Selecione e ouça uma canção!




segunda-feira, 20 de agosto de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 21
Diário Estelar 1234567/21
Sisterma Solar: Desconhecido
Dia/Mês/Ano e hora: Incertos
-Hummmmmm Preciso maneirar nos piratas, senão acabo me viciando e então, se eu pegar novamente o “manche” de minha nave posso fazer alguma barbeiragem e então posso bater em algum asteróide sei lá.... Quantos pontos tomarei no meu brevê? Essa é uma falta gravíssima eu creio, mesmo que a única vítima seja eu. Mas falando sério, eu queria muito que você me desse uma luz Raul. Lembra que você cantava “Que luz é essa que vem vindo lá do céu?” Que luz é essa? Eu ouvia essa música e ficava imaginando a cena. Uma luz imensa, banhando toda a terra, trazendo muita energia positiva, mas na minha imaginação, essa luz não vinha de um disco voador e sim de algo superior que vem para nos iluminar. E é essa luz que eu procuro agora aqui em cima meu amigo e você deve saber aonde encontrá-la, não é?
-Olha meu caro, essa luz provém de Deus e é ela que banha toda a nossa terra, uma luz que nos atingirá com certeza se nós a procurarmos, e com certeza, ao acharmos esta luz ficaremos com o nosso espírito bastante iluminado entende? Mas de certa forma, existe uma espécie de lâmpada interior que você deve acender para iluminar o seu espírito e essa lâmpada é uma lâmpada de acendimento automático. Sabe aquelas lâmpadas de foto célula que se acendem sozinhas ao cair da noite? É igual. À medida que você vai se esclarecendo, se instruindo e se modificando internamente, os filamentos dessa lâmpada se aquecem e em muito pouco tempo você estará não só com o seu espírito iluminado, mas principalmente com a sua mente iluminada e pura. Quero te mostrar uma coisa, ou melhor, colocar algo pra você ouvir e pra você meditar. Garçom traga-me uma ficha de Juke Box! Pronto, deixa-me selecionar a música aqui, espere... Lá vai, preste a atenção:
Bate louco, bate criminosamente
O coração mais do que a mente
Bate o pé mais do que o corpo poderia
Se você mentalizasse na folia
Sabe lá se não seria a solução
Pra de manhã pensar melhor
E caso fosse, a incompatibilidade
Entre corpo e consciência iria desaparecer
Você não vê como o corpo preparado
Pode ser iluminado
como a luz de uma fogueira
Que precisa se manter
E atingido pela plena consciência
De que o corpo em decadência
Faz a tua consciência esmorecer
Pelos poros elimina-se o que o corpo não precisa
E não precisa pra pensar
Abdicar desse prazer
Se você dançar a noite inteira
Não significa dar bobeira de manhã
Se alienar ou esquecer
É como a busca do supremo equilíbrio
Num processo inteligente
sua mente clarear sem perceber
E a intelectualidade
Pode dançar sem receio
Descanso é pra alimentar
E trabalhar sem anseio
Eu tô olhando pra ponta
Mas não esqueço do meio
Quem acha o corpo uma ofensa
Falo sem demagogia
Pode dançar essa noite
E amanhã pensar (quem diria?)
Quem não entendeu eu lamento
Quero que entenda algum dia
-Essa música é do Oswaldo Montenegro, lembra dele?
-Claro que me lembro Raul, essa canção chama-se Incompatibilidade não é?
-Sim, e você viu que a letra tem uma grande relação com o que eu acabei de te falar? Veja: “e caso fosse, a incompatibilidade entre corpo e consciência iria desaparecer, você não vê, como o corpo preparado pode ser iluminado como a luz de uma fogueira que precisa se manter...” Sacou??
-Claro Raul, caiu a ficha sim!! Maravilha meu grande Raulzito!!
-É viajante solitário, levante sua mão sedenta e recomece a andar, não pense que a cabeça agüenta se você parar, pode ter certeza disso! Fortaleza! Estamos a horas tentando um contato com a Nave Mãe e nada! Fazer o que? Está chegando mais um relatório aqui, deixa eu dar uma lida nele. Hummmmmmmmm...Olha aqui diz que vários contatos que estão sendo efetuados com a Nave Mãe não estão sendo bem sucedidos não. Em uma hora o comando dela está ocupado e não há diálogo, outras horas não responde e em alguns casos a linha direta está truncada por defeitos. Então o que fazer? Acho válida a tentativa, mas é como você já me disse. O comando da Nave Mãe mudou, não é mais o mesmo. Quem estaria no comando da nave agora? É a mesma pessoa? Porque não há o contato como era antigamente? Pense nisso amigo, raciocine e vai ver que o necessário é que você se encontre dentro de si mesmo. Muitas vezes você está procurando uma rota que está dentro de você entende? siga a carta estelar do raciocínio e pode encontrar a rota que vai te levar de volta pra casa, ok?
-É verdade, eu não tinha pensado nisso não Raul, quer dizer, por um momento sim, mas nunca dessa maneira como você está me colocando... E que alternativas você me daria?
-Vou te dizer amigo viajante...

domingo, 19 de agosto de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 20
Diário Estelar 1234567/20
Sistema Solar: Desconhecido
Dia/Mês/Ano e hora: Incertos
-Bom meu caro Raulzito, como já disse, a cerca de nove meses aproximadamente resolvi seguir uma viagem que me levasse a novos horizontes e que me desse novas perspectivas de vida, porque o estresse e a angústia estavam tomando conta de meu coração, de minha mente e de meu espírito. Então, passei a arquitetar uma viagem, que seria feita com todo o cuidado, elaborada mediante cartas estelares que me indicassem regiões de beleza, paz e tranqüilidade onde eu pudesse ancorar minha nave e me desestressar, para continuar trilhando minha jornada terrestre com mais segurança e disposição, coisa que até então eu não vinha tendo. Comecei então pesquisar e em determinado momento, encontrei um site de viagem onde encontrei um paraíso estelar, uma região encantadora que pelas fotos que eu via no site me parecia um verdadeiro paraíso. Comecei a trocar umas mensagens com os agentes de viagem desse lugar que me fizeram ver que o lugar era mesmo de cair o queixo. Então, reservei um lugarzinho num hotel dessa região e então iniciei minha viagem até este lugar. Quando lá cheguei, tive uma grande surpresa, pois o lugar em si não era nada daquilo que tinham me mostrado no site, era muito mais lindo!! Era uma nave imensa, com um comprimento de perder de vista, de um exterior azul brilhante que emitia uma luz capaz de iluminar a quilômetros e quilômetros de distância.. Dentro da nave, uma aura energética de fluidos positivos, me trazia uma tranqüilidade que nunca havia sentido antes. De tão bela a nave e de tão grande que era em magnitude, apelidei-a de Nave Mãe, porque tinha certeza de que aquela nave era como um grande porto estelar, onde eu poderia estacionar minha navezinha, mas um porto estelar que abrigava com carinho muitas naves, todas naves amigas. Fiquei encantado e durante o tempo que fiquei lá, não me cansava de admirar cada pedacinho daquele paraíso, um paraíso de paz, tranqüilidade, amor, carinho e muita fraternidade. É difícil você pensar que hoje em dia, possa encontrar um lugar assim. Até parece um livro de ficção, mas eu encontrei Raul. E que maravilha!. Lá, pude descansar a minha cabeça tranqüilamente e ter os meus cabelos afagados por um gostoso cafuné. Lembra disso Raul, cafuné? Na Bahia sua mãinha, Dona Eugênia devia fazer muito cafuné em você não é? Pois é, como é bom receber um cafuné na cabeça. Lá pude descansar meu corpo, observar todas as paisagens magníficas, mas considero que uma coisa realmente inesquecível, foi a oportunidade de poder provar os sabores e os néctares que esse lugar tinha a me oferecer! Minha boca se enche d’água quando lembro dos sabores, dos néctares e do aroma que esse lugar lindo exalava. Considero que o paladar e o olfato sejam dois dos nossos sentidos que mais mexem com a gente, pois o gosto e o aroma de iguarias e de perfumes, dificilmente saem de nossos pensamentos. Fiquei um bom tempo ancorado na Nave Mãe e o tempo que fiquei, foi suficientemente grande para que eu me extasiasse por completo e ficasse com um gostinho de quero mais. Quando saí de lá, iniciei a minha viagem de volta, completamente inebriado de energias positivas e de fluidos benéficos. Só que aí é que começou meu drama, pois ao iniciar a minha viagem de volta, acabei esquecendo alguns pertences de minha mala neste lugar e um desses pertences, foi a carta estelar que me indicaria o caminho de volta. Me perdi Raul! Aquele lugar paradisíaco, havia me enfeitiçado e isso fez com que eu, ao iniciar a viagem de ida, me esquecesse de programar meu computador de bordo para evitar me perder na volta, pois como você sabe, nosso universo é infinito. Aí comecei a andar em círculos pelo espaço, primeiro porque não conseguia achar o caminho de volta e depois, porque comecei a tentar um contato via rádio com a Nave Mãe, para que ela me desse as coordenadas de como retornar. Mas a comunicação começou a se tornar difícil. Sinais truncados, mensagens pela metade faziam com que eu me sentisse ainda mais confuso e desorientado. Travava comigo mesmo uma batalha interna, porque queria poder me encontrar, mas estava difícil realizar meu intento. Teve vezes que o sinal com a Nave Mãe ficava até forte, mas os operadores de rádio me passavam mensagens que não conseguiam me colocar de novo na rota, não conseguiam me colocar no prumo novamente. Aí começou a angústia e as noites mal dormidas. Meus instrumentos começaram a falhar e meu GPS espacial pifou para meu total desespero. Quantas vezes não chorei copiosamente entre as estrelas, e o brilho de meus olhos, umedecidos de lágrimas, se misturavam ao brilho do céu. Ah Raul meu filho, que tristeza! Senti que quanto mais procurava encontrar a minha rota, mais me perdia e mais me distanciava porque a medida que eu vagava pelo espaço como um barco a deriva, novos lugares iam se descortinando a minha frente e confesso, alguns não eram nada bonitos. Confesso sinceramente, que por um breve momento cheguei a me arrepender de ter iniciado esta viagem, mas logo tirei essa idéia da cabeça, porque aquela viagem tinha sido tão boa que dificilmente eu me arrependeria um dia de tê-la feito. Foi aí então que comecei a escrever meu diário, como que um relatório de todas as experiências pelas quais eu estaria passando e eu via nesse diário, não só um motivo para que eu me distraísse, mas também para que eu pudesse deixar uma espécie de carta aberta para que outros viajantes estelares não viessem a se perder no futuro. Ah Raul, sofro com isso, pois quero encontrar meu rumo, mas não consigo. Estou perdendo as minhas forças e também estou ficando sem meus suprimentos vitais.Mas Zé Roberto, me responda: Onde está seu coração agora?Ah Raul, só Deus sabe onde ele andará! Acho que se perdeu em alguma dessas turbulências pelas quais passei, sei lá. Ajude-me Raul, preciso encontrar meu rumo, minha rota, minha carta estelar ou a fortaleza para traçar planos e novas coordenadas.
-Vou te ajudar meu caro viajante estelar... Tenho uma linha direta com a Nave Mãe e em breve estará conversando diretamente com ela, fique sossegado. Obrigado amigo Raul, nem sei como lhe agradecer. Garçom, mais dois piratas por favor, essa rodada é por minha conta!
DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 19
Diário estelar 1234567/19
Sistema Solar: Desconhecido
Dia/Mês/Ano e hora: Incertos
-Puxa, como é bonito aqui dentro Raul! Agora entendo... A sua nave é multicolorida por dentro e por fora. Estes tons multicores que ficam piscando são muito bonitos. As vezes realçam o tom azul, outras vezes o tom verde e outras vezes ainda o tom vermelho, transformando esta nave numa verdadeira metamorfose ambulante, ou melhor, numa metamorfose voante he he he (estou pensando... Será que existe essa palavra?). E seu barzinho estelar é tudo de bom hein? Nosa, que variedade de comidas, petiscos, e bebidas. Parabéns Raulzito. Mas Raul amigo, que beleza isso aqui. Me fale um pouco de como veio parar nessa imensidão sem fim.
-Meu caro viajante errante Zé Roberto, quando estava na terra, sempre flertava com o espaço e com os mistérios das estrelas e do desconhecido. Minha preocupação com isso sempre foi grande, não só com o espaço, mas como também com a natureza em si e todo o mundo de uma forma geral, embora para alguns isso não parecesse. Sempre fui um "Maluco Beleza" com consciência. Sempre pedi ao "moço do disco voador" que me levasse com ele pra onde ele fosse. E não é que fui atendido depois que desencarnei? Quando me desliguei da terra, imediatamente fui requisitado para integrar uma equipe que navega pelo espaço a fim de proteger tudo isso aqui. Essa equipe foi batizada de Esquadrão Plunct Plact Zum e minha nave como você viu tem o código PPZRS, que é Plunct Plact Zum Raul Seixas entendeu? Então o comando desse esquadrão criou várias fronteiras onde os navegantes precisam se identificar e provarem a que vieram. Sabe como é, essa história de Guerra nas Estrelas... Não é mais um capítulo da chamada guerra fria entre Americanos e Russos, ela vai muuuuito, além disso, meu filho e podemos por toda uma galáxia a perder. Muita gente mal intencionada já foi barrada. Em cada ponto deste infinito universo, existem esses guardiões e pode acreditar, mesmo que tentem, ninguém vai conseguir fazer xixi nas estrelas como diria aquele meu colega Guilherme Arantes. Esses dias eu estava falando com meu amigo Peixuxa, que defende os mares e ele me falou que a coisa também tá brava lá na terra, com o mar que vive cheio de petróleo e poluição de uma forma geral. “Minino”, esse pessoal não aprende mesmo!. Por isso, rezo para que meu amigo Peixuxa fisgue toda essa gente canalha e desordeira. E aqui estou eu, nesta região linda do espaço que preservo com muito carinho, para que todo esse paraíso estelar possa ser preservado e para que a luz do Sol continue banhando todo o nosso sistema solar. Muita gente na terra ainda não tem a verdadeira consciência do segredo da luz, mas a luz é a fonte de vida. Aqui no espaço, fazemos um verdadeiro Caminho de Santiago, mas esse caminho é na direção do centro do universo, na tentativa de que, com a nossa sustentação espiritual, podermos reequilibrar todo o nosso universo. Cada parada que fazemos é em uma galáxia diferente e cada hospedagem que paramos para descansar é um planeta que nos dá guarida e tudo o que precisamos. Nosso cajado é a esperança e a vontade de trabalhar Alguns achavam que quando eu estava na terra era apenas um maluco beleza, mas na verdade sempre fui um inconformado com tudo o que estava acontecendo, não só no meu país, com seus governantes, ora ditadores, ora corruptos, mas também com todo o mundo e com o universo de uma forma geral. Lembro-me que quando eu era jovem lá em Salvador onde nasci, ficava pensando: Deus vê tudo o que nós fazemos, inclusive no banheiro não é? Agora eu penso: Imagine aqui em cima, já que estamos mais perto dele! Então nossa obrigação é trabalhar em prol da melhoria de tudo isso que está aí, afinal nossas futuras gerações precisarão usufruir de tudo isto. Mas falando em terra, você está bem longe dela né? Percebo em você um certo ar de cansaço, uma certa vontade de estacionar sua nave em algum lugar e de poder encontrar a paz e reencontrar o equilíbrio não é? Acho que aqui nesta imensidão, você encontrará bagagem suficiente para meditar muito e então poderá retornar a terra com muito mais disposição. Aqui lhe darei mais bagagem e suporte para que você empreenda sua viagem de volta. Mas, antes de tudo, se faz necessário que você se abra comigo e diga, não só quais são as suas necessidades materiais, mas principalmente quais são as suas necessidades espirituais. Vamos conversar?
-Claro Raul, estou encantado com tudo isso e mais ainda com você que quando estava na terra, era humilde e amigo de todos os que o amavam e agora vejo que você ampliou seus horizontes, amando provavelmente até quem não ama você. Vou me abrir com você meu amigo. Preciso mesmo de uma orientação.
-Ok Viajante! Vamos conversar! Deixa só eu pedir um drink para que nós molhemos a goela, afinal, tô aqui, mas a cervejinha eu não dispenso hehehehe...
-Esse é o velho e bom Raul Seixas que eu conheço hehehehehe...
-Pegue seu copo meu caro amigo estelar! Tchim! Tchim! Saúde e paz para nós!!
-Saúde Raulzito, Tchim Tchim! Vamos comemorar este nosso encontro nas estrelas.
-É verdade meu amigo, o primeiro dos muitos encontros que espero ter contigo para desvendarmos os segredos da luz e os segredos do universo. Mas comece a falar, sou todo ouvidos...
-Vamos lá então Raulzito meu filho...
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quinta-feira, 16 de agosto de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 18
Diário Espacial 1234567/18
Sistema solar: Desconhecido
Dia/Mês/Ano e Hora: Incertos
Nooooosssaaaaaaa!!! Será que estou ouvindo direito? Essa frase não me é estranha! Estarei sonhando?? E quem é aquele astronauta que está naquela nave? Está vindo pra cá. Deixa eu por minha roupa espacial. Vou lá fora conversar com ele. Não, espera, acho melhor falar com ele aqui dentro mesmo, talvez ele saiba que eu sou amistoso e entenda que não sou um invasor.
-PPZRS, aqui é ZR001PT, câmbio!
-Diga ZR001PT, fale meu filho!
-Quero convida-lo a entrar meu amigo. Apeie de sua nave e venha até aqui, vamos conversar...
-Não ZR001PT, venha até aqui fora você. Vamos conversar aqui junto as estrelas.
-OK PPZRS, entendido, estou indo, câmbio final!!Bom, deixa eu por minha roupa espacial e ir lá fora. O pior não pode acontecer, ele me parece amistoso, ao menos não tem voz ameaçadora. Pronto, aqui estou!
-ZR001PT, aonde você pensa que vai?
Na verdade não sei PPZRS! Estou perdido no espaço e não tenho rumo. Acho que hoje devem fazer uns 9 meses aproximadamente que eu iniciei esta jornada que tinha um rumo certo, mas a cerca de 2 meses se eu não estiver errado, me perdi e agora ando errante pelo espaço, sem rumo. Queria ir em frente para ver se chego a algum lugar, mas também não sei se devo ir em frente, e de certa maneira eu nem sei onde é a frente, atrás e os lados dessa imensidão! Mas minha nave vai nessa direção e eu queria ir junto com ela. Pode ser que ela me leve a um caminho sem volta, mas tanto faz, estou mesmo perdido e quem sabe não encontre algo por aí? Nesse caso, qualquer paixão me divertiria e me livraria do estresse até eu achar o meu rumo. Posso seguir em frente?
-Olha ZR001PT, para seguir em frente no seu “fuguete”, tem que ter o seu passaporte, selado, registrado, carimbado, avaliado, rotulado e com meu carimbo dando sim, sim, sim!!!
-Mas você é... Não creio! É você mesmo? Óxente!!! Diga que eu estou errado! É tú?? Me belisque por favor! Por acaso você é mesmo quem estou pensando?? O Grande Raul Seixas??
-Sim ZR meu filho! Sou eu mesmo! Estou aqui com minha nave a Plunct Plact Zum, viajando pelo universo e pelo infinito!
-Mas como você veio parar aqui Raul?
-É fácil, lembra-se de quando eu estava na terra?
Sim, claro!!
-Pois é, eu tanto clamei: Ó Ó seu moço, do disco voador, me leve com você pra onde você for, que quando desencarnei, ou como queiram alguns “morri”, fui resgatado por essa nave e estou aqui viajando pelas estrelas e fui incumbido de terminar um projeto que eu iniciei quando estava na terra, com algumas pequenas alterações, é claro. Lembra-se da Sociedade Alternativa? Pois é, um projeto ambicioso, que muita gente não entendeu. Fui criticado, perseguido e até massacrado por muita gente. Fiquei triste na época, mas acabei levando meu caminho com a certeza de que um dia estaria conseguindo terminar o que comecei. Acho que a Sociedade Alternativa ainda é um projeto que deveria ser implantado lá na terra. Daria certo. Acabaria com muita coisa errada que lá existe, como indiferença, preconceito, violência, ganância, poder e muitos outros defeitos morais que só atrasam a evolução do homem. Mas estou falando e nem sei se você quer mesmo saber sobre isso!
-Claro que quero Raul! Lógico que quero! Conte-me tudo!!!
-Então venha comigo meu caro viajante solitário. Ancore sua nave e venha comigo. Vamos nos sentar em meu barzinho espacial e conversaremos. Vou lhe contar algumas coisas e vejo pelos seus olhos que você também gostaria de desabafar não é? Acho que temos muito o que conversar...
-Espere Raul, já estou indo. Deixa só eu apagar a luz da nave...
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terça-feira, 14 de agosto de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 17
Diário Estelar 1234567/17
Sistema Solar: Desconhecido
Dia/Mês/Ano e Hora: Incertos
Ah, como é bom deitar e esticar a coluna um pouco. Bem, deitar é maneira de dizer porque os astronautas geralmente dormem em pé, pendurados em sacos de dormir como eu. Mas aí, alguém que um dia estiver lendo isso vai se perguntar: Uai, mas ele não vivia falando que tinha ido dormir na tal redinha? Como é isso? Será que ele caiu em contradição?Não, é que eu também uso uma redinha que me foi dada pelo amigo Marcus Falcão, mas por puro lapso esqueci de dizer que esta redinha aqui que eu uso de vez em quando para descansar, foi projetada especialmente para viagens espaciais e foi construída com muito carinho por artesãs Potiguares, que graciosamente usaram de sua habilidade e transformaram o projeto em realidade. Esta redinha também fica fixa na parede, mas tem uns cintos de segurança que me prendem, evitando que a força da gravidade faça com que eu fique flutuando no interior da nave. Engenhoso o projeto né? Mas como falei, a redinha é mais para uma sonequinha leve, um cochilo, um descanso, uma “siesta”, porque meu sleep bag térmico é que é minha verdadeira cama mesmo. Bom, mas chega de papo. Vou encostar meu notebook por hoje e vou desligar a luz interior da nave, senão não durmo direito hoje. Hummmm.. Que bom.... Vou ajustar a temperatura de meu sleep bag em 25 graus. Hoje estou tão cansado que não demorarei a apagar....
ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ....
UÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ.... Meu Deus, o que é isso! Caramba, que susto! Ouço uma sirene! Mas aqui na nave? Deve ser o alerta de intrusão, só pode ser. Onde estão minhas pantufas espaciais? Cadê meu robe intergaláctico? Deixa-me correr lá na frente para ver o que é. Será que estou prestes a me chocar com algum meteorito? Ser sugado por um buraco negro? Quem sabe um cometa não esteja me atraindo para sua cauda? Não pode ser, deve ser uma tentativa de invasão por parte de alguma civilização espacial desse fim de mundo. Vou abrir minha tela, para visualizar lá fora e ver o que ocorre. Vixe Santa Maria Mãe de Jesus Santíssimo!!!!! Olhem o tamanho desta nave!!! Incrível!!! Estou bestificado!!! O que será isso? Parece bem superior a minha Nave Mãe e é!! Vou correr minha câmera para visualizar a lateral da nave... Hummmm... Deixa-me ver a inscrição que está pintada no corpo da nave aqui ao lado: “PPZRS”. Puxa vida, não conheço essa nave não. Tenho uma relação de códigos e de registros de naves, mas essa não consta! Talvez esteja mesmo em uma galáxia super distante e essa nave não esteja na relação. Será inimiga ou amiga? Sei lá, mas por via das dúvidas vou mudar o meu curso, e então me desviarei da rota dela evitando assim uma possível colisão. O engraçado é que esta nave fica mudando de cor toda hora como um camaleão. Isso é uma característica que os velhos e ultrapassados discos voadores usavam quando resolviam descer na terra para as suas explorações. Bom, desliguei a sirene de alerta, vou mudar o curso da nave aqui e então vou seguir em frente. Em frente? Essa palavra não soa estranha no espaço? O que é ir em frente? Estranho não é? Mas deixa-me manobrar aqui e... O que é isso? O que estão dizendo? Deixa-me aumentar o rádio....
-Hei, pare!!! Aonde você pensa que vai? Hã! Hã!

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 16
Diário Estelar 1234567/16
Sistema Solar: Desconhecido
Dia/Mês/Ano e Hora: Incertos
Meu sono me domina, mas meu organismo já não sabe mais que horas são. Se é dia ou se é noite. Não sei quantas horas durmo por noite ou por dia. Meu relógio atômico parou faz muito tempo e estou meio confuso. Me baseio muito pelo cansaço que meu corpo sente e é isso que me faz descansar ou não. Giro o botão de meu seletor de sinais espaciais no sentido de encontrar algum sinal de vida inteligente por aí, e acho que se eu prestar a atenção vou acabar encontrando. Na terra usávamos um processo que se chamava Transcomunicação Digital ou Eletrônica, que consistia em tentar encontrar sinais de vidas inteligentes e de comunicações extra-corpóreas em rádios, tvs e computadores. Sabe aquele espaço no rádio entre uma estação e outra que nada pegava porque não tinha nada e fica só um chiado? E aquele chiado que ficava na TV quando o canal saia fora do ar na madrugada? Não deve ser do tempo de vocês que estão lendo esse diário hoje não é? Mas acreditem, naquela chiadeira toda, tinha gente que jurava ouvir frases, vozes, ver rostos e silhuetas. Quem sou eu para discordar? Vou é tentar aqui para ver se tenho alguma sorte e consigo captar algum sinal. Acho que vou mudar a freqüência um pouco... Mais um pouquinho.... Êpa, captei algo! Puxa, é um sinal, o sinal de uma nave. Será que eu consigo saber a procedência dela? Estou tentando acessar seus sinais para iniciar uma conversação, mas está meio impossível. Acho que vou tentar fazer funcionar meu decodificador e ele deve me dizer ao menos os dados da nave. Vou dar uma porrada neste painel e ele vai funcionar. Prontinho, tá rastreando... Noooosssaaa! Quatro sinais embaralhados. Um deles é da Voyager!!! Star Trek e seu Capitão Kirk? Essa não? Estou doido mesmo! Ou será aquela nave americana que irá se perder pelo universo a fora indo aos confins desse infinito? Puxa vida, devo mesmo estar longe. Se for a Voyager americana, devo estar pra lá de Plutão.ZR001PT chamando Nave Voyager! ZR001PT chamando Nave Voyager! Responda! Mayday! Mayday!Aqui é a nave Victory II na escuta ZR001PT! Estamos captando seu sinal, porém estamos com os sinais embaralhados por aqui. Nossos operadores estão registrando outras freqüências que estão entrando em nossos radares e estamos em conversação com outros astronautas. Fique na escuta que estaremos falando com você. Onde se encontra? Percebemos que seus sinais são meio distantes e estão fracos. Mande-nos suas coordenadas por favor .Ahhhhhh!!! De novo não!!! Pedem minhas coordenadas novamente? Que coisa!!!! Vou gritar qualquer hora. Me vem a mente agora a música de um antigo cantor brasileiro chamado Walter Franco que cantava, ou melhor gritava um refrão longo que dizia: Canaaaaaaalhaaaaaaaaa!!!Que vontade de gritar bem alto pra todo mundo ouvir. Mas não adiantaria nada. O som não se propaga no espaço e só iria ferir o ouvido dos pobres operadores de rádio escuta que não tem nada a ver com a história. Mas deixa eu tentar um diálogo.Nave Victory II, preciso de suprimentos, combustível, oxigênio e um novo GPS digital, pois o meu está avariado. Preciso voltar ao meu planeta de origem e não tenho a mínima idéia de onde eu esteja e portanto não posso passar nenhuma coordenada ou quadrante para vocês.ZR001PT, fique tranqüilo, estamos tentando rastrear você e assim que possível entraremos em contato para mandar uma nave com tudo o que precisa. Se quiser continue na escuta, vamos nos falando gradativamente. Não dá para abrirmos uma linha direta com você porque estamos com outras 3 conversações em andamento. Caso não possa ou não queira esperar, desligue e nos falamos assim que possível, entendido ZR001PT?Entendido Victory II. Só peço para não esquecerem minha freqüência ok? Cambio final e desligo!Câmbio Final ZR001PT. Desligando Victory IITomara que não me esqueçam aqui. Acho que tenho suprimentos para mais uma semana e meia, combustível para um mês e oxigênio para um mês e meio.Acho que não vou esperar não. Vou desligar e dormir. Amanhã há de ser um novo dia e um novo dia é sempre prenúncio de esperança. Sinto que minha fé pouco a pouco volta a ficar forte e isso vai me levar de volta ao patamar que eu estava antes. É o que falta para que eu comece a tentar reprogramar minha rota de volta a tentar reencontrar a nave mãe. E agora creio que mesmo que a nave mãe não me queira de volta, não me abalarei. Terei estrutura e vitalidade para alçar vôo próprio e então fazer meu pouso em solo terrestre em segurança e tranqüilidade. Estou desligando tudo por hoje. Deixo meu piloto automático ligado e me recolherei a minha redinha. Meu cobertor hoje será esperança... Boa noite para mim!

domingo, 12 de agosto de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 15
Diário Estelar 1234567/15
Sistema Solar: Desconhecido
Dia/Mês/Ano e Hora: Incertos
Acho que preciso parar com o café, ou ao menos maneirar. Sinto uma leve queimação no estômago e isso pode ser sinal de uma gastrite. Sei lá, mas vício é fogo. Nós não conseguimos nos desvencilhar dele assim tão fácil. Eu por exemplo já fui viciado em Coca-Cola, uma bebida refrigerante lá do Planeta Terra, e chegava a tomar uma garrafa de 2 litros sozinho brincando, mas uma grande amiga minha, a Sol que se correspondia comigo num antigo comunicador instantâneo que se chama MSN (Messenger), tanto me incentivou a parar que eu hoje não sou mais um viciado. Bebo só socialmente. Beber Coca-cola socialmente é bom rsrsrsrsrs Aliás não sei como ainda não tem Coca-Cola aqui no espaço...
Com o café também há de ser assim também. Quem sabe eu não encontre alguém que me aconselhe a parar ou ao menos a diminuir as doses, até porque na atual conjuntura poderei ficar sem estoque aqui a qualquer momento e então o baque pode ser feio com a síndrome de abstinência. Huuuummmm.... Mas que esse cafezinho é bom, isso é! Vamos agora ao que interessa. Vou escrever sobre aquele tema que havia pensado antes. Qual era mesmo? Ah sim, lembrei. Deixa-me ver... O que é pior, se arrepender do que fez ou se arrepender do que não fez? Esta é uma pergunta que tem rondado a minha mente de uma forma um pouco constante. As vezes nós nos arrependemos de algumas coisas que fizemos, ou porque elas foram ruins e nos desabonaram de alguma forma perante alguém ou porque deixaram marcas profundas e inesquecíveis, mas marcas que gostaríamos que nunca se apagassem e mais do que isso, que essas mesmas marcas se aprofundassem cada vez mais ou pelo menos que continuassem as mesmas. Mas nem sempre isso é possível. Mas nosso subconsciente trabalha sempre no sentido de querermos aquilo que não poderemos ter, as vezes nunca mais. E isso se torna angustiante a ponto de nós nos arrependermos de termos começado uma história, de termos iniciado um projeto, de termos traçado planos tão grandiosos como as grandes construções da humanidade.Por outro lado, nós temos muitas vezes, as oportunidades mais incríveis do mundo e não as aproveitamos. É como diz o poeta Zé Geraldo: “E o cavalo passou encilhado e eu não montei...”. As vezes também realizamos alguma coisa e depois nos arrependemos de não termos ido mais a fundo em nossas investidas, em nossos atos, em nossos projetos e isso também nos angustia pois pensamos: Pô, porque não fui mais a fundo? Engraçado isso, mas isso é uma coisa que acontece com várias pessoas, tenho a certeza disso. Quem sabe um dia, algum astronauta ache essas páginas, leia essa minha colocação e não torne isso um pequeno debate público em alguma comunidade da internet do futuro. Já estou imaginando um tópico com esse questionamento e o responsável pela comunidade perguntando: “Você já se arrependeu mais de coisas que tenham feito ou de coisas que não fizeram?” Seria legal saber o resultado. Quem sabe eu não leia alguns questionamentos e algumas experiências de vida no futuro. Mas agora me ocorre outra coisa. Minha maior ambição no momento é reencontrar meu caminho de volta e se isso acontecer, o que eu espero que aconteça, essas páginas iram ficar nas mãos de meus filhos e de meus netos e então eles perpetuarão essa minha história contando pros seus amiguinhos as aventuras de um pai ou de um avô viajante. Que bom seria que essa história se perpetuasse, não como um desabafo ou como uma história triste, mas como um testemunho de vida e até como um conselho ou um alerta para que as pessoas não passem pelo que estou passando agora.. Mas falei, falei e a dúvida ainda continua no ar e pelo jeito vai ficar um bom tempo sem que eu chegue a uma conclusão. Até nisso estou confuso? Essa não! Bom, estou ficando com sono. Vou me recostar aqui na poltrona da ponte de comando e relaxarei vendo essa imensidão toda criada por Deus para todos nós. Preciso refletir bastante para tomar as decisões que pretendo tomar um breve. Ao mesmo tempo, sinto que agora é uma hora um pouco propícia para que algum sinal possa ser rastreado e decodificado pelo meu radar. Vou ficar atento.... Uaaaaaaahhhhhhh!!! Será que o sono vai me vencer? Que monotonia....
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