar um bom banho pra terminar de acordar, vou fazer uma refeição caprichada e então darei partida na minha nave pra fazer o caminho de volta. Fico pensando: Que surpresas me aguardariam em minha volta á terra? Serei bem recebido? E os amigos, onde estarão? E o que fazem nesse momento? Estarão felizes? Acho que sim. Já dizia o bom e velho Poeta Zé Geraldo: “O homem escolhe seus caminhos, cada um é feliz a sua maneira...” Então acho que devem estar super felizes. A maiorias dos meus amigos sempre fez esforço pra progredir na vida, pra conseguir sucesso e pra ser feliz. Um ou outro leva a vida na flauta ou acha a vida uma grande piada, mas o resto dos amigos é esforçado e vai merecer os louros da vitória, porque tem fé, perseverança, vontade de vencer e trabalha muito pra isso. Bom, mas deixa de conversa. Vou pegar a minha toalha, meu patinho de borracha e vou mergulhar em minha banheira pra relaxar um pouco... “Lá fora esta chovendo, mas assim mesmo eu vou correndo só pra ver, o meu amor. Ela vem toda de branco, toda molhada e despenteada que maravilha, que coisa linda é o meu amor...” Ué, o que estão olhando? Vocês não cantam durante o banho não? Duvido! Cantar debaixo do chuveiro ou dentro de uma banheira é muito bom! Gosto muito de Jorge Ben. Nesse ano em que estamos, pouquíssimas pessoas devem se lembrar dele ou mesmo o conhecerem. Mas o Jorge Ben nos idos anos 70 já fez músicas muito legais, algumas até proféticas, além do tempo dele. Quem se lembra desses versos: “Os alquimistas estão chegando, estão chegando os alquimistas” No passado remotíssimo da terra, os alquimistas sonhavam em transformar pedras em ouro. Hoje em dia, os alquimistas modernos já fazem isso, em pequena escala, mas fazem. Acho que não seria legal se a produção de ouro fosse em escala industrial, senão as economias de muitos países da terra iriam despencar. Os presidentes seriam os novos “Midas” e na minha opinião seria o caos. Mas Jorge Ben escreveu muito bem sobre esse tema, assim como alguns outros artistas de nossa MPB. Agora vou comer umas pílulas de omelete, arroz a grega e salada de maionese e tomar um suco de frutas tropicais que eu trouxe da terra. Aliás, minha dispensa está cheia desses sucos, porque fiquei com medo de não encontrar aqui em cima (ai, olha a dúvida de novo me atazanando. Aqui é em cima? Ah, deixa pra lá..) um Pão de Açúcar pra poder comprar uns mantimentos. Acabou que acho que não vou precisar. Mas imagine se eu vou a um planeta que não tem nada disso? Imagine um brasileiro acostumado com um bom prato de arroz, feijão e bife, chegar naqueles países asiáticos e só encontrar aquelas “iguarias” pra comer, tipo insetos, vegetais estranhos e etc? Sai fora! Riscos como esse eu não quero correr de jeito nenhum! E depois, não troco uma omelete maravilhosa como essa que acabei de comer por nada desse mundo, embora tenha que admitir que uma pizza também seja também algo irresistível! Agora é escovar os dentões (como diz o amigo Max Gasperazzo), regular as coordenadas, esquentar os motores, ligar os faróis e iniciar a viagem de volta. Tomara que no caminho eu encontre com algum conhecido, porque acho que a viagem de regresso pode não ser lá tão rápida e seria chato viajar sozinho novamente por todo esse tempo, se bem que o que importa é que eu estou voltando não é?
Essa é uma das poucas viagens onde a volta é mais prazerosa que a ida. Triiiiiiimmmmmmm.... Nossa, a campaínha, quem será? Hummm Já sei... entre Bruno, a porta está aberta ! Eu ia mesmo dar uma passada lá para me despedir de você meu amigo.
-Grande Zé Roberto, vim aqui te dar um abraço e desejar a você uma tranquila viagem e um excelente retorno para a sua casa. Que os anjos te acompanhem e alicercem essa sua volta meu caro!
-Bruno meu amigo, nem sei como agradece-lo pela acolhida e por tudo o que fez por mim. Se não fosse por você emu amigo, não sei se teria encontrado meu rumo, pode acreditar.
-Que isso Zé, você teria encontrado seu rumo sim, porque tomou a consciência a tempo de que estava no caminho errado, de que estava fazendo uma viagem inútil e mais do que isso, acredito que esta era uma viagem que você jamais deveria ter começado. Dê um forte abraço aqui meu caro! Vamos selar definitivamente esta nossa amizade para todo o sempre.
-Até breve Bruno! Felicidade e sucesso, você merece. fique com Deus!
-Até mais amigo, estaremos sempre ligados via e-mail ou via telepatia mesmo. Adiós muchacho! Fui...
-Grande Bruno, ainda vou reve-lo na terra e comemoraremos muito tudo isso! Pronto, vamos lá, Ponte de Comando aqui me vou! Vinte e um de Maio de dois mil e trinta, dezessete horas, vinte e cinco minutos e quarenta e cinco segundos - Sistema solar de Capela – Destino: Terra – Coordenada Sete Graus - Velocidade de Cruzeiro. Vamos botar mais lenha na caldeira para ver se acelero esta banheira voadora hehehehehehehehe Motores ok! Luzes internas e externas ok! Painel ok! Computador de Bordo ok! Combustível ok! Ar ok! Temperatura ok! Vamos embora...Adeus Capela! Adeus tristeza! Que as estrelas me acompanhem e que elas possam ser sempre o brilho que ilumine os meus caminhos nessa minha viagem de volta. Que assim seja! Vruuuuuuummmmmmmmm.......
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VIAGEM ASTRAL
Oh pássaro imenso
Que voa ao meu lado
Neste céu denso
Azul e estrelado...
Guia minha viagem
Põe minha bússola no prumo
Para que com coragem
Eu encontre o meu rumo
Mostra-me o caminho
Que preciso seguir
Mas não quero ir sozinho
Comigo precisas ir!
Bate tuas asas imensas
De um branco sem igual
Rasga as nuvens densas
Oh ave Divinal!
Pássaro lindo e benfazejo
Que não sei de onde vem
Mas que me guia no desejo
Desejo esse que muito almejo
De encontrar quem me faz bem!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 46
Diário Estelar 1234567/46
Sistema Solar: É hoje, finalmente!
Dia/Mês/Ano e Hora: Mas que insistência, espera pô!
-Senhores, já estamos fechando!
-O que? Como? Onde? Ai minha Nossa Senhora da Anunciação! É madrugada Bruno, já estão lavando o bar! Cadê o Rodrigo e a Patrícia?
-Foram embora Zé. Eles estavam muito cansados e saíram lá pelas 3 e meia da madruga.
- Mas porque não me acordou cara? Nooooossa, que bode! Tô mal...
-Zé, tente te acordar, mas sem chance! Você dormiu de roncar. Também, com tanto pirata assim quem não ficaria bodeado? Até eu! Imagine pra você pilotar a sua nave agora, não vai ser fácil!
-Minha nave, me esqueci dela! Já deve estar pronta de velha e eu ainda não fui busca-la.
-Não precisa Zé, o manobrista sabia que a gente estava aqui no bar e veio dar um toque de que ela já está estacionada no hangar. Aqui estão as chaves, olha!
-Obrigado Bruno, te devo mais essa! Vamos sair agora? Se não sairmos eles passam o rodo na gente.
-Vamos sim. Dá pra levantar?
-Claro que dá, espere... Ai ai ai ai, que dor de cabeça! Estou ferrado. Mas sabe de uma coisa? Esse porre foi meio que uma despedida de solteiro. Estarei fazendo a minha despedida dessa viagem sem rumo, dessa navegação sem rota, dessa jornada solitária. Daqui para a frente será só alegria, se Deus quiser e ele há de querer. Bom, façamos o seguinte Bruno: Vamos comigo até a minha nave. Vou ficar por lá e você segue pra sua nave que está estacionada no hangar ao lado. Eu vou deitar, dormir um pouco de forma decente, levanto, tomo um banho, abasteço, checo a nave para ver se ela está mesmo tinindo e então vou até a sua nave para me despedir de você ok?
-Ok Zé, estarei te esperando. Eu não vou dormir não... Assistirei a TV Espacial até o Sol raiar. Bom descanso Zé!
-Tá certo! Bom descanso Bruno!
“Falta pouco pras seis horas da manhããããã.. e gente correndo atrás do destino e da compensação...” Hummmmm... Parece que está tudo em ordem por aqui. Aliás, ela está mais clara, mais brilhante. Acho que além deles terem trocado as lâmpadas queimadas ainda deram uma limpada nas lâmpadas velhas que ficaram mais brilhantes. Maravilha! Quer saber? Pensando bem, acho que não vou dormir coisa nenhuma! Vou xeretar tudo pra verificar se está tudo em ordem e então arrumo minhas trouxas e Zapt! Dou o fora. Deixa ver... Ar ok! Temperatura ok! Marcador de combustível ok? Painel de controle e monitores ok!Ah, vamos ver o Relógio Digital Atômico. Uau! My God! Meu “padim padi Ciço!” Como é que é? Nossa, veja isso: 20/05/2.030 – 05:40:30 – Temperatura ambiente: 25ºC - Temperatura Externa: 2OoC – Umidade relativa do Ar: 40% - Sistema Solar: Capela*. Capela? Jura por Deus? Ai meu Jesus Cristinho! Estou em Capela!! Viva!! Estou em Capela!!! Que maravilha! Capela é, segundo o escritor Edgard Armond o planeta de onde se originou a raça humana na terra. Que coisa doida! Nunca em minha vida sonhei que um dia estaria neste lugar. Depois da transformação pela qual passou o planeta, eles aprenderam, evoluíram e estão agora bem mais adiantado que nós, pobres terráqueos. Caramba, deixa só eu retornar a terra 1 quando eu contar, ninguém vai acreditar! Vou tirar altas fotos antes de partir.Bom, está tudo em ordem, o tanque de hidrogênio está cheio, minha dispensa deve dar até o próximo hipermercado espacial. Acho que agora eu mereço um bom banho e algumas horas de um descanso tranqüilo e sereno não é?Então me dêem licença que eu vou tomar um banho rápido pra tirar o “sereno” da madrugada e vou dormir. Tchau, ou como nós dizíamos em nossas antigas conversas de MSN: CFPE (Câmbio Final Por Enquanto)...
* Quem quiser saber mais sobre Capela, leia o livro "Os Exilados de Capela" de Edgard Armond e quem quiser ler todos os capítulos deste diário, clique no final da postagem no marcador: Diário Estelar e procure desde o primeiro capítulo.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPITULO 45
Diário Estelar 1234567/45
Sistema Solar: Hummmmmmm
Dia/Mês/Ano e Hora: Calma, muita calma nesta hora!
-Mas que universo pequeno esse não? Olha só quem eu encontro aqui! Que alegria! Venha até aqui Bruno que eu quero te apresentar dois amigos queridos, Patrícia e Rodrigo. Oi amigos queridos, quanto tempo! O que fazem por essas bandas? Deixa-me apresentar meu amigo Bruno que é também da terra...
-Oi Bruno, o prazer é nosso! Tudo bem Zé? Olha, eu e a Patrícia pegamos 20 anos luz de férias e estamos fazendo um turismo espacial por essa região. Sabe como é, temos que levar os filhos para passear, afinal eles já cansaram daquele mundo ali e querem ver espaços novos, curtir com pessoas novas e esta é uma boa oportunidade.
-Uai, mas cadê seus filhos Rodrigo?
-Ah, eles estão por aí. Esse lugar é careta demais pra eles e estão se virando por aí com gente da mesma idade. Tem uns cybers cafés ali na loja de conveniência e eles deve estar no MSNS.
-MSNS? O que é isso? Só conheço o MSN.
-Ah, você está ficando mesmo velho hein Zé! Puxa vida! O MSNS é a última versão do MSN, mas foi desenvolvido para o espaço a fim de que você converse com usuários de outros planetas e de outras galáxias. Você não faz idéia do número de contatos que ele tem no cadastro deles. Centenas e centenas! Tem gente ali de planetas que nunca ouvi falar. Eles conversam em Esperanto. E você sabe que eles se saem muito bem? Você precisa ver. Mas olha Zé, eita vício danado esse. Faz duas horas que chegamos e eles estão lá no tlec tlec tlec, uma loucura. Mas e você, o que faz aqui?
-Bom Rodrigo e Patrícia, é uma looooonga história que não conseguiria contar nem em um mês seguido, mas digamos que eu estou em umas férias meio que forçadas e nesse exato momento vim molhar a garganta enquanto minha nave é consertada. Mas amanhã cedo devo estar partindo de volta pra terra, quer dizer, sei lá, partirei, mas pra onde ainda não sei.
-Entendemos amigo...
Mas olhem, vamos juntar as mesas aqui e tomarmos uns piratas juntos? Daqui a pouco vai subir no palco uma banda de Space Blues e eles mandam muito bem.
-Oba, vamos juntar sim, adoro Space Blues! Mocinha, por gentileza, traga quatro piratas on the rocks e uma tábua de frios, por favor!
-Ok, já trago amigos.
-Poxa, mas que bom encontrar vocês aqui meus caros amigos. Estava falando com o Bruno aqui que esta viagem até agora tem sido solitária sabe? Sinto-me o Amyr Klink do espaço. Sem ninguém até pra conversar. Piloto tudo, faço tudo. Sou o faxineiro e o comandante. O cozinheiro e o mecânico. Vida dura essa! Mas agora vou encontrando os amigos e isso é muito bom. Mas deixa-me perguntar: Você tem visto algum de nossos amigos por aí nessas suas aventuras espaciais de férias?
Bom, encontramos alguns amigos sim nesse safári espacial. Poucos, mas encontramos. Vimos a Paty minha xará com seu marido Ary e seus filhos, o Thiago e a Débora com seus filhos, vimos a Gabi, seu marido e suas duas filhas, o Max e seus quatro filhos e a Rita também que continua uma mochileira, só que agora uma mochileira espacial, com seu velho mas sempre fiel Junior á tiracolo fazendo um som pelas estrelas. A Rita é a versão feminina de Bob Dylan. Uma Joan Baez das estrelas por assim dizer. Mas encontramos esses amigos e não conversamos muito não por causa da nossa excursão que é monitorada e você sabe, os guias nos impõe horário para tudo né? Mas deu pra perceber que todos estão muito bem. Acho que são só esses amigos que vimos não é Patricia?
-Sim amor, que eu me lembre são esses amigos mesmo.
-Aqui estão seus piratas e a tábua de frios. A banda vai começar a tocar agora. Se precisarem de algo é só chamar ok?
-Obrigado, se precisarmos chamaremos sim. Olha, esses caras mandam muito bem mesmo. Só esta primeira música que eles estão tocando já é matadora. “Sweet home Andrômeda” é uma de minhas preferidas. Uau!!! Detonante!!! Vamos fazer um brinde a nossa amizade e a nossa felicidade.!! Tim!Tim! Viva nós e viva tu, viva o rabo do tatu! Hehehehehehehe Saúde irmãos, muita paz, saúde, fé, coragem, determinação, amor e amizade!!! Viva! Vamos curtir esse som que está muito louco. Acho que hoje minha despedida será com um porre! Alguém aí me carrega de volta pra nave?
-Carregamos sim, mas só se você não vomitar na gente Zé Roberto...
-Prometo sim meus amigos, não vomitarei em ninguém! Palavra de Escoteiro hehehehehehehe...
Para ler todos os capítulos desde o começo, clique no marcador Diário Estelar e vai poder ler desde o 1º Capítulo.
DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 44
Diário Estelar 1234567/44
Sistema Solar: Calma, nem eu sei ainda onde estou!
Dia/Mês/Ano e Hora: quanta ansiedade né?
-Ôpa, beleza amigo? Meu orçamento já está pronto?
-Deixa eu Verificar... ZR001PT?
-Isso mesmo companheiro.
-Bom, vamos ver aqui... Você tem vinte e cinco lâmpadas pifadas, tento internas como externas. Duas baterias solares defeituosas que terão que ser trocadas. Quatro fusíveis queimados que vão ser substituídos e alguns fios velhos que vou trocar. Essas coisinhas todas é que estava fazendo com que não tivesse a renovação de ar em alguns compartimentos, em alguns lugares não estava dando pra regular temperatura ambiente, o seu marcador de combustível está avariado também e não marcava a quantidade real de hidrogênio. As vezes você pensava que o combustível estava na reserva e não estava. Com esses reparos, você vai ter a sua nave tinindo e inclusive seu relógio atômico digital voltará a ser sincronizado com os horários interplanetários. Aliás, vou fazer na faixa para você um upgrade no software dele para que você tenha ainda mais funções extras como as condições de temperatura e de pressão atmosférica em centenas de planetas.
-Oba isso é perfeito, muito bom mesmo! Mas vamos falar sobre duas coisas super importantes e sérias. A primeira é quanto vai custar essa brincadeira e a segunda é quando ficará pronta a nave?
-Olha, o conserto vai ficar em mil e quinhentos Universos. Eu vou levar mais ou menos cinco horas para fazer o conserto de todas as peças avariadas e fazer também os ajustes necessários. Pode acreditar, amanhã de manhã você terá a nave novinha em folha Zé Roberto.
-Uai, mas e porque não hoje á noite?
-Bom senhor, é que as duas baterias que eu estou trocando precisarão ser recarregadas com a luz do sol e a primeira carga tem de ser de no mínimo doze horas. Aí você poderá ligar os motores e zarpar com segurança.
-Está certo. Eu esperarei, fazer o que? Afinal eu estou perdido faz tempo e doze horas a mais ou a menos não vão fazer diferença nenhuma não é? Até que o conserto não ficou tão caro. Pode fazer sim o conserto que eu estou autorizando. Vocês me entregam ela depois?
-Sim Senhor José, entregaremos no lugar em que a retiramos, sem problemas. Peço para o meu manobrista levar a nave para o senhor e então ligamos para o seu intercomunicador instantâneo avisando. Umas 7 horas acho que ligaremos para o senhor, fique descansado.
-Bom Bruno, tem algum lugar por aqui onde a gente possa bebericar alguma coisa enquanto a nave é consertada?
-Tem sim Zé Roberto, conheço um lugar agradável onde podemos beber alguma coisa gelada e jogar conversa fora. Tem música ao vivo e o atendimento é VIP.
-Ótimo amigo, minha garganta está super seca e vou aproveitar também para “desbeber”, pois estou apertadíssimo.
-Desbeber? Que é isso Zé?
-Há há há há há há Não sabe? É um sinônimo de fazer xixi entendeu?
-Minha nossa, mas de onde tirou essa expressão?
-Ah, foi minha grande amiga Rita quem me ensinou. É uma maneira elegante de você falar que vai dar uma mijadinha, hehehehehehehe
-Ai ai ai Zé, é cada uma que inventam por aí que só vendo.....
-Pois é, mas falando nisso Bruno, esse novo sistema de coleta sanitária que puseram em prática aqui nas estações orbitais é muito bom. Lembra das antigas Apolos? O s astronautas despejavam a urina no espaço mesmo. Lembra do filme Apolo XI?
-Claro que sim Zé. Assisti a esse filme no cinema na época de seu lançamento e na cena do xixi me lembrei imediatamente do Guilherme Arantes cantando:
Quem foi que disse
Que eles podem vir aqui
Nas estrelas fazer xixi?
-É Veríssimo Bruno, gosto muito dessa música também.
-Bom, chegamos! Vamos procurar uma mesa. Este lugar está fervendo hoje.
-Boa tarde senhores, mesa para dois?
-Sim senhorita, por favor.
-Aqui, por gentileza senhores. Fumantes ou não fumantes?
-Ah não, até aqui tem quem fume? O raça desgraçada essa que não tem semancol e que fuma em lugares fechados e proibidos. Nada tenho contra quem fume, mas quem não respeita a lei eu condeno mesmo. Já não basta poluírem la terra os restaurantes, shoppings e trens... Não fumantes por favor!
-Ok, esta mesa perto da janela está boa senhores?
-Perfeita! Aqui está mesmo ótimo, mas espere... Quem são aqueles dois naquela mesa ali? Não é possível!!! Eu não acredito!!!

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quarta-feira, 24 de outubro de 2007

JANELA VAZIA
Dentro da janela vazia
Que as vezes na tela se instala
O pensamento voa inquieto
Se propaga...
Busca respostas que não vêm
Esbarra em suposições infundadas
Tece comentários sombrios
Divaga...
Sabe que a verdade é difusa
Entende que o mistério é oculto
Mas sofre com a curiosidade doída
Se amarga...
Sensação ruim que só passa
Quando na janela que era vazia
O movimento reinicia e a inquietude
Se apaga...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

O CANTO DA SEREIA
Ouvi um canto
Certo dia atrás
Parecia um lamento
O que será isso rapaz?
Intrigante, provocador
Um canto de sofrimento
Como quem sofre uma dor
Ou um grande tormento
Apurei meus ouvidos
Para tentar descobrir
Com os meus sentidos
De onde ele estaria a vir
Vinha bailando no ar
Flutuando como uma folha que voa
Ah, esse canto vem do mar
É de lá que ele soa!
E fui então ao seu encontro
Até uma linda praia de branca areia
Para descobrir de pronto:
Meu Deus, é uma sereia!
Fiquei petrificado
Com tamanha beleza
E fui logo enfeitiçado
Com toda a certeza
E hoje sigo navegando
Nesse mar de anseios e medos
Sofrendo e pelejando
Para me desviar de Tsunamis e rochedos
E assim vou seguindo
Com esse canto a me enfeitiçar
Não sei onde estou indo
Não sei onde vou parar
Só sei que sigo
Cada vez mais renovado
Por ter esse canto comigo
E por ter encontrado
Essa sereia linda
Que comigo há de caminhar
Nesta viagem infinda
Que nunca, jamais há de terminar!

domingo, 21 de outubro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 43
Diário Estelar 1234567/43
Sistema Solar: Quase revelado
Dia/Mês/Ano e Hora: Incertos por pouco tempo.
-Muito boas essas pílulas de café viu Bruno! E essas pílulas de pão de queijo também estavam deliciosas, muito obrigado mesmo. Me lembrarei de passar no primeiro Hipermercado Estelar para comprar um bom bocado delas. Bom, quero lhe agradecer por me mostrar a sua nave. Fiquei encantado com tudo o que vi e espero no futuro nos encontrarmos por aí, na terra, em alguma estação espacial ou em alguma dessas lojas de conveniência existentes por todo o nosso universo.
-Claro que iremos nos encontrar, pode ter certeza, pois os laços de amizade que nos uniu são eternos, transcenderão o tempo, as existências e as vidas. Acredite que nestes tempos em que a medicina está super avançada, nós, enquanto seres humanos, iremos viver cada vez mais e teremos condições de curtir nossos amigos por muito mais tempo. Nos cruzaremos por aí muitas vezes mais meu caro, pode acreditar!
-Bom Bruno, vamos lá no AEE? Estou curioso para saber quanto será a “facada” do conserto de minha nave.
-Não se preocupe Zé, o pessoal aqui trabalha bem e não é careiro não.
-Beleza! Assim espero, porque não tenho tanta grana assim. Falando nisso Bruno, que tipo de dinheiro se aceita num lugar como esse? Aqui só tenho Pilas.
-“Pilas” Zé Roberto? Que tipo de dinheiro é esse?
-Não sabe Bruno? Você deve estar no espaço a mais tempo que eu e está por fora. Mas vou te explicar:
No Brasil, o dinheiro sempre teve apelidos. Muito pouca gente tratava o dinheiro pelo nome, por exemplo “Réis”, “Cruzeiro”, “Cruzado”, “Cruzado”, “Cruzado Novo”, “Real”, “Real Novo” etc. Pois bem, chegou uma hora lá no Brasil, que se precisava mudar novamente o nome do nosso dinheiro e achou-se que desta vez o nome do nosso dinheiro deveria ser escolhido pelo povo e não pelos engravatados. Fez-se então um grande plebiscito junto a população em duas etapas. Na primeira, todos depositaram em uma urna eleitoral, suas sugestões de nomes para o novo dinheiro. Contados os votos, as sugestões foram passadas para o computador e dali foram extraídas as duas sugestões mais pedidas. Sabe quais foram as duas sugestões mais votadas?Não Zé Roberto, quais? Os dois nomes mais sugeridos foram “Pau” e “Pila”. E isso já era previsível, porque a maioria dos brasileiros normalmente se referia ao dinheiro destas duas formas. Sempre foi comum ouvir alguém, dizer: “Ah, esse carro custa 18 paus!” ou “Tu pode me emprestar 20 pilas?”
-É verdade, isso eu me lembro Zé hehehehehehehehe
-Pois bem, então depois de se ter esses dois nomes, aí sim foi feita uma reunião entre o Ministro da Fazenda, o Presidente do Banco Central e demais autoridades no intuito de se oficializar um dos dois nomes para o nosso dinheiro. Assim, por lógica se escolheu “pila”, porque você já imaginou se o nome escolhido fosse “pau”? Não daria certo não é?
-É vero my friend! Seria até cômico, não seria?
-Com certeza....Mas voltando ao assunto, será que eles aceitam pilas aqui?
-Sim Zé, você vai até a Cada de Câmbio Espacial que fica ali mesmo dentro da loja de conveniência e troca suas pilas pela moeda universal. Assim você não correrá o risco de passar apuros em algum Restaurante ou Posto de Combustível que você encontrar por aí. Sim, mas e a cotação?A cotação é um por um. Aqui em cima não tem aquela sacanagem que tem na terra. Aqui não tem superioridade, todos são iguais. Só os “terráqueos” é que são doidos para querer levar vantagem em tudo. Lembra-se da famosa Lei de Gerson? A quanto tempo você não ouve falar dela? A muito tempo não é? Mas acredite, essa lei na terra sempre foi aplicada e levada ao pé da letra com muito mais afinco do que muitas leis oficiais. A moeda aqui é universal, assim como deveria ser a língua, mas o primeiro passo já foi dado. O nome do dinheiro é “Universo” e você pode utiliza-lo em qualquer planeta, deste ou de outro sistema solar qualquer e o único planeta que ainda tem diferentes países, diferentes estados, diferentes cidades e diferentes moedas. Você vai reparar por aí que os planetas, na sua grande maioria, não tem divisão territorial, são uma coisa só e os poucos que tem divisões, são apenas divisões feitas para que se possa traçar mapas que facilitem a locomoção das pessoas, nada mais do que isso, entende?
-Entendo sim amigo e fico aqui pensando agora, cá com os meus botões, quando é que a terra chegará nesse nível.
-Ah, falta muito ainda para que os terráqueos aprendam o valor da união. Serão tropeços e mais tropeços, guerras, provações e desavenças as mais diversas até que, com muito sofrimento os humanos aprenderão pela dor, que esse tempo todo estavam errados e então, marcados pelo sofrimento, se unirão e começarão uma existência de união e fraternidade. Muitos planetas que existem por aí, também eram como a terra. Outros tiveram mudanças que foram necessárias para a própria evolução de seus habitantes. Quer um exemplo: Leia o livro Espírita “Os Exilados de Capela” de Edgar Armond e você vai entender o que eu digo.
-Ah, mas eu já li Bruno! Li e reli umas 5 vezes. Realmente o livro é fantástico e deveras esclarecedor para fazer-nos entender alguns dos maiores mistérios da humanidade.
-Sem sombra de dúvida Zé, isso mesmo! Bom, chegamos! Vamos lá falar com o eletricista chefe para ver quanto ficou a “facada”. He he he he he...

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DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 42
Diário Estelar 1234567/42
Sistema Solar: Quase revelado, mas ainda desconhecido
Dia/Mês/Ano e Hora: (A um passo do final do mistério)
-Zé, venha até aqui que eu vou te mostrar a Sala da Trova, que também é um lugar extremamente agradável. Usamos este espaço para pequenas reuniões, para traçar projetos, rotas e estratégias de vôo.
-Caramba, a decoração aqui também é muito bonita. Lindo este quadro de Cora Coralina! Nossa, que maravilha! Carlos Drummond de Andrade, Pablo Neruda... Ah Pablo Neruda! Emocionei-me lágrimas com o Filme “O Carteiro e o Poeta”, você assistiu? Eu estava sozinho no cinema e me debulhei em lágrimas com aquele lindo final. Que bom seria se pudéssemos captar com um gravador toda a beleza das estrelas, do mar, do vento e dos rochedos. Que bom seria se pudéssemos com o nosso gravador registrar a emoção de um amor, imprimindo paixões e sentimentos. Mas é impossível isso, infelizmente! Acho que um dia o homem evoluirá muito enquanto espírito e acabará por atingir essa capacidade. Mas enquanto isso terá que imprimir suas emoções no papel mesmo, através de sua poesia, de suas trovas, sonetos ou qualquer outra forma versada de escrita. Aliás, Bruno, este filme fez com que eu passasse a refletir muito sobre o que é realmente ser um poeta. Pra mim, o poeta é aquele que retira do coração e da mente seus versos e os passa para o papel de forma emotiva, espontânea e direta. O verdadeiro poeta é aquele que deixa fluir os sentimentos de forma a tocar o nosso coração. Os versos devem surgir naturalmente, sem interferência externa, porque aí a poesia perderá a originalidade e soará meio falsa. Essa é uma opinião minha que trago desde os tempos do Espaço da Escrita. Naquela época eu passeava pela Internet e via site de dicionários de rimas, acredita? Perguntava-me sempre qual era a finalidade de um dicionário de rimas. Será que existem “poetas” que constroem poesias baseadas em um dicionário? Se você puder, me esclareça esse ponto amigo Bruno, pois na minha concepção, a verdadeira poesia deve ser extraída do âmago e não de um Dicionário de Rimas. Estarei certo? Mas Bruno, essa salinha aqui é linda mesma! Aquela janela vigia que dá a visão de fora faz com que nós nos sintamos ainda mais relaxados. Olha meu amigo, prometo que assim que eu voltar a terra, vou pedir ao meu amigo Marcus Falcão, Tricolor, Careca e Zégeraldiano de Coração para que encomende uma legítima redinha das artesãs Potiguares e faço questão de te mandar de presente via Sedex Interplanetário, que leva pouco tempo para a entrega e aí você poderá deitar, relaxar e ler um desses milhares de livros que você tem aqui.
-Que isso Zé Roberto, não precisa não!
-Precisa sim Bruno, você é um grande amigo e será um prazer presentear você com essa bela peça de artesanato. Você vai gostar muito.
-Grato amigo! Tenha certeza de que não só vou gostar, como também usarei com o maior carinho. Vamos lá na cozinha tomar uma pílula de café? To morrendo de vontade.
-Eu também, boa pedida Bruno! Puxa, que dispensa hein? Quanta coisa você tem aqui!
-Ah sim meu caro, eu passo nesses hipermercados estelares e encho o bagageiro da nave. Comer sempre determinada comida enjoa e por isso vario a quantidade de alimentos o máximo que eu posso, assim todos ficam satisfeitos. Tripulação satisfeita trabalha satisfeita e isso se reflete na qualidade do serviço que eles prestam pra mim. Olha o café quentinho!
-Obrigado! Que delícia! Só faltava mesmo um pão de queijo quentinho...
-Pão de queijo? É pra já! Maria traga-me uma bandeja com umas seis pílulas de pão de queijo, por favor!
-Claro Sr Bruno, é pra já!
-Enquanto as pílulas de pão de queijo não vem vamos levantar as nossas xícaras de café para fazer um brinde: Tchin Tchin !!!! Um brinde á nossa amizade meu amigo!
-Maravilha Bruno, que nossa amizade seja eterna e que se fortaleça sempre nos nossos propósitos!
-Assim seja Zé, Deus te ouça! Espere... O que foi Jorge?
-Sr Bruno, mensagem no intercomunicador do AEE avisando para o Sr José Roberto ir até a oficina que o orçamento está pronto.
-Ok Jorge, diga que já vamos lá, obrigado! Vamos tomar nosso café com pão de queijo e depois iremos até a oficina.
-Beleza Bruno!
-Olha as pílulas de pãezinhos de queijo chegando quentinhas aí gente!
-Hummmmmmmmmm...


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sábado, 20 de outubro de 2007

A ARTE DA CONQUISTA (Ou de Conquistar)


A arte de se conquistar é ao meu ver, algo que muitos homens ainda precisam aprender ou enxergar de uma outra forma. Eu até poderia até dizer “algo que muitos homens ou mulheres precisam enxergar de uma outra forma”, mas creio que as mulheres, por natureza própria tem o jogo da sedução e da conquista bem latentes dentro de si e ao colocarem pra fora o fazem com maestria e encantamento. Por isso quero falar sobre a arte da conquista no universo masculino.


No tempo das cavernas, os brucutus com suas clavas puxavam as mulheres pelos cabelos e não hesitavam em descer o porrete em possíveis adversários para terem ao seu lado as mulheres que queriam, numa demonstração de que a força bruta era a única arma. Da mesma forma, alguns animais conquistam suas fêmeas com demonstrações de ferocidade, com dentes arreganhados, urinando em seu território para protegerem suas fêmeas e para mostrar a possíveis concorrentes que aquele lugar é dele e que lá ninguém deve por as patas. Esses últimos eu chamaria de “Brucutus Animais”, embora alguns estudiosos justifiquem suas atitudes em virtude da falta de raciocínio, inteligência e pensamento contínuo, o que discordo. Eu acho que os animais mesmo não tendo pensamento contínuo, raciocinam, á sua maneira e tem sim inteligência, embora a força bruta prevaleça. Além desses dois tipos de atitude que muitos homens usam hoje em dia, ainda tem um tipo pior de atitude que é o uso de atributos sexuais para se conseguir vitórias na arte da conquista. Muitos homens querem conquistar as mulheres com seus órgãos genitais, numa clara demonstração de que lhes falta inteligência no jogo da conquista e da sedução. Esse tipo de atitude é um pouco comum na Internet, principalmente em comunidades de sexo criadas em sites de relacionamento como o Orkut. Ao ler perfis e scraps desses “conquistadores”, por vezes eu não consigo deixar de rir. Outras vezes, lamento muito por muitos deles que poderiam muito bem se candidatar a modelos fotográficos para fábricas de cuecas, afinal é só isso o que tem pra mostrar.


Creio que a verdadeira arte da conquista para os homens seja aquela em que prevaleçam gestos, palavras, atitudes, olhares, abraços, presença e enfim, virtudes ás vezes simples, mas sinceras, que seduzem aquela mulher que se deseja conquistar. Don Juan é uma lenda e um exemplo disso que falo. Embora as lendas a seu respeito tenham várias versões, variando desde um conquistador barato interessado apenas em amor e sexo que chegou a estuprar e matar algumas mulheres seduzidas por ele até um homem que amava mesmo as mulheres que conquistava vendo nelas toda uma beleza interior. Eu prefiro ficar com essa ultima versão, a de um homem que seduzia as mulheres mesmo as casadas ou comprometidas e as envolvia numa magia incrível com atributos os quais descrevi acima além de ter um charme irresistível, embora creio que esta ultima qualidade seja meio dispensável quando um homem possui pelo menos duas ou mais outras qualidades. Essa lenda contada em livros e filmes Hollywoodianos como Don Juan de Marco estrelado por Johnny Depp (cujas fotos ilustram este texto) é incorporada por muitos homens que adquirem este incrível poder de sedução, muitas vezes sem fazerem muitos sacrifícios. Alguns atores do cinema mundial conseguem ser sedutores mesmo estando em idade avançada como é o caso de Sean Connery. Outros, por não possuírem essa magia sedutora ou por não se preocuparem em aprender ao menos o básico tentam e tem que apelar pra outras armas a fim de tentarem conquistar o que desejam, algumas delas sujas. Alguns nadam, nadam e morrem na praia, já outros morrem ainda dentro do mar. Me lembro de um amigo meu da época do ginásio que conquistava muitas meninas apenas com seus gestos, seu olhar a algumas palavras ditas nas horas certas e nos momentos certos. Incrível, porém verdadeiro. Os Brucutus com suas clavas e os Lobos com suas arcadas dentárias e suas demarcações de território ficavam estarrecidos e furiosos porque estavam sempre perdendo terreno. Mesmo assim usavam das armas mais sujas pra tentar conquistar, claro, sem sucesso nenhum. Portanto eu acho que a arte da conquista não é tão complexa assim e tão pouco difícil. Para aqueles que não nasceram com essa arte, resta praticá-la com constância e com certeza todos aqueles que quiserem atingirão seus objetivos. Queria só dizer que a arte da conquista não se restringe apenas a conquistar amores, mas sim amigos também, pessoas do sexo oposto ou do mesmo sexo. Seduzir é uma arte que se aprende, se pratica e que depois de assimilada nos leva a conquistar tudo o que desejamos. Pena que muitos tenham preguiça de aprender...

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

AUSÊNCIA SENTIDA
Quando a ausência trouxer saudade
E a falta fizer doer
Pensa em mim de verdade
E em pensamento voarei pra te ver

Beijarei sua deliciosa boca
Com minha lingua que a sua afaga
Numa vontade irresistivel e louca
Que exterioriza um fogo, que nunca se apaga

Meu olfato sensivel
Sente no ar um aroma gostoso
Afrodisíaco, invisivel
Que me torna ainda mais fogoso

Aroma de fruta gostosa
Que ao sorvernos in natura, nos acalma
Agora impregnada em sua pele sedosa
Me revira o pensamento, o desejo e a alma

Minhas mãos grandes e carinhosas
Percorrem seu corpo tesudo
E te exploram sensiveis, nervosas
Acariciando e excitando o seu... tudo!

E encharcada de grande excitação
Numa memorável noite de delicias
Juntando com o meu seu tesão
Você retribuirá as minhas carícias

E a ausência que trouxe saudade
Se transformará em torpor
Que deixará impregnados de verdade
Em nossos corpos pela eternidade
O beijo
A carícia
O tesão
O gozo
E o mais intenso e profundo amor...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Frase do dia: "Tudo o que tem meio, acaba no final como começou..." (By Zero)
UM TRISTE BLUES
Um triste Blues ecoa no ambiente
Tocado como um lamento
Cantado por quem sente
A emoção a cada momento
A cada nota chorada
Uma história de dor
A perda de uma amada
Ou o final de um grande amor
O lamento é profundo
E cheio de emoção
Saído lá do fundo
De um sofrido coração
A letra narra uma história
Que as vezes não tem um bom final
Lembranças puxadas da memória
Reflexos do bem e do mal
Por isso estou aqui sozinho
Sentado nesse palco vazio
Tentando encontrar meu caminho
Procurando me aquecer do frio
E enquanto isso não acontecer
Um canto de lamento vou entoar
Num triste Blues que estou a escrever
E que muito em breve vou cantar
DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 41

Diário Estelar 1234567/41
Sistema Solar: Desconhecido (Será?)?
Dia/Mês/Ano e Hora: Incertos (Esperem, falta pouco...)
-Este é um de meus espaços preferidos. A Praça da Poesia é onde me sento para ler meus livros, analisar os manuscritos, pensar em algo que vou escrever, meditar...
-Puxa, que lindo isso aqui mesmo viu Bruno? Essa fonte no meio da pracinha é show. O barulhinho da água caindo traz uma paz incrível e nos acalma o espírito e a mente. Nada como poder sentar-se tranqüilamente e ler um bom livro sem ninguém incomodar. Lembro-me de que quando ia para o interior, sentava-me embaixo de um pé de manga e ficava lendo um livro. Os únicos sons que eu ouvia eram o cantar dos passarinhos e um avião que vez ou outra cruzava os céus por cima do terreiro. Era tão bom! Hoje, na cidade grande, você pega um livro, senta-se no banco de um trem, ônibus ou metrô, e muitas vezes usa o livro como um passatempo de viagem, porque se concentrar cem por cento na leitura é quase impossível, primeiro porque as pessoas esbarram em você, segundo, porque o barulho dos motores e o barulho externo incomodam e por fim, você tem que ficar com um olho no livro e outro olho no ponto ou estação que vai descer. Na roça ou no quintal á sombra de uma árvore, a única coisa com a qual você tem que se preocupar é com a possível queda de uma manga em sua cabeça, mais nada!
-É isso mesmo Zé Roberto, concordo plenamente! Sento-me á beira desta fonte, a minha imaginação flui e assim consigo me concentrar que é uma beleza. Venha mais pra dentro que quero lhe mostrar outros departamentos de minha nave. Este aqui é o espaço do Soneto. Aqui reunimos os amigos para fazermos uns saraus poéticos e musicais. Tem dias que este cantinho está lotado e a participação é grande. Cada um mostrando seus trabalhos, lendo seus versos, tocando suas músicas e enfim, trazendo para nós um pouco de arte, seja ela qual for. Muitos artistas consagrados que se apresentam hoje nos bares estelares e nas centenas de casas de espetáculos espaciais, começaram aqui em algum desses saraus que promovo. Lembra que você, no seu Espaço da Escrita conclamava todos para que mostrassem seus trabalhos pois dali poderia aparecer algum artista que estava escondido? Aqui, fiz o mesmo chamamento e apareceram centenas de bons artistas, gente muito boa mesmo, em todas as áreas da cultura popular. Olha Zé Roberto, não sei até quando você estará aqui nesta parada, mas está convidado para o próximo sarau que acontecerá daqui á três dias, você viria? Sei que você tem muita coisa boa pra mostrar, não é?
-Vamos ver Bruno! Estarei na dependência do orçamento que o amigo do AEE fará do conserto de minha nave e depois que eu aprovar o orçamento, vamos ver quanto tempo levará para ser efetuado o conserto dela, pois não vou mentir meu caro, estou um pouco impaciente e com uma vontade danada de seguir viagem de volta a minha casa. Bruno, queria te pedir um favor, posso sentar-me um pouco aqui?
-Lógico meu amigo, sente-se e fique á vontade! Mas o que é isso? Porque se entristeceu agora? Você estava tão alegre? O que houve?
-Saudades meu caro... Saudades daqueles que eu amo tanto. Meus familiares e meus amigos. Saudades daqueles que se foram cedo para as esferas espirituais e saudades daqueles que se distanciaram de mim sem um motivo justo. A saudade é uma palavra que não tem tradução em outras línguas, mas também é um sentimento que quando aflora em nós, provoca uma sensação que não conseguimos expressar por mais que queiramos. Ah meu amigo, bateu uma saudade agora...
-Porque esse sentimento aflorou em você Zé Roberto, assim tão de repente?
-Meu caro Bruno, muitas vezes, pergunto-me simplesmente: Porque certas coisas tem que ser assim? Respostas ao vento é tudo que eu consigo! As palavras são arrastadas pelo redemoinho antes que eu consiga ler a resposta para a pergunta que eu fiz e quando o vento e o redemoinho cessam, as palavras que compunham a resposta estão estraçalhadas, desmembradas e as letras, cada uma para um lado estão espalhadas pelo chão desordenadamente de modo que não as consigo juntar por mais que eu tente... Recaída meu caro! Neste exato momento estou tendo uma recaída e preciso logo mudar de assunto para não entrar em depressão...
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segunda-feira, 8 de outubro de 2007

A FORÇA DO QUERER DA PEQUENA TATY
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O ônibus rodava pela Presidente Dutra, uma rodovia que liga São Paulo ao Rio de Janeiro e era pra lá que eu estava indo a fim de visitar uns amigos que eu tinha conhecido na internet e também para respirar ares novos, livrando um pouco meu pulmão da poluição de Sampa. Peguei o último carro da noite, pois eu achei que viajando de madrugada conseguiria dormir de pronto assim que o motorista apagasse as luzes do salão do ônibus. Ledo engano, pois eu não conseguia dormir de jeito nenhum. Um ou outro passageiro estava com a luzinha individual ligada porque estava lendo um livro ou um jornal e eu com o rosto colado no vidro, olhava o movimento da rodovia que era intenso apesar de já ter passado da meia noite e meia. O céu lá fora estava claro e eu conseguia ver bem o ir e vir dos carros que era mais intenso no vir do que no ir. Vi passarem as cidades do Vale do Paraíba em São Paulo, admirei mais uma vez a bela Catedral de Aparecida, o Santuário da Fé e resolvi então sacar meu mp3 player pra ouvir uma seleção de canções que eu havia gravado para a viagem. Pus os fones de ouvido, apaguei a luz individual e comecei a ouvir as canções de olhos fechados. Lá pelas tantas, no meio da Serra das Araras entre declives e curvas fechadas começa a tocar uma música de um amigo meu chamado Paulo Zé. A canção se chama “Força do Querer”, uma linda canção na minha opinião, que alguns chamariam de pop romântica, mas uma bela canção que tem uma letra (ao menos pra mim) tocante. Fiquei meditando sobre o título da canção e de imediato comecei a pensar: O que seria a força do querer? Qual seria a força do querer? Qual a energia e que energia estaria embutida nessa expressão? Pensei, pensei e pensei tanto que por incrível que pareça acabei adormecendo, tendo um sono tranqüilo apesar do desconforto do banco de um ônibus convencional.
Acordei com o ônibus estacionando na Rodoviária Novo Rio. Desci, peguei minha mala, fui ao sanitário, tomei um banho rápido para despertar. Fui até a lanchonete, pedi um café e o sorvi comendo bolo e também um pão chapado (pão com manteiga na chapa). Confesso que não gosto do chamado “café carioca” pois é fraco e eu gosto dele forte, mas aquele, apesar de expresso estava “ao ponto”. Com o café despertei de vez e logo peguei mais um ônibus, desta vez, para a cidade de Tanguá, aonde iria me encontrar com uns amigos como disse no inicio. Fui observando novamente a paisagem da Cidade Maravilhosa e logo o ônibus começou a se distanciar do mar cada vez mais, para seguir pela BR 101. A viagem estava tranquilissima apesar do calor terrível, e eu recostei mais uma vez a poltrona para descansar o corpo e a cabeça. Coloquei novamente os fones e liguei o mp3. Fui ouvindo a mesma seleção musical que eu tinha posto no mp3 (aliás, esta é uma falha do aparelhinho) e quando chegou novamente na música de meu amigo, voltei a pensar sobre a letra como na madrugada já o tinha feito. Foi nesse momento que o ônibus entrou na cidade de Itaboraí para deixar uns passageiros e fazer também uma parada para o almoço nessa cidade, muito bonitinha, diga-se de passagem. Fui observando o movimento e olhando pela janela vi na entrada de um condomínio uma garota que estava com uma menininha linda. As duas tiravam algumas fotos juntas e pude ver nas expressões um carinho muito grande entre elas. Notadamente a criança não era filha dela, mas havia uma sintonia muito gostosa entre as duas. Fiquei olhando as meninas, admirando a bela cena, virando meu pescoço ao máximo até o ônibus se distanciar, para logo depois estacionar na rodoviária. Ao descer, perguntei ao motorista quanto tempo tínhamos e ele respondeu:
- Meia hora senhor, esta é a parada para o almoço!
Pensei então: Oba, que bom, tenho tempo! Como eu não ia mesmo almoçar ali e sim em Tanguá, tive a idéia de fazer o pequeno percurso de volta a pé até o condomínio, onde aquela linda garota ainda estava com aquela bela menina, num congraçamento muito lindo de se ver. Ao chegar, me apresentei assim meio sem jeito:
-Oi meninas, boa tarde, quer dizer, bom dia porque eu ainda não almocei!
-Oi rapaz, boa tarde, pois nós já almoçamos! (risos)
-Como é seu nome?
- Meu nome é José Roberto, mas pode me chamar de Zé Roberto mesmo.
-Ah, tudo bem menino, você é Paulista?
-Sim, sou sim menina! Como é seu nome?
-Meu nome é Tathiane, mas pode me chamar de Taty mesmo viu? Taty com ypsolon no final (risos)
-Ah, pode deixar Taty, mas e essa menininha linda, como chama?
-Ela é a Bruna... Fala oi pro tio Bruna! Fala oi Bruninha... Ih, ela está tímida hoje Zé Roberto, não ligue viu? Mas... Será que eu poderia te chamar de Zéro?
-Sem problemas Taty. Mas sabe porque eu vim até aqui? Eu estou indo pra Tanguá sabe? Vinha no caminho pensando sobre o significado da expressão “Força do Querer”, porque é o título da canção de um amigo meu que já ouvi duas vezes hoje, aí, quando o ônibus passou aqui defronte ao condomínio eu pude ver a relação de carinho entre vocês duas e senti nessa demonstração de carinho um querer muito grande. Então eu queria entender um pouco mais sobre isso. O que é a força do querer e que força tem esse querer? Vejo na relação de vocês um querer muito grande...
-Sente-se aqui Zé, ou melhor, Zero... Deixa eu te explicar ao menos do meu modo. O Querer pode ter alguns significados: Querer pode ser desejar algo ou alguma coisa, querer pode ser um sinônimo de fé também, querer pode ser ter inveja de algo ou alguém, mas também pode ser amar algo ou alguém. E já que sabemos o que é o querer, vamos entender que força tem esse querer e qual é a força desse sentimento. Bom quando desejamos algo ou alguma coisa, usamos todo o nosso pensamento e as nossas ações para tentar conseguir aquilo que queremos ou desejamos de fato, mas nem tudo é possível á nós. Nem todos os nossos quereres podem se tornar realidade, pois muitas vezes não depende somente de nós querermos, é preciso da ajuda de uma ou mais pessoas para que os nossos desejos se realizem. Muita gente se conforma com o fato de não conseguir o que desejou ou o que quis e então, parte para ter atitudes, ações e pensamentos ruins que podem levar a inveja, ao roubo, a maledicência entre outras atitudes e ações corrosivas da mente e do espírito e esse tipo de atitude só vai trazer mais negatividade ainda para a vida dessas pessoas, embora muitas delas não saibam disso. Mas existe um tipo de querer, que tem uma grande força, que qualquer um pode desejar, ter, dar e receber e que, além de não se exigir esforços para pra pô-lo em prática, faz imensamente bem a quem nós queremos e principalmente á nós mesmos, sabe qual é? É o Bem Querer! Quando bem queremos os nossos semelhantes, os amamos em toda a intensidade, passando pra eles os nossos melhores pensamentos, os nossos melhores desejos, a nossa melhor ajuda e as nossas melhores ações no sentido de ver esses nossos semelhantes cada vez melhores em suas vidas. Bem querer é amar indistintamente, é fazer o bem de forma abnegada, é dar um sorriso a quem precisa, é dar um ombro a quem quer chorar, é abraçar gostoso de forma bem apertada e ás vezes é só olhar nos olhos de nossos amigos e semelhantes para, expressar o quanto você quer bem essa pessoa. Quanto mais força de pensamento e atitude efetivamente prática você puser nesse gesto, ou nesse pensamento, mais rápido você atingirá os seus objetivos, meu querido Zero.
-Nossa Taty, estou emocionado sabe? Você acabou de me dar uma aula de amor ao próximo, uma aula de boa convivência, de como praticarmos a caridade pura e uma aula de como vibrarmos por uma vida melhor para nós e para os nossos semelhantes. Que lindo isso viu menina? Você tem a expressão de alguém que vive de bem com a vida e que com certeza está colhendo os frutos de sua bem-querência sabe?
-Não sei Zero, procuro amar muito de forma intensa cada um daqueles que me rodeiam não é Bruninha meu amor?
Nesse instante, Taty segurou a pequena Bruna e olhou bem dentro dos olhinhos dela expressando o quando a queria bem e a pequena Bruninha ao seu modo retribuiu o olhar meigo e gracioso. Continuaram a tirar lindas fotos e uma dessas lindas fotos, ilustra esse texto.
Emocionado que estava e encantado com aquela aula, esqueci do horário do meu ônibus e ao ver que estava atrasado, me despedi correndo e nem tive tempo de agradecer de forma efetiva a essa linda menina pelas lições a mim generosamente ofertadas. Tomei meu ônibus e segui viagem ao meu destino, a cidade de Tanguá. Lá chegando, eu era um homem novo, renovado e na primeira oportunidade, reuni os amigos e lhes contei sobre esta minha incrível e bela experiência. Passei cinco dias lindos ali, nas nuvens, com amigos queridos que eu, apesar de ter conhecido recentemente, me acolheram com muito amor, como se eu fosse um irmão de sangue.
Como tudo que é bom acaba, precisei voltar e dessa vez, vinha feliz, com uma alegria imensa no coração. Na primeira parada, o ônibus entrou em Itaboraí novamente, mas dessa vez para uma rápida subida de uns passageiros apenas e logo deu partida em direção a rodovia. Enquanto ele saia da rodoviária para ir novamente em direção a BR 101, eu olhei na porta do condomínio onde morava a Pequena Taty e pra minha surpresa eu a avistei no portão. Abri a janela, pus a cabeça pra fora e enquanto o ônibus se aproximava eu gritei:
-Oi Pequena Taty, me desculpe por não ter me despedido de você como devia naquele dia ta? Muito obrigado por ter me dado àquelas valiosas lições que guardarei pra sempre minha querida.
A Pequena Taty, olhando bem nos meus olhos como um olhar extremamente carinhoso, limitou-se apenas a me dizer enquanto o ônibus passava por ela:
-Meu amigo Zero, a única coisa que quero que você nunca esqueça é do quanto eu te quero bem meu amigo querido!
Então, depois dessas palavras, a Pequena Taty abriu um lindo sorriso e eu a admirei até que ela sumisse do meu raio de visão. Eu gostaria muito de ter podido responder, mas havia um nó em minha garganta que me impossibilitou de fazê-lo. O que fiz foi sentar em minha poltrona, sacar meu mp3, colocar a faixa de meu amigo e ouvir a música com lágrimas nos olhos expressando um pensamento extraído do fundo de meu coração: Obrigado Pequena Taty, eu também te quero muito bem minha linda amiga...

Esta é uma história de ficção, mas a personagem e seu bem querer são verdadeiros, assim como a música que ilustra esse texto. Taty, espero que goste desse texto que fiz falando de você porque você é uma amiga especial pois tem o bem querer como bandeira principal na sua vida. Seja sempre feliz minha amiga, você o faz por merecer, pois está colhendo o que tem plantado. Te quero muito bem viu? Você é show de bola minha linda. Beijos linda Taty, espero que não se importe de eu ter usado essa foto, mas ela é linda!

Para quem quiser ouvir a música que motivou parte desse texto (a outra obviamente é a Taty), clique no radinho abaixo e ouça.


domingo, 7 de outubro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 40
Diário Estelar 1234567/40
Sistema Solar: Desconhecido
Dia/Mês/Ano e Hora: Daqui a uma hora revelo...
-Hummmmmm... Estou que não me agüento! Também, quem resiste a todas aquelas pílulas de feijoada, couve manteiga refogada, arroz soltinho, tortas, bolos e sorvetes?? O cafezinho que tomei por último foi à gota d’água que faltava! Você, só uma redinha aqui me salva agora. Ta afim Bruno? Vamos fazer uma siesta?
-Não dá Zé, tenho mil coisas pra fazer na minha nave. Revisar manuscritos, ler poesias, colocar o Solar da Poesia em dia e responder ás milhares de mensagens que me chegam todos os dias. O Concurso de poesias já está na milésima edição e cada dia fica mais concorrido. Também, com uma rede de associados de cem mil pessoas você queria o que? Era de se esperar o sucesso não é?
-Com certeza! E esse sucesso será bem maior ainda com o passar dos tempos. Mas antes de pegar uma palhinha, vou até o Auto Elétrico Espacial para fazer um orçamento de minha nave. Onde é mesmo?
-É ali Zé, depois do posto de hidrogênio, está vendo?
-Ah sim, vamos lá... Caramba, que grande aqui né?
- Lógico amigo, as naves que aportam nesse hangar são imensas e muitas vezes até o teto tem que ser aberto para que a nave caiba aqui dentro. Veja quantos trabalham aqui. E é só para a parte elétrica hein? Funilaria e pintura são em outro departamento.
-Boa tarde, em que posso ajudá-los??
-Olha este é meu amigo Zé Roberto, ele está com uns probleminhas elétricos em sua nave...
-Pois é amigo, alguns conta giros não funcionam, o contador de anos-luz está pifado, os marcadores de combustível ora funcionam ora não funcionam, algumas lâmpadas internas e externas estão pifadas e acho que o mais importante é que meu relógio digital calendário não está funcionando. Dá pra olhar isso?
-Com certeza amigo, deixe a chave da nave aqui comigo e eu mandarei meu manobrista trazer ela até aqui. Qual é seu prefixo?
É ZR001PT !
-Ah sim, anotei! Tome aqui seu ticket. Daqui à uma hora mais ou menos o orçamento estará pronto.
-Ok amigão! Voltarei depois então. Um abraço!
-Zé, pra matar o tempo, vamos pra minha nave um pouco? Você não conseguirá tirar sua pestana agora mesmo. Vou te mostrar meu acervo de livros e de escritos, pode ser?
-Simbora Bruno, será um prazer! Nossa, bacana isso aqui hein? Que decoração maneira! Você é quem fez?
-Sim, eu criei tudo sozinho! Gosto das coisas muito bem arrumadas e me faz bem estar num ambiente organizado.
-Caramba, sua bike está pendurada aqui. Porque? Porque não a deixou lá na terra?
-Bom, não deixei primeiro porque ela sempre foi a minha fiel companheira e depois quem sabe eu não encontre uma ciclovia na Via Láctea o nos Anéis de Saturno não é?
-Eita Bruno, seria o máximo né? Sem trânsito, as pedaladas seria bem mais leves e dava pra fazer o dobro das pedaladas que você daria na terra. -Sonhar é bom meu caro.....
-Pois é, sonho sempre com muitas coisas. Com isso que acabei de lhe falar, com um mundo melhor, mais fraterno, um mundo onde as pessoas se amem mais e se compreendam, um mundo onde as pessoas se unam em propósitos benéficos comuns... É uma utopia? Pode até ser, mas acho que sonhar é possível e se tiverem duas pessoas pensando igual ao mesmo tempo, o sonho pode acontecer. Não é o Raul Seixas que cantava: “Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”?
-Sim, ele mesmo Bruno!
-Pois então....
-Eu também penso assim amigo e sempre que posso, luto para conseguir “converter” alguém para o meu lado.
-E como você faz isso Zé Roberto?
-Com meu exemplo Bruno! Procuro ser uma só pessoa e não duas entende? Assim, assimilo só coisas boas, tenho grandes amigos e estou sempre bem. As pessoas cruzam comigo e me dizem: Nossa, você está ótimo! um alto astral hein? Como consegue? Então lhes respondo para serem como eu. Amarem mais, viverem mais a vida. Ensino a darem mais valor as pequenas coisas e a cultivar as amizades, mantendo elas sempre perto de você. Isso tem dado certo Bruno. É uma doutrinação espontânea!
-Beleza Zé Roberto, gostei de ver! Bom, chegamos até meu cantinho preferido, a Praça da Poesia!
-Que lindo lugar.... Estou maravilhado!
-Você ainda não viu nada amigo! Venha aqui que eu vou lhe mostrar...

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Este desenho nos faz ter vontade de voltarmos a ser crianças! Á benção Toquinho! Sensacional!!! Curtam e se emocionem. Beijos á todos!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O BELO SORRISO DA CLARA MANHÃ DE CLARINHA

O Outono se encaminhava para a metade da estação e aquele friozinho que eu tanto gosto já me fazia sentir aquela vontade de estar ao pé de uma lareira com uma caneca de chocolate quente em uma casa aconchegante, mas eu me encontrava só, perdido em muitos pensamentos sentado no banco de uma linda praça de uma tranqüila cidadezinha litorânea. Embora eu estivesse á beira mar, o movimento era bem pouco na praça, na orla marítima e dentro do mar por causa do friozinho que se fazia presente. A praça era bem cuidada e estava com canteiros bonitos recheados de belas flores que estranhamente pareciam estar se adiantando á primavera e que traziam estampadas em suas pétalas, cores vivas e variadas que faziam muito bem aos meus olhos. E eu fiquei ali observando toda aquela generosa natureza criada por Deus que nos ofertou a fim de que elas, as flores, enfeitassem nossas vidas e trouxessem mais perfume aos nossos ambientes não só internos como externos. Na praça também havia frondosas árvores frutíferas que alimentavam centenas de aves que se saciavam com os frutos que pendiam nos galhos e ao mesmo tempo recolhiam o alimento necessário para suas crias que também estavam se abrigando em ninhos alojados nos galhos dessas árvores lindas. A sincronia da natureza em comunhão com o tempo ameno e fresco fazia com que meu pensamento se distraísse um pouco, tornando minha mente mais tranqüila e serena. E assim, por muito tempo fiquei olhando fixamente as árvores, os pássaros e o movimento no entorno dessa bela praça que conseguia me entreter sobre maneira e isso fez com que o tempo passasse de uma forma tão rápida que quando eu me dei conta, a noite já chegava, trazendo as primeiras estrelas. Então me deitei no banco da praça, fixei meus olhos no céu e comecei a contar uma por uma das estrelas do céu, das menores as maiores, das menos brilhantes as mais reluzentes.
Quando eu atingia a marca de 200 estrelas percebo que alguém está ao lado de meu banco em pé. É uma linda menina, morena, que trazia nos lábios um belo sorriso natural e que me olhava com muito carinho. Levantei-me rapidamente me desculpando por ali estar enquanto ela poderia estar querendo sentar, mas ela fazendo um gesto para que eu não me levantasse me disse:
- Fique á vontade meu querido, faz tempo que te observo e percebo que você está viajando em seus pensamentos de uma forma tão compenetrada que não quis te incomodar.
-Não, você não incomoda não minha linda, sente-se e vamos conversar um pouco. Eu estava mesmo querendo conversar...
- Que bom, também adoro conversar e me parece que você não está muito bem, por isso, ao invés de eu me sentar com você, eu o convido para que venha comigo andar pela areia da praia e então conversaremos.
- Boa idéia eu disse, vamos sim!
Então adentramos a areia da praia, fomos até aonde a onda terminava de espalhar a água do mar, tiramos nossos calçados e começamos a andar bem devagar, a principio em silêncio ouvindo o som do quebrar das ondas. Foi quando essa linda menina pegou em minha mão e caminhando de mãos dadas comigo me perguntou:
- O que te aflige meu amigo? Sua expressão me parece um pouco triste, séria. Não gostaria de ver essa expressão em seu semblante. Você gostaria de se abrir comigo?
- Ah menina, eu disse, estou bem... Minha expressão é esta mesmo sabe? Eu não sei sorrir...
- Como não? Todos nós sabemos sorrir de alguma maneira meu lindo!
- Eu não sei não menina. Vejo as fotos de muitas pessoas com aqueles lindos sorrisos e eu me entristeço porque embora tente, não consigo esboçar o menor sorriso, mesmo um sorriso plástico, falso, amarelo.
- Ah o que é isso meu lindo. Não diga isso! Deixa eu te contar uma coisa. Vamos nos sentar aqui na beira mar?
- Sim, vamos menina...
Sentamos na areia da praia num lugar aonde as ondas quase chegavam aos nossos pés e então a linda menina virou-se para mim com um olhar doce e terno e começou a me contar uma história:
- Outro dia, uma grande amiga me falou: Olha, gostaria muito de poder abrir-lhe meu maior sorriso, mas infelizmente não posso, porque estou com uma pequena falha em meus dentes e tenho vergonha. Então eu lhe disse: Deixe disso amiga, qual é o problema? Fique tranqüila! E disse a verdade a ela, afinal, para se ter e dar um belo sorriso não é preciso que tenhamos uma boa dentição, e sim, que coloquemos para fora os nossos melhores sentimentos em relação á pessoa a quem dirigimos nossos sorrisos. Um belo sorriso, sempre traz em seu gesto, amor, carinho, amizade, força, vibração positiva, amparo e principalmente sinceridade. Quando dirigimos nosso melhor sorriso a alguém, mostramos a essa pessoa que estamos sendo afetuosos estamos sendo sinceros com ela, estamos dizendo que a amamos, que a compreendemos, estamos dizendo que achamos que ela pode seguir em frente, que damos apoio a ela em algo, e enfim, estamos dizendo com os lábios que ela pode confiar plenamente em nós sempre. Mas aí alguém poderia me perguntar meu lindo: Mas e os sorrisos irônicos e falsos, como é que ficam nessa? Respondo facilmente: Não ficam em lugar nenhum, pois os sorrisos falsos, irônicos ou plásticos, se desfazem em questão de segundos, porque não se sustentam, são frágeis e voláteis, ao contrário dos verdadeiros sorrisos que ficam para sempre estampados na face de nosso espírito, ornamentando um rosto angelical que a eternidade tratará de perpetuar para todo o sempre e que será sempre belo. Sabe, um dia um amigo me contou uma história (fictícia, é claro) de um ateu convicto que viveu a sua vida a fazer a caridade para com seus semelhantes sem nunca ter acreditado em Deus. Quando morreu, foi para o céu e lá foi recepcionado por anjos que o carregaram e o passaram na frente de muitos beatos, que viveram a vida terrena inteira rezando a Deus, sem nunca ter dado um donativo sequer para seu semelhante.
Então, relembrando essa história, meu lindo, me pus a pensar: Quantos desdentados por aí não abrem seus melhores sorrisos para seus semelhantes, ao contrário de muitos portadores de dentes de ouro que fecham ou viram suas caras para nós não é mesmo? Por isso, digo não só a você, meu lindo amigo, mas digo sempre a todos os que eu encontrar por onde eu passar: Abram sempre seus melhores sorrisos a todos os que cruzarem vossos caminhos, mesmo que vocês não tenham um só dente na boca e extraiam esses sorrisos de vossos corações, e antes de abri-los, mentalizem o seguinte: Amigo, abro para você o meu melhor sorriso, extraído de meu coração puro e generoso e ele virá recheado com as minhas melhores vibrações e intenções, extraídas por sua vez de minha mente. E eu dirijo a você esse sorriso, como prova de amor, sinceridade, confiança e amizade. Entendeu meu amigo? Captou a essência do que eu disse?
- Sim, captei sim menina... Que lindo isso! Nossa, estou radiante com o que você disse eu disse. Isso me fez um bem danado, eu disse, olhando bem nos olhos dela.
Aí com aquele sorriso angelical e o olhar mais doce do mundo ela disse:
- Então você já sabe meu lindo! Ao cruzar comigo, quero o seu melhor sorriso e desejo que este sorriso possa se perpetuar em seu rosto, como um belo quadro eterno e valioso de um grande pintor. Que esse seu sorriso possa ser um exemplo para todos e que ele possa contagiar os que estiverem ao seu lado tristes e cabisbaixos. Saiba que seu sorriso tem uma força imensa e traz embutido nele uma grande concentração de amor que você não deverá guardar para si, mas externar e distribuir aos seus semelhantes num grande gesto de caridade. Sorria para mim agora, vamos ver esse belo sorriso!
Depois de tudo o que ela me disse, me virei novamente e olhando bem em seus olhos, abri imediatamente um grande e belo sorriso que nunca mais se apagou de meu rosto. Ao ver meu sorriso ela disse carinhosamente para mim:
- Agora deite na areia, olhe para o céu e continue a contar suas estrelas, pois vai enxergá-las de forma diferente, pode acreditar. Em que numero você tinha parado mesmo? Continue a admirar toda a natureza que eu vou indo agora. Preciso partir, mas você ficará bem, tenho certeza.
Então eu a abracei ternamente agradecendo a ela não com a voz, mas com o coração ao mesmo tempo em que ela, segurando com suas duas mãos meu rosto, beijou-me a fronte num gesto lindo de amizade. Enquanto ela se levantava a começava a se distanciar de mim, me deitei feliz da vida para recomeçar a contar minhas cintilantes estrelinhas, mas nesse momento me deu um estalo e eu me levantei falando para ela:
- Hei menina linda, você que me ajudou tanto e a quem, tanto agradeço, me esqueci de perguntar: Qual é o seu nome meu anjo?
Aí ela parou de caminhar, virou-se para mim e com aquele terno sorriso me disse mansamente:
- Quer saber meu nome meu lindo?
Eu disse: - Sim, eu quero linda!
Ela então se virou novamente, recomeçou a andar e me disse enquanto seguia enfrente:
- Meu nome? Meu nome é Clara, mas pode me chamar de Clarinha meu lindo...
Disse isso e se afastou, sumindo na escuridão das areias da praia. Eu por minha vez fiquei deitado na areia da praia feliz da vida contando milhões de estrelas até esperar o dia clarear, trazendo o raiar de uma manhã que eu batizei de “A Clara manhã de Clarinha”.

Este texto é dedicado a uma linda e amada amada amiga que tive o prazer de conhecer no Orkut e que saiu da tela do computador para se instalar em meu coração. Beijos minha amiga, obrigado pelo seu carinho de sempre.