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sábado, 14 de julho de 2007

FAKES, A ARTE DE ENGANAR... OU NÃO?

Uma dos termos mais usados em sites de relacionamento social e comunicadores instantâneos é o termo “Fake” cuja tradução para o português tem alguns significados: Plágio, Cópia, Engano, Blefe, Coisa copiada, Falso, Enganador e Disfarçado.
Criam-se fakes na Internet com vários propósitos, mas o mote principal que as pessoas usam para a criação de um fake é mascarar suas identidades originais para então agirem livremente na Internet ou para o bem ou para o mal e acreditem, tem gente que diz que usa seus fakes para o bem!
Com um fake você pode ser quem sempre sonhou, pode conquistar e ser conquistado pode cometer atos bons e principalmente maus, (o que, aliás, tem sido uma constante neste universo fake de Internet), ou simplesmente pode ser neutro, usar o fake para xeretar a vida alheia.

Mas quero com este texto, discorrer sobre a arte de enganar ou não na Internet. Nas minhas andanças por esse universo “fake”, pesquisei bastante e passei a classificar os fakes em três categorias:
- Tem aqueles, que são tão bem criados que acabam enganando até os que se dizem espertos e entendidos no assunto. Recentemente no Orkut a “morte” de um fake gerou um reboliço danado, desde choro, desespero, missa em beneficio da alma do “falecido” e até uma ampla investigação que resultou no esclarecimento da farsa.
- Tem aqueles que são mal feitos e que não enganam ninguém, e por fim...
- Tem aqueles que apesar de serem fakes “descarados”, enganam centenas de pessoas que ficam fascinados por alguma particularidade desse fake e mesmo que ele diga que não é aquele que está estampado no perfil, muita gente sequer da ouvidos e segue idolatrando, desejando e pasmem, até se apaixonando por aquela criatura fictícia que pouca gente sabe na verdade quem é na real.

Nesse particular, existem duas categorias de pessoas:
Aqueles que nem querem saber quem é o real e preferem continuar na imaginação vivendo uma paixão platônica e aqueles que manifestam o louco desejo de conhecer o perfil real de suas “paixões”. Mas muitas vezes quando isso acontece, toda aquela magia que envolvia aquele relacionamento cai por terra, como se a decepção fosse enorme, embora antes da descoberta, juras tivessem sido trocadas. Quer dizer, o que a pessoa esperava? Que o fake fosse na real a criatura estampada na foto? Então o que encantava naquele personagem? Pra mim, a pessoa usava a imaginação, achando que ia encontrar alguém “do seu tipo preferido” e como percebe que não é, muda de atitude em relação a essa pessoa, agindo com frieza e ás vezes até com desprezo. Palavras, atos e atitudes são imediatamente trocados por um visual que não lhes agrade. Então me digam: Quem de fato engana e é o enganado neste caso? Complicado isso não é? Vejo que tem pessoas reais que são mais fakes que os próprios fakes ...
Por isso, continuo navegando pelos mares cibernéticos da Internet, adentrando nesse território misterioso dos fakes me perguntando sempre: Seriam os fakes a arte de enganar ou não? Não sei, jamais terei a resposta. Alguém teria? Se alguém tem a resposta eu não sei...

6 comentários:

Clara disse...

É algo interessante pra ser estudado pelas escolas da Psicologia, o que leva alguém a viver nesse mundo irreal? Desejo de ser ou desejo de parecer? Muitas ??????

Rita disse...

Além de tudo, existem os fakes na vida real também. Falo isso pois, coincidentemente, ontem eu estava relendo um texto que fala das máscaras que as pessoas insistem em usar... (desconheço o autor do texto, mas gosto da reflexão; vou mandar por e-mail pra você ver que interessante!)

Dani(ela) disse...

rápida e caceteira: fake é falta de conteúdo verdadeiro.

bjo Zé!

reginaldo disse...

Levando em consideração “fake” como o mesmo que “máscara”, o ser humano necessita desenvolver meios para adaptação social opondo-se aos seus instintos bizarros (Para Jung, persona e arquétipos).
Persona vem de máscara usada no teatro grego para representar um papel numa peça e
"...tem, para Jung, o mesmo sentido, ou seja; persona é a máscara ou fachada aparente do indivíduo exibida de maneira a facilitar a comunicação com o seu mundo externo, com a sociedade onde vive e de acordo com os papéis dele exigidos. O objetivo principal é o de ser aceito pelo grupo social a que pertence." (PORTILLO 2001).
A persona possui um lado bom e outro ruim, ou seja, auxilia a convivência em sociedade, transmitindo-nos uma certa sensação de segurança, na medida em que cada um desempenha exatamente o papel dele esperado.
"...Assim, espera-se de um médico que se comporte como tal, que atenda o paciente e que o cure dos males que o atingem. De um bombeiro, que seja solícito e enfrente, sem grandes medos os incêndios, e assim por diante." (PORTILLO 2001)
No sentido ruim da persona, o indivíduo identifica-se com o papel por ele desempenhado ao ponto que se distancie de sua própria natureza.
"...Um médico, por exemplo, não é médico o tempo todo. Em casa é o pai, o marido, o filho e assim outras máscaras ele estará utilizando. Aqueles que são possuídos por sua persona, tornam-se pessoas difíceis de conviver, são rígidos em sua persona e exigem dos demais que se comportem igual a ele." (PORTILLO 2001)
É o dispositivo que pode nos servir de proteção contra as nossas características internas que possa nos desabonar, sendo assim, a podemos utilizar para que esconda tais características bizarras.
(Recomendo: Texto de Vanilde Gerolim Portillo http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Jung%20e%20a%20psicologia%20analitica.htm).

Desculpe a invasão (rsrsrsrs) mas, achei o assunto interessante....

Zé, parabéns pela iniciativa, Forte abraço pra você e a todos! Até...

Reginaldo Tavares (reginaldojtavares@hotmail.com)

Josiane disse...

Pois é pois é e de fake a gente já ta farto né mesmo Zé?!!

Beijão

Moniquinha disse...

Hummm, fakes, fakes, fakes...muito relativo isso...há motivos e motivos pra´se criar um fake...o problema, eu creio, não esta´em ser fake, mas em porque se é...e o que se faz com isso...é como se usar uma máscara, pra´ir à uma festa à fantasia, divertir-se, mas sem deixar de ser quem se é, ou usá-la realmente pra´se esconder, e enganar quem se aproxima de vc...o problema não está na máscara, mas em porque se usa uma!
Beijos meu lindo amigo!!!