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segunda-feira, 21 de abril de 2008

PREPARA-TE!
Talvez um dia desses qualquer, haja um vazio nas palavras que sempre ecoaram nas páginas poéticas impressas em fundo azul. As letras impregnadas ali, nunca mais se apagarão, os sentimentos expressados ali se perpetuarão pelos séculos, mas talvez eu não mais esteja tão presente como sempre estive ou simplesmente não mais apareça...
Um dia no futuro, alguém lerá os versos que poucos leram e descobrirá ali alguém que amou, que sofreu, que lutou e que fez de sua escrita o seu modo de viver, a sua forma de desabafo e um meio de declamar com a alma os problemas e as angústias pelas quais passou...
Um dia desses qualquer, as memórias de um passado belo, de momentos inesquecíveis e de situações extremamente gostosas voltarão á sua mente, como doces lembranças, mas talvez eu não esteja mais aqui...
Cante, ria, dance, chore, você fez parte disso e agora, se regozija lembrando desses momentos tão belos que fizeram de uma parte de sua vida um belo capítulo em sua história. Saiba que as vitórias e todos os louros da vitória que forem colocados á sua cabeça serão por seu puro merecimento e eu de onde estiver apuparei você, aplaudindo de pé uma sucessão de vitórias que eu tinha certeza que iriam vir mais cedo ou mais tarde...
Um dia desses qualquer, talvez o cabo de fibra ótica venha se partir, mas o coração jamais estará desconectado, estando ele onde estiver e a sintonia espiritual, forte elo de ligação mente á mente estará sempre fazendo correr os dados do amor, do carinho e de um sentimento forte que nunca deixará de existir.
Um dia desses, uma hora dessas, um segundo qualquer desses que percorrem o espaço de uma hora poderei aqui não mais estar, mas aqui sempre estarei...
Prepara-te!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

VIVAM AS OBRAS PRIMAS DO DESENHO ANIMADO

Certas coisas são eternas na minha opinião e passam de geração em geração sendo admiradas porque são obras primas que pela qualidade vem mesmo pra ficar. No mundo da televisão, algumas dessas preciosidades eternas são os desenhos animados produzidos nos anos 40, 50, 60 e 70. Paro na década de 70 porque para mim, confesso, seria difícil julgar a programação infantil que veio a ser apresentada nas décadas seguintes. Cresci vendo desenhos animados feitos á mão livre, trabalhados de uma forma artesanal na maioria das vezes, mas creio que alguns desenhos produzidos em décadas anteriores ao computador são melhores do que muitos produzidos hoje totalmente no computador, justamente por causa do processo artesanal. O Pica-Pau é um bom exemplo disso. Criado por Walter Lantz o primeiro episódio dessa série data de 1.940 e 68 anos depois continua não só sendo produzido, como continua agradando á pessoas de todas as gerações e de todas as faixas etárias. Meu filho é um exemplo disso, pois, apesar de ter apenas quatro anos, é fascinado pelo Pica-Pau, trocando esse desenho por qualquer desenho japonês violento de luta ou até mesmo os desenhos criados hoje pela Pixar, que são ótimos também, mas que ninguém sabe se serão eternos quanto são os desenhos do Pica-Pau, Mickey, Donald, Pernalonga, Tom & Jerry etc, desenhos que fizeram a alegria de minha infância (ainda na minha velha TV preto e branco á válvulas) e fazem até hoje, me distraindo, me descontraindo, mesmo que determinado episódio eu já tenha assistido centenas de vezes. Creio que falta nas equipes de criação e produção de tv de hoje, profissionais que possam criar obras que venham a se tornar eternas como o são os desenhos de Walter Lantz, Walt Disney ou Hanna & Barbera entre alguns poucos mestres dessa arte. Fico feliz quando vejo que esses desenhos ainda fazem a cabeça de meu filho e tenho certeza de que farão a cabeça de muitas outras crianças daqui pra frente. Se vão aparecer novos gênios do desenho, se alguns se tornarão eternos quanto o são os desenhos do Pica-Pau eu não sei, mas enquanto isso não acontece, vou assistindo quantas vezes passar esses desenhos que são curtos em termos de duração por episódio, mas que na minha memória são grandes recordações. Viva o desenho animado sadio e eterno que nos diverte, nos faz relaxar e porque não dizer, nos faz ser crianças novamente! Assistam abaixo o episódio do Pica-Pau que mais gosto, que se chama “Vamos ás Cataratas?” e foi produzido em 1.956, quando eu ainda nem sonhava vir ao mundo:




SENTIMENTOS REFLEXIVOS
*
Sinto que se esvai o sentimento
Não o de outrora
Mas o de momento
E com ele se esvai também
Parte das esperanças adquiridas
Das experiências vividas
e de momentos felizes...
*
Talvez
As cartas tenham sido escritas em branco
Em letras que não apareceram
Pereceram
Ou foram ignoradas
Amassadas...
*
Mas são os ciclos da vida
Que nos trazem a chegada e a partida
O ciclo da vida que corre a galope
Que se transforma
Que agora me deforma
Num duro e certeiro golpe
*
Talvez o aviso já venha sendo dado
E por mim lavianamente ignorado
De que o momento já passou
De sair da inércia em que estou
*
Mas ainda sou teimoso
Mesmo que contrariado e raivoso
Triste, detonado e choroso
Vou até onde aguentar
Até onde minhas forças permitirem
Mesmo que sozinho...
SEI
*
Sei de suas dificuldades
De suas dores e verdades
*
Sei de seus desejos mais escondidos
De seus risos e choros incontidos
*
Sei de seus temores
De suas paixões e de seus amores
*
Sei de você
Sei o porque
*
Sei de muita coisa
Sei que arrisca e que ousa
*
E entre suas dificuldades
Entre dores e verdades
*
Por entre desejos escondidos
E choros incontidos
*
Sob temores
Paixões e amores
*
Arriscando e ousando...
*
Estarei sempre ao seu lado
Com o coração a ti sempre ligado
*
Porque simplesmente...
Quero teu bem!
TRISTE INFÂNCIA TORTURADA
**********************************
Em cárcere privado
E com o corpo marcado
Um anjo derrama lágrimas puras
Conseqüência de longas torturas
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Provocadas por um ser vil e rude
De incompreensível atitude
Sem coração ou consciência
E que teve ajuda, conivência
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Impossível não se emocionar
A ponto de chorar
Com este depoimento doído
Sofrido, chorado, sentido
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Dado por uma linda menina
Cujo sofrimento agora termina
Um anjo que mesmo com a alma dolorida
Mesmo com a infância ferida
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Vai conseguir reconquistar sua vida
Quanto a sua opressora
Sua algoz, sua torturadora
Mulher má de garras presentes
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Para ela, bem para ela...
Nos próximos anos correntes
Haverá apenas e tão somente
Choro e ranger de dentes!
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Atenção: O vídeo abaixo traz um relato que é extremamente emocionante. Se você for muito sensível, não assista ok?


A FIBRA ÓTICA POR UM FIO
A fibra ótica é talvez o fio condutor mais fino que se conheça, aliás, um excepcional condutor de informações e dados. A capacidade de armazenamento desses dados e dessas informações, aliados á velocidade com esses dados e essas informações trafegam em seu interior chega a impressionar e até a fazer com que alguns incrédulos não acreditem de fato que seja possível esse processo, que cada dia mais se torna indispensável em vários setores de telefonia e informática. Ali e por ali, trafegam informações fúteis, mas também informações vitais e essenciais para nós seres humanos que hoje, sem elas, nos fariam dependentes de instrumentos arcaicos e ultrapassados. Recentemente um conjunto de cabos de fibra ótica se rompeu na região que compreende entre outras, a cidade de São José do Rio Preto e isso deixou mais de 400 mil telefones mudos numa manhã, não sei quantos internautas desconectados e impossibilitou inclusive a muita gente ligar até para emergências como polícia, bombeiros e hospitais...Fazendo uma reflexão, descubro como é tênue e fina essa fibra ótica que embora seja poderosa em seu trabalho, se revela em algumas situações bem frágil. O que é a fibra ótica senão um fio ou um fiozinho? Vários fios se unem, transmitem dados, enviam e recebem informações, mas se um conjunto de cabo de fibra ótica se rompe, imagine um único cabo fininho?
Tenho refletido muito neste sentido, fazendo uma comparação com a minha vida virtual e tudo o que tem acontecido nela. A capacidade de armazenamento de dados e a velocidade de transmissão desses dados de minha fibra ótica ás vezes me surpreende e surpreende alguns incrédulos que se espantam com o que eu digo. Pelo meu cabo de fibra ótica trafegam informações vitais ou fúteis, sentimentos os mais diversos e dados importantes ou não. Alegrias, tristezas, esperanças, trabalho, amizade, amor, desejo, vida, morte, solução, problemas... Puxa, quanta coisa unindo trafegando num fio condutor tão poderosamente ativo e importante, mas ao mesmo tempo tão frágil e que pode se romper á qualquer momento, pois se um cabo enorme se parte, que dirá o meu cabinho? Mas se isso dia acontecer o que será de mim? Meu telefone ficará mudo? Minha Internet deslogada? As informações não chegarão até meu interior? Não sei, difícil prever o que a ação do tempo fará com ele, mas o que sei de fato é que a minha fibra ótica se resume apenas num fiozinho...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

MÃOS ATADAS
A minha janela para o mundo virtual parece querer se fechar. A tela de meu pc pisca como se o tubo fosse queimar. Meu teclado emperra e a única tecla que ainda funciona é a interrogação e assim mesmo, quando eu a aperto, ela dispara, imprimindo diante de meus olhos centenas de pontos de interrogações que me deixam perplexo com a situação que me faz balançar. Eu, logo eu que me decidi a enfrentar aos trancos e barrancos as agruras de uma vida voltada em grande parte para o virtual, por vezes balanço e ameaço entregar os pontos. Tanta coisa feita, sonhos realizados, paixões diversas adquiridas, construções erguidas e de repente, uma onda gigantesca cobre tudo de uma hora pra outra de forma inexplicável. Seria um aviso para que eu deixe os pentes de memória de meu computador vazios?
Guilherme Arantes compôs uma canção que rege neste momento as minhas palavras:
“O céu está tão mudado, há tempos que não fica assim. Só me recordo de águas passadas, montes de gente e nada de mim. Eu só quero um motivo decente, você não entende se eu gritar... Ah, ninguém ouve não! Ah, ninguém ouve não Ah, ninguém ouve não...”
Ah, quase ninguém lê o que escrevo aqui e as palavras escritas nesse lamento improvisado, aí estão para que eu reflita sobre elas sempre que abrir este blog. Gostaria que elas nunca descessem, que ficassem aqui na primeira página, que fossem um motivo maior para que eu, ao lê-las sempre tomasse uma decisão, um rumo, encontrasse o meu norte. Ah meu blog querido, és a janela que me conduz ao desabafo triste, que já me livrou do caminho da depressão muitas vezes e a quem recorro mais uma vez para que eu não caia, não fraqueje. Porque me falta vontade para fazer o que sempre penso em fazer? Porque não tomo as decisões que deveria tomar? Tenho procurado ser eu, só eu e na verdade o meu eu se confunde, causa insegurança, fere e deixa de ser uma boa companhia, machuca, faz doer por dentro, dilacera um coração que sabe do dever cumprido, tem ciência e consciência de que faz o que é melhor, mas sente que não tem conseguido alcançar os seus objetivos. O certo e o real são trocados pelo irreal, pelo falso, pelo mundo de faz de conta e a flecha da amargura causa em meu âmago um ferimento difícil de cicatrizar viu? Triste sina de quem se dispôs a levar com o peito um jeito de ser que muitos sempre desaconselharam, mas que eu, teimosamente continuo insistindo em levar.
Qualquer hora sumo, me deixo levar pela tristeza profundo e desapareço, fazendo com que meus rastros digitais se perpetuem na eternidade em palavras que escrevi, em comentários que teci, em imagens que colei e em palavras que ecoaram por pensamento... Quando será a hora de partir? Quando acaba um relacionamento virtual com essa maravilhosa tecnologia que cura e ampara, mas fere e mata? As águas nesse universo cibernético transformam-se e passam da mais límpida das águas em um lago piscoso á rios caudalosos de uma água escura e suja, tingidas de um preto medonho.
Mais um golpe, mais uma chuva, mais um dissabor, que vem me alertar para que uma decisão seja tomada, para que eu assuma o controle emocional de tudo e que me faça entender, não com os outros, mas comigo mesmo. Hoje, mais um dia duro, mais um dia de pensamentos reflexivos, de ansiedades, medos e inseguranças que serão uma tortura para mim, uma tortura que se repete e que me faz sentir como se eu estivesse pendurado nó pau de arara da vida tomando choques no espírito. A chuva mais uma vez se abate sobre meu corpo desprotegido. O guarda chuva que comprei na tempestade passada já não é capaz de conter os pingos dessa chuva como eu gostaria, porque essa chuva veio ainda maiôs fortes, veio ainda mais torrencial e eu, agora nesse exato momento não sei o que fazer. Encostado a um canto, encharcado em corpo e espírito, tremo de frio e sinceramente não sei o que fazer, pois estou de mãos atadas...