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domingo, 4 de novembro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - EPÍLOGO
Diário Estelar – Epílogo
Via Láctea - Terra
02 - Mês de Junho - Ano 2.030
Depois de toda essa viagem, tudo voltou a normalidade e a felicidade voltou a reinar geral e cada um dos amigos do Viajante Estelar são hoje pessoas muito bem sucedidas, cada um na sua área: Bruno Oliveira hoje é o Presidente de uma das maiores companhias literárias do Brasil e seus livros de poesia estão hoje entre os mais vendidos do mundo.Gabriela, a doce Gabi é uma grande empresária no ramo de bijuterias e tem uma industria artesanal onde emprega centenas de artesãos, fazendo lindas peças admiradas principalmente no mercado externo.Maria Rita, a Ritinha tem seguido em sua linda carreira de Cantora e Compositora em vitoriosas turnês mundiais e planetárias. Seus shows arrebatam milhares e milhares de pessoas e seu sucesso é reconhecido para além da estratosfera. Max Gasperazzo, o Véio Max, deixou o ramo dos Escritórios de Contabilidade e está se dedicando também a uma vitoriosa carreira no meio musical, sendo extremamente bem sucedido em seus shows.Marcus Falcão, o MF é Presidente de honra do Fluminense Futebol Clube e hoje viaja com o time por todos os cantos desse sistema solar, sim, porque o Fluminense cansou de ganhar campeonatos na terra e hoje disputa campeonatos espaciais, sendo sua última grande vitória a conquista da “Taça Libertadores do Espaço”, onde venceu os Marcianos por Cinco a Zero. O próximo campeonato será em Marte em 2.037. Vagnão e Delei são empresários bem sucedidos na área da informática. Paty e Ary tem uma grande indústria processadora de chá mate. Eli e Lilian, dominam a área dos transportes públicos ao lado de seus filhos Daniel e Artur. Rodrigo e Patrícia são empresários da área de processamento de hidrogênio e oxigênio. E o Zé Roberto? O Zé Roberto? O Zé Roberto voltou a ser feliz ao lado de sua amada Paula, e hoje aposentado, acompanha o sucesso de seu filho Ian e de seus netos que são grandes comerciantes e produtores na área musical! E a Nave Mãe? Bem a Nave Mãe continua estacionada na região de Wolfs Valley e nunca mais se soube qualquer coisa dela... Conclusão Final:
Esperar é acreditar, a vida me ensinou a esperar e quem espera com fé e perseverança, consegue sempre o que quer, porque quando você pensa que tudo está perdido na vida, só quando você pensa que tudo está perdido na vida e que você descobre que na vida, na vida nunca tudo está perdido minha flor!

Se a vida os levar a empreeenderem uma viagem ao interior de si mesmos, não se esqueçam de levar os mapas intimos que os levarão a navegar pelo espaço da mente e do coração, com uma rota definida e esses mapas irão possibilitar a vocês terem uma viagem tranquila e uma volta segura, a hora que desejarem. A imagem que ilustra este epílogo, foi colocada por mim para dizer que, apesar da minha alegria por estar de volta ao meu planeta, tem alguém muito triste com tudo o que temos feito a esse nosso orbe terrestre e a nós mesmos por consequência...

Para ler todos os capítulos, clique em Diário Estelar nos marcadores e procure as primeiras postagens. Agradeço a quem leu e comentou, a quem apenas leu e aquem não leu mas ainda vai ler. Escrever esse diário por desabafo e prazer pessoal e ainda ter a companhia de alguns leitores é tudo de bom...

sábado, 3 de novembro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 51
Diário Estelar 1234567/51
Sistema Solar: Via Láctea (To ainda mais perto...)
Dia 01 – Mês de Junho – Ano 2.030 – 10Hs 40ms 30s
-ZR001PT na escuta! Preste a atenção nave mãe, eu já não lhe falei que...
-Zé, aqui é o Bruno Oliveira e não a nave mãe! Ta copiando?
-Ai que mancada Bruno! Me desculpe meu amigo, mas é que agora as pouco eu me estressei com a nave mãe e pensei que fosse ela novamente me pentelhando.
-Deixa ela pra lá, cara! Tenho algo muito importante a lhe dizer!
-O que é Bruno fale-me logo meu amigo!
-Seguinte Zé, você precisa retornar urgente ao último posto de hidrogênio que passou, pois tem um problema sério pra você resolver lá. Tem que ser agora! Você vem?
-Ah não, mais problemas não! Misericórdia Bruno! Agora que eu estou voltando pra casa?
-Pois é amigo, mas tem que ser agora, você vem?
-Claro Bruno irei agora mesmo! Estou virando a nave e reconfigurando a rota. Daqui a pouco chegarei aí, me espere ok?
-Ok meu amigo, até já, câmbio final!
-Mas o que será agora meu Deus? O que aconteceu? Será que alguém está a minha espera? Será que esqueci algo no posto ou na loja de conveniência? Ai ai ai ai ai Deixa-me acelerar essa banheira aqui pra ver se chego mais rápido lá. Perder meu precioso tempo é o que eu menos quero na vida daqui para frente. Zuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuupppp ptttttt! Velocidade total!!! Vou desbeber enquanto isso e colocarei um som pra relaxar. O que ouvirei? Deixa ver... Ah já sei, vou por essa do Geraldo Azevedo. Vão ouvindo aí comigo que eu já volto: “Apenas apanhei na beira mar, um táxi pra Estação Lunar...” Pronto! Desbebi! Se eu lavei as mãos? Claro que sim! O que vocês estão pensando? Estou indo muito rápido dessa vez! Olha lá o posto de hidrogênio! Parece movimentado, será que realmente aconteceu algo? To vendo a nave do Bruno estacionada ali. Coisa esquisita essa. To realmente preocupado! Vamos lá, me deixa taxear na pista aqui para fazer a manobra. Com cuidado, com muito cuidado.... Pronto, estacionei! Vamos desvendar esse mistério agora mesmo.
-Amigo Bruno, suba a bordo e venha me contar o que ocorre. Qual é o problema?
-Desça Zé, você está sendo chamado para uma reunião de emergência aqui na sala de reuniões do teatro espacial e eu não sei do que se trata.
-Uai, então deixa-me ver logo isso, pois preciso voltar pra nave e retomar minha rota. É por aqui Bruno?
-Sim meu amigo é ali, logo depois daquela porta, está vendo?
-Claro, mas aqui está um deserto, não tem ninguém e inclusive as luzes estão apagadas.
-É depois da porta meu amigo, a reunião está acontecendo á portas fechadas.
-Ok, vamos ver o que tem nessa tal reunião. Espero que não seja pepino, pois estou com a horta cheia deles. Deixa-me abrir aqui e...
- SURPRESA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
-Hã? O quê? Como? Onde? Minha Nossa Senhora! Max, Gabi, Rita, Marcus Falcão, Patrícia, Rodrigo, Repolho, Lica, Fábio Santos, Vagnão, Delei, Paty, Ary, Eli... Meu deus o que é isso!
-É uma surpresa Zé! Nós soubemos de você atravéz das notícias e resolvemos vir ao seu encontro. Estávamos fazendo um turismo espacial e então encontramos o amigo Bruno Oliveira que disse que você estava voltando pra casa e resolvemos comemorar com você esta sua volta. Daqui pra frente você terá a nossa companhia Zé! Iremos com você de volta pra terra.
-Buááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááá Não acredito! Comi o pão que o diabo amassou e quando eu achava que tudo estava perdido, justamente quando eu achava que tudo estava perdido é que descobri que na vida tudo nunca está perdido meus amigos! O Zé Geraldo tinha mesmo razão! Que emoção!! Gabi, você está linda! Max, que bom revê-lo meu irmão! Rita, você é uma daquelas pessoas pelas quais eu sempre tive o maior carinho do mundo! Marcus Falcão, Rodrigo, Repolho... Que bom ter vocês em minha companhia! Dêem-me aqui uns fortes abraços meus amigos! Um abraço fraterno e cheio de amor, uma amizade eterna que prometo a cada um de vocês. Mas esperem... Está faltando gente, onde estão?
-Ah Zé, eles não quiseram vir! Poderiam estar aqui agora cantando e celebrando a amizade e o carinho, mas não vieram. Alguns até queriam vir, mas estavam sem nave e o dono da nave se recusou a trazê-los! Propusemos alternativas para eles, mas eles mesmo assim não quiseram vir e como tem o livre arbítrio, significa que se não estão aqui é porque não quiseram estar mesmo. Fazer o que né Zé?
-Fazer o que? Sabe o que vamos fazer? Venham todos a minha nave meus amigos queridos! Vamos de volta a terra e lá faremos um belo churrasco para comemorar a nossa volta, na companhia dos meus! Que Deus nos acompanhe nessa viagem e que os anjos guiem a nossa volta! - Bruno, Deus lhe pague por mais essa! Venha também! Pegue sua nave e nos siga!
-Claro que sim Zé, estou indo lá agora mesmo ligar os motores! Vamos nessa!
-Vamos meus amigos, sigam-me os bons! Está todo mundo aí Gabi?
-Sim Zé, podemos partir agora mesmo!
-Então vou fechar a porta da nave. Marcus ligue os motores!
-Sim Véio, já liguei!
-Max, fique de olho nos instrumentos!
-Já estou Big Joe, fique tranqüilo!
-Rita ponha um CD no CD Player e vamos embora ouvindo uma musiquinha. Coloque qualquer coisa a seu gosto ok?
-Deixa comigo Zé, estou colocando uma música aqui que tem tudo a ver com esse momento. Pode pisar no acelerador que eu vou apertar o play. Ok?
-Ok vamos juntos Rita, no três eu piso no acelerador e você aperta o play ok? Ok Zé! Então meus amigos apertem os cintos que lá vamos nós rumo ao nosso querido Planeta Terra! É um, é dois e é três...Vruuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu uummmmmmmmmmmmmmmmm!
“Não me vem com lero lero que o beijo é doce e eu também quero! Ce pensa que eu to partindo malandro? Eu vou é começar do Zero.....”
*Fim!!!!*
Esta é a introdução da canção Tô Zerado do cantor e compositor Zé Geraldo. Quero aqui agradecer de coração a todos os que postaram suas opiniões e as carinhosas respostas a todos os capítulos desta pequena história que misturou realizade e ficção! Um beijo á todos e o meu muito obrigado especial ao Grande Irmão (Com "G" e "I" maiúsculo mesmo!) Max Gasperazzo, a Irmãzinha Rita, ao Irmão Marcus Falcão e a Irmãzinha Gabrielinha, a Doce Gabi! Deus os abençoe por tudo!!!! e fazendo um "upgrade", quero agradecer as amigas Monica, a Dani, Clarinha e Josiane e Maris por tudo...
Para ler o Diário Estelar desde o inicio e acompanhar toda a saga, clique no marcador Diário Estelar e procure desde o primeiro capítulo.
DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 50
Diário Estelar 1234567/50
Sistema Solar: Via Láctea (Tô chegando...)
Dia 01 - Mês: Junho - Ano: 2.030 – 07hs 15ms 33s
Quanta vida já passou
Quanta água já rolou nessa moenda
Leva luz pra toda casa
livra eu da escuridão
Corre pega o lampião.
Até onde a vista alcança é Boa Vista
Viajante eu chego já.
Em versos fotografias
e histórias que eu tenho lá
Quem vai embarcar agora?
Meu amor vem ver que é hora
Tá saindo à procissão
Sebastião, São Geraldo
Luzia e Conceição
Efigênia, manda um pensamento bom
pra seguir comigo vida afora
Efigênia, manda um pensamento bom
pra seguir comigo vida a fora...
Uaaaaahhhhhhhhhhh... Como é bom acordar com música não é? E essa música do Zé Geraldo que coloquei pra despertar hoje é maravilhosa! De certa maneira ela me fala um pouco ao coração e se eu prestar a atenção, tem muito a ver com toda esta viagem que fiz e que estou finalizando, vocês não acham? Tomara que essa música se perpetue, pois quando vocês estiverem lendo esse capitulo poderão por essa música e entenderão o que eu quis dizer. Bendita hora em que achei os meus cds no sótão! Eles me salvaram a pátria podem acreditar. Muitas lições de vida tirei das letras compostas por esse grande poeta mineiro e seus parceiros, uma força que não há dinheiro que pague. Sou e sempre serei muitíssimo grato a ele por tudo o que me deu. Acho que dinheiro que pague... Não mesmo!!! Muitos de vocês devem estar se perguntando o porque da ausência de mais esse relato, mas é que resolvi dar uma boa descansada e tirar o atraso do sono, aliás, isso pra mim foi maravilhoso! Nossa, daqui a pouco é sete e meia da manhã! Eu devia ter colocado o despertador para as 6 da manhã. Desse jeito o dia não vai render. Vou escovar os dentões, tomarei um bom banho, tomarei aquele cafézão reforçado e então vou ao trabalho... Eita, que banho gostoso tomei agora. Água na temperatura certa na minha banheira hidroespacial. Muito relaxante! Agora, ao café que ninguém é de ferro... Hummmmmm... Que delícia gente! Essas pílulas de pão de queijo que eu ganhei do Bruno são mesmo um espetáculo. Devem ser produzidas por astronautas mineiras, pode acreditar, afinal quem faria um pãozinho de queijo assim tão gostoso hehehehehe... Ô trem bão sô! Estão servidos? Só tenho cinco e não dou nem um téquinho e podem ir tirando esse olho gordo daí tá? Mas falando sério agora, minha viagem está chegando ao final. Depois de tantas indas e vindas, giros em falso e caminhos tortuosos, finalmente localizo aqui no meu GPS Espacial o meu querido planeta Terra (Querido Planeta? Ele ou ela? Vou continuar eternamente na dúvida...) e agora falta bem pouco para que eu aterrize novamente em terra firme. Quero respirar logo aquele ar poluído de São Paulo e ver a evolução desta metrópole que é hoje um exemplo de renovação e desenvolvimento, graças ao trabalho de jovens prefeitos que desenvolveram, ótimos trabalhos de estruturação e planejamento da cidade. Velhas raposas continuam querendo se apossar da cidade, mas anos e anos de administrações desastrosas fizeram com que eles fossem quase que relegados ao abandono e ao esquecimento. Só não foram totalmente esquecidos, porque algumas dessas raposas continuam tentando se reeleger. Lembram-se de Paulo Maluf? Poisa é, estamos em dois mil e trinta, o homem tá de cadeira de rodas, ligado no soro, mas continua falando: “Povo de São Paulo, vote em mim! Agora ele diz que vai construir piscinões no céu...” Não é de amargar? Mas a prefeitura de São Paulo tomou fôlego e agora me parece que a tocha do balão vai pegar no breu. Tomara! Tô xeretando a Internet e vejo que lá em baixo está tudo certinho, ou como já cantou uma vez o eterno Chico Buarque (lembram-se dele?): “Aqui na terra tão jogando futebol, tem muito samba, muito choro e Rock’n’Roll...”, o que me leva a crer que estamos em período de calmaria. Isso é bom, muito bom mesmo.
Bip! Bip! Bip! Bip! Bip! Bip! Bip! Bip! Hummmm... É o rádio comunicador novamente... O que será dessa vez? Espera, vou verificar...
-ZR001PT na escuta, câmbio!
-ZR001PT Aqui é a Nave Mãe, finalmente localizamos você! Copia bem o que eu digo?
-Uai, copiar eu copio nave mãe, mas como diria aquele velho bolero cantado por Altemar Dutra: Que queres tu de mim?
-Precisamos conversar Zé Roberto! Você não estava a nossa procura?
Ih Nave Mãe, eu “estava” á sua procura! Você disse muito bem, “estava”! Passei um tempão procurando você. Perdi-me, rodei o universo atrás de um sinal seu e nada. Alguns amigos me disseram que você estava na região conhecida como Wolfs Valley e então percebi que você tinha se isolado do resto do mundo e resolvi tomar a consciência até meio tardia de deixar você em seu mundo, seguindo seu caminho. Parodiando a música Zé e José, de Zé Geraldo e Marcão Lima, eu diria: “Cada nave é feliz á sua maneira, essa é a história da Nave Mãe e Zé Roberto” e espero sinceramente que sua música termine da mesma maneira que termina a música do Zé.
-Mas Zé escute, por favor...
-Nada tenho mais a escutar Nave Mãe! Passei anos a fio com o ouvido colado no Rádio tentando ouvir uma mensagem sua ou um simples ruído seu, mas qual o que? Nada, nadica de nada! Tenho certeza de que alguns navegantes espaciais devem ter te dado o toque de que eu precisava falar contigo para reencontrar minha carta estelar, mas você sequer deu bola. Agora adeus querida! Fique no seu universo e que as estrelas possam te guiar. Seja feliz em sua rota Estou desligando o rádio agora, tchau e câmbio final!
-Mas Zé, espera...
Tu tu tu tu tu tu tu tu.. Desliguei, pra mim chega! A partir de agora é voltar pra casa e reencontrar aqueles quem eu tanto amo. Acho que vocês devem ter se perguntado porque esse tempo todo eu não citei as pessoas que eu amo, minha família não é? É que eles com certeza devem estar me procurando também pelo universo em suas naves. Como as notícias correm rápidas, eles com certeza já devem ter retornado a terra e devem estar me esperando com aquele abraço e aquele beijo que só as queridas esposas e os queridos filhos sabem dar. Que saudade! Nunca mais inicio outra viagem dessas, podem acreditar que é uma promessa! De agora em diante, seguirei os conselhos de quem entende e então... Bip! Bip! Bip! Bip! Bip! Bip! Bip! Ah não! O rádio outra vez! Que chatice! Agora vou perder a calma, podem acreditar que vou!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 49
Diário Estelar 1234567/49
Sistema Solar: Alfa Centauro
Dia 23 – Mês de Maio – Ano 2.030 – 22hs:16mts:18s
Estou olhando aqui na janela de vigia que me dá uma ampla visão do espaço sideral. Tudo passa rapidamente por mim por causa da velocidade pela qual navega a minha nave. Meteoritos, asteróides, lixo espacial, pequenos astros e outras tranqueiras desconhecidas zunem ao passar raspando a lateral de minha nave. Aquele “balanceamento” que fiz antes de sair para esta viagem foi muito bem feito, porque minha nave não sai nem um milímetro sequer da rota, mesmo quando eu largo o leme. Programo a rota, ligo o piloto automático e piloto na boa até com os pés em cima do painel. Êta vida boa! Não tinha esperança de poder reencontrar o sentimento perdido. Achava que estaria amarrado por muito tempo ainda em sofrimentos e angústias, perguntas sem respostas e problemas insolúveis, mas o tempo me mostrou até rapidamente que eu tinha condições de reverter esse quadro. Foi difícil? Com certeza, mas o que é que não conseguimos com fé, dedicação, vontade e perseverança? Muita coisa não é? Com certeza, me sinto agora absolutamente vacinado e preparado para encarar quaisquer outros desafios e obstáculos semelhantes a esse que se transpuserem em minha vida cruzando o meu caminho. Bom, vou checar agora os sinais vitais da nave e todos os equipamentos. Preciso verificar também o marcador de combustível para ver se ele não está marcando errado novamente, porque essas coisas podem vir a falhar de novo, principalmente porque andei olhando aqui no relatório do Auto Elétrico e estou reparando que a peça que foi colocada não é original. Será que é uma boa peça? O eletricista me pareceu bem honesto e trasbalhou bem mas... Bip...Bip...Bip...Bip...Bip...Bip...Bip... Olha só, o rádio chamando!! Quem será uma hora dessas?
-ZR001PT na escuta? Câmbio! Zé Roberto? Bruno Oliveira na área!
-Diga Bruno, como está?
-Eu estou ótimo, e você? Onde está agora?
-Bruno eu estou muitíssimo bem obrigado! Nesse momento estou na região de Alfa Centauro.
-Ah está longe hein? Sua nave está numa velocidade estonteante né? saiu agora mesmo e já está na metade do caminho de volta. Isso é bom!
-Com certeza Bruno! Estou bem adiantado. Mas que bons ventos o trazem até o Rádio Comunicador, saudades meu caro?
-Também Zé, mas trago notícias pra você que dizem respeito à nave mãe. Lembra que você procurava notícias? Pois bem, um de meus amigos cruzou o espaço na região de Wolf’s Valley e cruzou com a nave mãe por lá. Deu uma paradinha para tentar travar um diálogo, mas não conseguiu porque ninguém o atendeu. Acho que os tripulantes se isolaram e se fecharam em copas. Esse meu amigo tentou trocar umas mensagens com o comando da Nave Mãe, mas não obteve resposta. Parece-me que alguém lá queria até fazer um contato, mas o comando geral da nave proibiu. Então lamento lhe dizer que não foi possível te ajudar. Tentamos, mas sem chance. A Nave permanece estacionada por lá sem previsão de partida. Era isso que tinha a reportar caro viajante...
-Bruno meu caro, agradeço imensamente toda a ajuda que me prestou e também a ajuda que seus amigos estão prestando. Mas quero lhe dizer que a Nave Mãe pra mim agora é passado e que se um dia pude visitá-la me encantando com a região que visitei, tive pesadelos que não mais quero ter. As regiões pelas quais eu passei, se assemelham ao inferno, pois são quentes e ao mesmo tempo sombrias. Estou indo de volta pra casa. Meus mapas de navegação ainda poderão estar errados, mas isso não importa porque agora farei minhas as palavras do amigo Raul seixas e cantarei: “Não sei onde estou indo, mas sei que to no meu caminho!” Trafego agora numa rota que julgo ser certa e conto com a ajuda de muita gente que com certeza vibra para que eu não mais me desvie deste meu objetivo. A Nave Mãe está estacionada numa bela região meu amigo e espero que ela permaneça por lá e que possa ser muito feliz. Meu apoio e minhas vibrações serão sempre nesse sentido, pode acreditar. Ela traça seu roteiro com a ajuda de outro comandante e acredito sinceramente que a viagem que ela pode vir a iniciar há de ser maravilhosa, bem sucedida e não tem nada que possa dar de errado entende? A Nave Mãe resolveu se isolar nessa região e ela está muito certa meu caro amigo, pois esta é uma região de calmaria muito grande. E que atire a primeira pedra quem não queira uma calmaria em sua vida! Estou certo? Portanto, cesse a procura Bruno! Obrigado de coração, mas eu já encontrei o que eu realmente queria e desejava: A paz de espírito, à volta do raciocínio lúcido e os passos firmes neste chão!
-Valeu amigo Zé Roberto, fiz o que fiz com o intuito de ajudá-lo e sinto que realmente você está ótimo. Mandarei uma mensagem às naves pedindo para encerrarem as tentativas de contato com a nave. Um grande abraço pra você meu amigo, fique com Deus e tenha uma ótima viagem! Câmbio Final Zé Roberto!--Obrigado! Nos encontraremos ainda em breve e então nos abraçaremos e cantaremos celebrando a vida. Amém e que assim seja! Câmbio Final Bruno!
É engraçado, mas eu nem acredito que escrevo isso com o coração tão tranqüilo. Minha respiração é normal e meus batimentos cardíacos seguem compassados, num ritmo absolutamente normal. Salve a vida, salve a tranqüilidade, salve a tomada de consciência, salve os amigos que nos dão a força necessária para trilharmos os caminhos tortuosos de minha vida. Sinto que amanhã para mim será um dia super especial, cheio de surpresas e então preciso me preparar para as boas surpresas da vida. Vou tomar um bom banho, vestir meu pijama espacial e cair nos braços de Morfeu. Sonharei sem sombra de dúvida com os amigos e com as bem-aventuranças da vida. Uma boa noite á todos e até amanhã se Deus quiser! (E ele há de querer!!).

terça-feira, 30 de outubro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 48
Diário Estelar 1234567/48
Sistema Solar: Atlantis Novalis
Dia 22 Mês: Maio Ano: 2.030 Horário: 18:38:55
Dezoito horas, trinta e oito minutos e cinqüenta e cinco segundos do dia vinte e dois de Maio de dois mil e trinta. Quanta distância percorrida em tão pouco tempo! É a vontade de voltar logo para casa o mais rápido possível. Vejo tudo agora com outros olhos. É engraçado como o espaço agora tem uma nova “cara”. Os planetas parecem mais brilhantes e as estrelas cintilam com muito mais intensidade. Creio sinceramente que o nosso astral tem uma grande contribuição no nosso modo de ver a vida de uma forma geral. Lembro-me daquele desenho super antigo que passava nas antigas tevês de tubo. O desenho era Lippi e Hardy, um Leão e uma Hiena, alguém lembra disso? A hiena reclamava de tudo, muitas vezes até por antecedência e a vida dela era sempre cinza, sem cor. Os problemas espoucavam constantemente para ela e a tristeza sempre reinava no dia a dia desse pobre animal. Creio que em boa parte dessa jornada eu fui acometido pela “Síndrome de Hardy”, porque era triste, pessimista e meio que sem esperança na vida. Minha jornada foi procurar, tatear no escuro, me lamentar, buscar respostas para perguntas que sempre tiveram uma resposta visível. Mas a cegueira espiritual que embotou meu pensamento trouxe transtornos e fez com que eu quase me perdesse para sempre. Procurar, procurar... quanto tempo perdido! O poeta Zé Geraldo certa vez cantou: "Procurei no mundo inteiro o que estava aqui tão perto...” Eu então, pedindo licença ao grande poeta Zé Geraldo e seu parceiro Tavares dias, adaptaria nesse momento essa frase para os meus dias atuais e diria: “Procurei no universo todo, o que estava aqui tão perto...” Tristezas inúteis, rotas absolutamente dispensáveis, giros em falso em torno de meu próprio eixo. E para que? Para nada! Tanta luta, tanto esforço inútil. Desperdício de energias materiais e espirituais que poderiam ser utilizadas para outros fins. Mas é a vida! Certas situações acontecem para que você possa aprender a conhecer melhor as armadilhas que se colocam em seu caminho. E alguns desses nossos caminhos são polvilhados de minas terrestres, que quando detonadas com um simples passo em falso nosso, não dilaceram apenas o nosso pé ou a nossa perna, dilaceram também e principalmente o nosso coração. Mas a cola tudo da amizade, trazida por antigos e novos amigos é capaz de colar até os menores estilhaços do coração, reconstruindo-o totalmente sem deixar a menor cicatriz. Agora, de volta a “estrada”, volto as minhas baterias vibratórias para as coisas boas, sintonizando meu pensamento com bons fluidos e tendo na mente sempre a certeza da vitória. O espiritismo, doutrina que professo, nos ensina que “semelhante atrai semelhante”, o que na prática quer dizer que se você pensa negativamente atrai coisas negativas, se você caminha com passos tortos por livre e espontânea vontade, terá sempre a companhia de amigos afins, que farão todo o possível para sugar todas as suas energias até deixa-lo estirado na sarjeta, completamente sem forças até para abrir os olhos. Orai e vigiai nos ensinou Jesus, eis aonde falhei! E o pior é que mesmo sabedor disso, falhei de forma estúpida, num erro que poderia ter me custado uma existência inteira, fazendo desmoronar em poucos dias uma edificação que levei anos para construir tijolo a tijolo. Mas acordei a tempo e tenho a mais absoluta convicção de que, embora esse despertamento tenha se dado por minha livre e espontânea vontade, acredito piamente Ter tido a ajuda do plano maior que enviou até a mim um socorro imediato e providencial, ajuda e socorro esses que eu tanto pedi em minhas orações. E que lição eu tiraria de tudo isso que aconteceu comigo? Que o cuidado é essencial, que a vigilância é primordial e que certas lições são para vida toda. Meus passos agora são milimétricamente planejados e meu pensamento está bem á frente de meus atos., tateando o caminho a procura das armadilhas que possam estar escondidas em algum ponto da estrada. Estarei cem por cento seguro? Claro que não, mas a probabilidade de um erro crasso é muito menor. Os olhos da razão estão mais abertos do que nunca e creio sinceramente que nunca enxerguei tão bem na vida. Aquela hipermetropia que eu tinha, simplesmente desapareceu. Hipermetropia sim, pois eu enxergava de perto muito mal. Portanto deixo como mensagem a todos aqueles que nesse momento estiverem lendo esse diário, mais uma frase maravilhosa do nosso sempre querido Zé Geraldo: “Muito cuidado mulher, nem todo Ouro seduz, pra fazer seus projetos na vida, o cego não conta com a luz” cuidado com os passos que derem, mantenham-se sempre na defensiva e com um pé atrás em tudo o que forem fazer e só caminhem quando se certificarem de que a areia sob seus pés não é movediça. Muita gente se aproxima de nós com o único intuito de conseguir proveitos e vantagens pessoais e depois nos descartam como aquela carta de baralho que não serve para nada. Lamnetável. Bom, é isso! Ponto final por hoje meus amigos. Está na hora de jantar, estão servidos? Depois de bater um rangaço, vou ficar na sala de rádio um pouco, afim de auscultar as batidas do coração do universo para ver se descubro em alguma de suas artérias um sinal de vida inteligente por aí e sei que tem muitos. Fariam contato comigo agora? Vamos ver! Se fizerem, contarei para vocês meus amigos, podem ter certeza!!

domingo, 28 de outubro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 47
Diário Estelar 1234567/47
Sistema Solar: Capela
Dia: 21 Mês: Maio Ano:2.030 Horário: 14:35:60
-Uahhhhhhhhhhhh.... Que preguiça.... Dormi legal, caramba! Apesar de estar com um gosto horrível de cabo de Guarda Chuva na boca, estou inteiraço e pronto para zarpar. Vou tomar um bom banho pra terminar de acordar, vou fazer uma refeição caprichada e então darei partida na minha nave pra fazer o caminho de volta. Fico pensando: Que surpresas me aguardariam em minha volta á terra? Serei bem recebido? E os amigos, onde estarão? E o que fazem nesse momento? Estarão felizes? Acho que sim. Já dizia o bom e velho Poeta Zé Geraldo: “O homem escolhe seus caminhos, cada um é feliz a sua maneira...” Então acho que devem estar super felizes. A maiorias dos meus amigos sempre fez esforço pra progredir na vida, pra conseguir sucesso e pra ser feliz. Um ou outro leva a vida na flauta ou acha a vida uma grande piada, mas o resto dos amigos é esforçado e vai merecer os louros da vitória, porque tem fé, perseverança, vontade de vencer e trabalha muito pra isso. Bom, mas deixa de conversa. Vou pegar a minha toalha, meu patinho de borracha e vou mergulhar em minha banheira pra relaxar um pouco... “Lá fora esta chovendo, mas assim mesmo eu vou correndo só pra ver, o meu amor. Ela vem toda de branco, toda molhada e despenteada que maravilha, que coisa linda é o meu amor...” Ué, o que estão olhando? Vocês não cantam durante o banho não? Duvido! Cantar debaixo do chuveiro ou dentro de uma banheira é muito bom! Gosto muito de Jorge Ben. Nesse ano em que estamos, pouquíssimas pessoas devem se lembrar dele ou mesmo o conhecerem. Mas o Jorge Ben nos idos anos 70 já fez músicas muito legais, algumas até proféticas, além do tempo dele. Quem se lembra desses versos: “Os alquimistas estão chegando, estão chegando os alquimistas” No passado remotíssimo da terra, os alquimistas sonhavam em transformar pedras em ouro. Hoje em dia, os alquimistas modernos já fazem isso, em pequena escala, mas fazem. Acho que não seria legal se a produção de ouro fosse em escala industrial, senão as economias de muitos países da terra iriam despencar. Os presidentes seriam os novos “Midas” e na minha opinião seria o caos. Mas Jorge Ben escreveu muito bem sobre esse tema, assim como alguns outros artistas de nossa MPB. Agora vou comer umas pílulas de omelete, arroz a grega e salada de maionese e tomar um suco de frutas tropicais que eu trouxe da terra. Aliás, minha dispensa está cheia desses sucos, porque fiquei com medo de não encontrar aqui em cima (ai, olha a dúvida de novo me atazanando. Aqui é em cima? Ah, deixa pra lá..) um Pão de Açúcar pra poder comprar uns mantimentos. Acabou que acho que não vou precisar. Mas imagine se eu vou a um planeta que não tem nada disso? Imagine um brasileiro acostumado com um bom prato de arroz, feijão e bife, chegar naqueles países asiáticos e só encontrar aquelas “iguarias” pra comer, tipo insetos, vegetais estranhos e etc? Sai fora! Riscos como esse eu não quero correr de jeito nenhum! E depois, não troco uma omelete maravilhosa como essa que acabei de comer por nada desse mundo, embora tenha que admitir que uma pizza também seja também algo irresistível! Agora é escovar os dentões (como diz o amigo Max Gasperazzo), regular as coordenadas, esquentar os motores, ligar os faróis e iniciar a viagem de volta. Tomara que no caminho eu encontre com algum conhecido, porque acho que a viagem de regresso pode não ser lá tão rápida e seria chato viajar sozinho novamente por todo esse tempo, se bem que o que importa é que eu estou voltando não é?
Essa é uma das poucas viagens onde a volta é mais prazerosa que a ida. Triiiiiiimmmmmmm.... Nossa, a campaínha, quem será? Hummm Já sei... entre Bruno, a porta está aberta ! Eu ia mesmo dar uma passada lá para me despedir de você meu amigo.
-Grande Zé Roberto, vim aqui te dar um abraço e desejar a você uma tranquila viagem e um excelente retorno para a sua casa. Que os anjos te acompanhem e alicercem essa sua volta meu caro!
-Bruno meu amigo, nem sei como agradece-lo pela acolhida e por tudo o que fez por mim. Se não fosse por você emu amigo, não sei se teria encontrado meu rumo, pode acreditar.
-Que isso Zé, você teria encontrado seu rumo sim, porque tomou a consciência a tempo de que estava no caminho errado, de que estava fazendo uma viagem inútil e mais do que isso, acredito que esta era uma viagem que você jamais deveria ter começado. Dê um forte abraço aqui meu caro! Vamos selar definitivamente esta nossa amizade para todo o sempre.
-Até breve Bruno! Felicidade e sucesso, você merece. fique com Deus!
-Até mais amigo, estaremos sempre ligados via e-mail ou via telepatia mesmo. Adiós muchacho! Fui...
-Grande Bruno, ainda vou reve-lo na terra e comemoraremos muito tudo isso! Pronto, vamos lá, Ponte de Comando aqui me vou! Vinte e um de Maio de dois mil e trinta, dezessete horas, vinte e cinco minutos e quarenta e cinco segundos - Sistema solar de Capela – Destino: Terra – Coordenada Sete Graus - Velocidade de Cruzeiro. Vamos botar mais lenha na caldeira para ver se acelero esta banheira voadora hehehehehehehehe Motores ok! Luzes internas e externas ok! Painel ok! Computador de Bordo ok! Combustível ok! Ar ok! Temperatura ok! Vamos embora...Adeus Capela! Adeus tristeza! Que as estrelas me acompanhem e que elas possam ser sempre o brilho que ilumine os meus caminhos nessa minha viagem de volta. Que assim seja! Vruuuuuuummmmmmmmm.......

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 46
Diário Estelar 1234567/46
Sistema Solar: É hoje, finalmente!
Dia/Mês/Ano e Hora: Mas que insistência, espera pô!
-Senhores, já estamos fechando!
-O que? Como? Onde? Ai minha Nossa Senhora da Anunciação! É madrugada Bruno, já estão lavando o bar! Cadê o Rodrigo e a Patrícia?
-Foram embora Zé. Eles estavam muito cansados e saíram lá pelas 3 e meia da madruga.
- Mas porque não me acordou cara? Nooooossa, que bode! Tô mal...
-Zé, tente te acordar, mas sem chance! Você dormiu de roncar. Também, com tanto pirata assim quem não ficaria bodeado? Até eu! Imagine pra você pilotar a sua nave agora, não vai ser fácil!
-Minha nave, me esqueci dela! Já deve estar pronta de velha e eu ainda não fui busca-la.
-Não precisa Zé, o manobrista sabia que a gente estava aqui no bar e veio dar um toque de que ela já está estacionada no hangar. Aqui estão as chaves, olha!
-Obrigado Bruno, te devo mais essa! Vamos sair agora? Se não sairmos eles passam o rodo na gente.
-Vamos sim. Dá pra levantar?
-Claro que dá, espere... Ai ai ai ai, que dor de cabeça! Estou ferrado. Mas sabe de uma coisa? Esse porre foi meio que uma despedida de solteiro. Estarei fazendo a minha despedida dessa viagem sem rumo, dessa navegação sem rota, dessa jornada solitária. Daqui para a frente será só alegria, se Deus quiser e ele há de querer. Bom, façamos o seguinte Bruno: Vamos comigo até a minha nave. Vou ficar por lá e você segue pra sua nave que está estacionada no hangar ao lado. Eu vou deitar, dormir um pouco de forma decente, levanto, tomo um banho, abasteço, checo a nave para ver se ela está mesmo tinindo e então vou até a sua nave para me despedir de você ok?
-Ok Zé, estarei te esperando. Eu não vou dormir não... Assistirei a TV Espacial até o Sol raiar. Bom descanso Zé!
-Tá certo! Bom descanso Bruno!
“Falta pouco pras seis horas da manhããããã.. e gente correndo atrás do destino e da compensação...” Hummmmm... Parece que está tudo em ordem por aqui. Aliás, ela está mais clara, mais brilhante. Acho que além deles terem trocado as lâmpadas queimadas ainda deram uma limpada nas lâmpadas velhas que ficaram mais brilhantes. Maravilha! Quer saber? Pensando bem, acho que não vou dormir coisa nenhuma! Vou xeretar tudo pra verificar se está tudo em ordem e então arrumo minhas trouxas e Zapt! Dou o fora. Deixa ver... Ar ok! Temperatura ok! Marcador de combustível ok? Painel de controle e monitores ok!Ah, vamos ver o Relógio Digital Atômico. Uau! My God! Meu “padim padi Ciço!” Como é que é? Nossa, veja isso: 20/05/2.030 – 05:40:30 – Temperatura ambiente: 25ºC - Temperatura Externa: 2OoC – Umidade relativa do Ar: 40% - Sistema Solar: Capela*. Capela? Jura por Deus? Ai meu Jesus Cristinho! Estou em Capela!! Viva!! Estou em Capela!!! Que maravilha! Capela é, segundo o escritor Edgard Armond o planeta de onde se originou a raça humana na terra. Que coisa doida! Nunca em minha vida sonhei que um dia estaria neste lugar. Depois da transformação pela qual passou o planeta, eles aprenderam, evoluíram e estão agora bem mais adiantado que nós, pobres terráqueos. Caramba, deixa só eu retornar a terra 1 quando eu contar, ninguém vai acreditar! Vou tirar altas fotos antes de partir.Bom, está tudo em ordem, o tanque de hidrogênio está cheio, minha dispensa deve dar até o próximo hipermercado espacial. Acho que agora eu mereço um bom banho e algumas horas de um descanso tranqüilo e sereno não é?Então me dêem licença que eu vou tomar um banho rápido pra tirar o “sereno” da madrugada e vou dormir. Tchau, ou como nós dizíamos em nossas antigas conversas de MSN: CFPE (Câmbio Final Por Enquanto)...
* Quem quiser saber mais sobre Capela, leia o livro "Os Exilados de Capela" de Edgard Armond e quem quiser ler todos os capítulos deste diário, clique no final da postagem no marcador: Diário Estelar e procure desde o primeiro capítulo.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPITULO 45
Diário Estelar 1234567/45
Sistema Solar: Hummmmmmm
Dia/Mês/Ano e Hora: Calma, muita calma nesta hora!
-Mas que universo pequeno esse não? Olha só quem eu encontro aqui! Que alegria! Venha até aqui Bruno que eu quero te apresentar dois amigos queridos, Patrícia e Rodrigo. Oi amigos queridos, quanto tempo! O que fazem por essas bandas? Deixa-me apresentar meu amigo Bruno que é também da terra...
-Oi Bruno, o prazer é nosso! Tudo bem Zé? Olha, eu e a Patrícia pegamos 20 anos luz de férias e estamos fazendo um turismo espacial por essa região. Sabe como é, temos que levar os filhos para passear, afinal eles já cansaram daquele mundo ali e querem ver espaços novos, curtir com pessoas novas e esta é uma boa oportunidade.
-Uai, mas cadê seus filhos Rodrigo?
-Ah, eles estão por aí. Esse lugar é careta demais pra eles e estão se virando por aí com gente da mesma idade. Tem uns cybers cafés ali na loja de conveniência e eles deve estar no MSNS.
-MSNS? O que é isso? Só conheço o MSN.
-Ah, você está ficando mesmo velho hein Zé! Puxa vida! O MSNS é a última versão do MSN, mas foi desenvolvido para o espaço a fim de que você converse com usuários de outros planetas e de outras galáxias. Você não faz idéia do número de contatos que ele tem no cadastro deles. Centenas e centenas! Tem gente ali de planetas que nunca ouvi falar. Eles conversam em Esperanto. E você sabe que eles se saem muito bem? Você precisa ver. Mas olha Zé, eita vício danado esse. Faz duas horas que chegamos e eles estão lá no tlec tlec tlec, uma loucura. Mas e você, o que faz aqui?
-Bom Rodrigo e Patrícia, é uma looooonga história que não conseguiria contar nem em um mês seguido, mas digamos que eu estou em umas férias meio que forçadas e nesse exato momento vim molhar a garganta enquanto minha nave é consertada. Mas amanhã cedo devo estar partindo de volta pra terra, quer dizer, sei lá, partirei, mas pra onde ainda não sei.
-Entendemos amigo...
Mas olhem, vamos juntar as mesas aqui e tomarmos uns piratas juntos? Daqui a pouco vai subir no palco uma banda de Space Blues e eles mandam muito bem.
-Oba, vamos juntar sim, adoro Space Blues! Mocinha, por gentileza, traga quatro piratas on the rocks e uma tábua de frios, por favor!
-Ok, já trago amigos.
-Poxa, mas que bom encontrar vocês aqui meus caros amigos. Estava falando com o Bruno aqui que esta viagem até agora tem sido solitária sabe? Sinto-me o Amyr Klink do espaço. Sem ninguém até pra conversar. Piloto tudo, faço tudo. Sou o faxineiro e o comandante. O cozinheiro e o mecânico. Vida dura essa! Mas agora vou encontrando os amigos e isso é muito bom. Mas deixa-me perguntar: Você tem visto algum de nossos amigos por aí nessas suas aventuras espaciais de férias?
Bom, encontramos alguns amigos sim nesse safári espacial. Poucos, mas encontramos. Vimos a Paty minha xará com seu marido Ary e seus filhos, o Thiago e a Débora com seus filhos, vimos a Gabi, seu marido e suas duas filhas, o Max e seus quatro filhos e a Rita também que continua uma mochileira, só que agora uma mochileira espacial, com seu velho mas sempre fiel Junior á tiracolo fazendo um som pelas estrelas. A Rita é a versão feminina de Bob Dylan. Uma Joan Baez das estrelas por assim dizer. Mas encontramos esses amigos e não conversamos muito não por causa da nossa excursão que é monitorada e você sabe, os guias nos impõe horário para tudo né? Mas deu pra perceber que todos estão muito bem. Acho que são só esses amigos que vimos não é Patricia?
-Sim amor, que eu me lembre são esses amigos mesmo.
-Aqui estão seus piratas e a tábua de frios. A banda vai começar a tocar agora. Se precisarem de algo é só chamar ok?
-Obrigado, se precisarmos chamaremos sim. Olha, esses caras mandam muito bem mesmo. Só esta primeira música que eles estão tocando já é matadora. “Sweet home Andrômeda” é uma de minhas preferidas. Uau!!! Detonante!!! Vamos fazer um brinde a nossa amizade e a nossa felicidade.!! Tim!Tim! Viva nós e viva tu, viva o rabo do tatu! Hehehehehehehe Saúde irmãos, muita paz, saúde, fé, coragem, determinação, amor e amizade!!! Viva! Vamos curtir esse som que está muito louco. Acho que hoje minha despedida será com um porre! Alguém aí me carrega de volta pra nave?
-Carregamos sim, mas só se você não vomitar na gente Zé Roberto...
-Prometo sim meus amigos, não vomitarei em ninguém! Palavra de Escoteiro hehehehehehehe...
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DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 44
Diário Estelar 1234567/44
Sistema Solar: Calma, nem eu sei ainda onde estou!
Dia/Mês/Ano e Hora: quanta ansiedade né?
-Ôpa, beleza amigo? Meu orçamento já está pronto?
-Deixa eu Verificar... ZR001PT?
-Isso mesmo companheiro.
-Bom, vamos ver aqui... Você tem vinte e cinco lâmpadas pifadas, tento internas como externas. Duas baterias solares defeituosas que terão que ser trocadas. Quatro fusíveis queimados que vão ser substituídos e alguns fios velhos que vou trocar. Essas coisinhas todas é que estava fazendo com que não tivesse a renovação de ar em alguns compartimentos, em alguns lugares não estava dando pra regular temperatura ambiente, o seu marcador de combustível está avariado também e não marcava a quantidade real de hidrogênio. As vezes você pensava que o combustível estava na reserva e não estava. Com esses reparos, você vai ter a sua nave tinindo e inclusive seu relógio atômico digital voltará a ser sincronizado com os horários interplanetários. Aliás, vou fazer na faixa para você um upgrade no software dele para que você tenha ainda mais funções extras como as condições de temperatura e de pressão atmosférica em centenas de planetas.
-Oba isso é perfeito, muito bom mesmo! Mas vamos falar sobre duas coisas super importantes e sérias. A primeira é quanto vai custar essa brincadeira e a segunda é quando ficará pronta a nave?
-Olha, o conserto vai ficar em mil e quinhentos Universos. Eu vou levar mais ou menos cinco horas para fazer o conserto de todas as peças avariadas e fazer também os ajustes necessários. Pode acreditar, amanhã de manhã você terá a nave novinha em folha Zé Roberto.
-Uai, mas e porque não hoje á noite?
-Bom senhor, é que as duas baterias que eu estou trocando precisarão ser recarregadas com a luz do sol e a primeira carga tem de ser de no mínimo doze horas. Aí você poderá ligar os motores e zarpar com segurança.
-Está certo. Eu esperarei, fazer o que? Afinal eu estou perdido faz tempo e doze horas a mais ou a menos não vão fazer diferença nenhuma não é? Até que o conserto não ficou tão caro. Pode fazer sim o conserto que eu estou autorizando. Vocês me entregam ela depois?
-Sim Senhor José, entregaremos no lugar em que a retiramos, sem problemas. Peço para o meu manobrista levar a nave para o senhor e então ligamos para o seu intercomunicador instantâneo avisando. Umas 7 horas acho que ligaremos para o senhor, fique descansado.
-Bom Bruno, tem algum lugar por aqui onde a gente possa bebericar alguma coisa enquanto a nave é consertada?
-Tem sim Zé Roberto, conheço um lugar agradável onde podemos beber alguma coisa gelada e jogar conversa fora. Tem música ao vivo e o atendimento é VIP.
-Ótimo amigo, minha garganta está super seca e vou aproveitar também para “desbeber”, pois estou apertadíssimo.
-Desbeber? Que é isso Zé?
-Há há há há há há Não sabe? É um sinônimo de fazer xixi entendeu?
-Minha nossa, mas de onde tirou essa expressão?
-Ah, foi minha grande amiga Rita quem me ensinou. É uma maneira elegante de você falar que vai dar uma mijadinha, hehehehehehehe
-Ai ai ai Zé, é cada uma que inventam por aí que só vendo.....
-Pois é, mas falando nisso Bruno, esse novo sistema de coleta sanitária que puseram em prática aqui nas estações orbitais é muito bom. Lembra das antigas Apolos? O s astronautas despejavam a urina no espaço mesmo. Lembra do filme Apolo XI?
-Claro que sim Zé. Assisti a esse filme no cinema na época de seu lançamento e na cena do xixi me lembrei imediatamente do Guilherme Arantes cantando:
Quem foi que disse
Que eles podem vir aqui
Nas estrelas fazer xixi?
-É Veríssimo Bruno, gosto muito dessa música também.
-Bom, chegamos! Vamos procurar uma mesa. Este lugar está fervendo hoje.
-Boa tarde senhores, mesa para dois?
-Sim senhorita, por favor.
-Aqui, por gentileza senhores. Fumantes ou não fumantes?
-Ah não, até aqui tem quem fume? O raça desgraçada essa que não tem semancol e que fuma em lugares fechados e proibidos. Nada tenho contra quem fume, mas quem não respeita a lei eu condeno mesmo. Já não basta poluírem la terra os restaurantes, shoppings e trens... Não fumantes por favor!
-Ok, esta mesa perto da janela está boa senhores?
-Perfeita! Aqui está mesmo ótimo, mas espere... Quem são aqueles dois naquela mesa ali? Não é possível!!! Eu não acredito!!!

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domingo, 21 de outubro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 43
Diário Estelar 1234567/43
Sistema Solar: Quase revelado
Dia/Mês/Ano e Hora: Incertos por pouco tempo.
-Muito boas essas pílulas de café viu Bruno! E essas pílulas de pão de queijo também estavam deliciosas, muito obrigado mesmo. Me lembrarei de passar no primeiro Hipermercado Estelar para comprar um bom bocado delas. Bom, quero lhe agradecer por me mostrar a sua nave. Fiquei encantado com tudo o que vi e espero no futuro nos encontrarmos por aí, na terra, em alguma estação espacial ou em alguma dessas lojas de conveniência existentes por todo o nosso universo.
-Claro que iremos nos encontrar, pode ter certeza, pois os laços de amizade que nos uniu são eternos, transcenderão o tempo, as existências e as vidas. Acredite que nestes tempos em que a medicina está super avançada, nós, enquanto seres humanos, iremos viver cada vez mais e teremos condições de curtir nossos amigos por muito mais tempo. Nos cruzaremos por aí muitas vezes mais meu caro, pode acreditar!
-Bom Bruno, vamos lá no AEE? Estou curioso para saber quanto será a “facada” do conserto de minha nave.
-Não se preocupe Zé, o pessoal aqui trabalha bem e não é careiro não.
-Beleza! Assim espero, porque não tenho tanta grana assim. Falando nisso Bruno, que tipo de dinheiro se aceita num lugar como esse? Aqui só tenho Pilas.
-“Pilas” Zé Roberto? Que tipo de dinheiro é esse?
-Não sabe Bruno? Você deve estar no espaço a mais tempo que eu e está por fora. Mas vou te explicar:
No Brasil, o dinheiro sempre teve apelidos. Muito pouca gente tratava o dinheiro pelo nome, por exemplo “Réis”, “Cruzeiro”, “Cruzado”, “Cruzado”, “Cruzado Novo”, “Real”, “Real Novo” etc. Pois bem, chegou uma hora lá no Brasil, que se precisava mudar novamente o nome do nosso dinheiro e achou-se que desta vez o nome do nosso dinheiro deveria ser escolhido pelo povo e não pelos engravatados. Fez-se então um grande plebiscito junto a população em duas etapas. Na primeira, todos depositaram em uma urna eleitoral, suas sugestões de nomes para o novo dinheiro. Contados os votos, as sugestões foram passadas para o computador e dali foram extraídas as duas sugestões mais pedidas. Sabe quais foram as duas sugestões mais votadas?Não Zé Roberto, quais? Os dois nomes mais sugeridos foram “Pau” e “Pila”. E isso já era previsível, porque a maioria dos brasileiros normalmente se referia ao dinheiro destas duas formas. Sempre foi comum ouvir alguém, dizer: “Ah, esse carro custa 18 paus!” ou “Tu pode me emprestar 20 pilas?”
-É verdade, isso eu me lembro Zé hehehehehehehehe
-Pois bem, então depois de se ter esses dois nomes, aí sim foi feita uma reunião entre o Ministro da Fazenda, o Presidente do Banco Central e demais autoridades no intuito de se oficializar um dos dois nomes para o nosso dinheiro. Assim, por lógica se escolheu “pila”, porque você já imaginou se o nome escolhido fosse “pau”? Não daria certo não é?
-É vero my friend! Seria até cômico, não seria?
-Com certeza....Mas voltando ao assunto, será que eles aceitam pilas aqui?
-Sim Zé, você vai até a Cada de Câmbio Espacial que fica ali mesmo dentro da loja de conveniência e troca suas pilas pela moeda universal. Assim você não correrá o risco de passar apuros em algum Restaurante ou Posto de Combustível que você encontrar por aí. Sim, mas e a cotação?A cotação é um por um. Aqui em cima não tem aquela sacanagem que tem na terra. Aqui não tem superioridade, todos são iguais. Só os “terráqueos” é que são doidos para querer levar vantagem em tudo. Lembra-se da famosa Lei de Gerson? A quanto tempo você não ouve falar dela? A muito tempo não é? Mas acredite, essa lei na terra sempre foi aplicada e levada ao pé da letra com muito mais afinco do que muitas leis oficiais. A moeda aqui é universal, assim como deveria ser a língua, mas o primeiro passo já foi dado. O nome do dinheiro é “Universo” e você pode utiliza-lo em qualquer planeta, deste ou de outro sistema solar qualquer e o único planeta que ainda tem diferentes países, diferentes estados, diferentes cidades e diferentes moedas. Você vai reparar por aí que os planetas, na sua grande maioria, não tem divisão territorial, são uma coisa só e os poucos que tem divisões, são apenas divisões feitas para que se possa traçar mapas que facilitem a locomoção das pessoas, nada mais do que isso, entende?
-Entendo sim amigo e fico aqui pensando agora, cá com os meus botões, quando é que a terra chegará nesse nível.
-Ah, falta muito ainda para que os terráqueos aprendam o valor da união. Serão tropeços e mais tropeços, guerras, provações e desavenças as mais diversas até que, com muito sofrimento os humanos aprenderão pela dor, que esse tempo todo estavam errados e então, marcados pelo sofrimento, se unirão e começarão uma existência de união e fraternidade. Muitos planetas que existem por aí, também eram como a terra. Outros tiveram mudanças que foram necessárias para a própria evolução de seus habitantes. Quer um exemplo: Leia o livro Espírita “Os Exilados de Capela” de Edgar Armond e você vai entender o que eu digo.
-Ah, mas eu já li Bruno! Li e reli umas 5 vezes. Realmente o livro é fantástico e deveras esclarecedor para fazer-nos entender alguns dos maiores mistérios da humanidade.
-Sem sombra de dúvida Zé, isso mesmo! Bom, chegamos! Vamos lá falar com o eletricista chefe para ver quanto ficou a “facada”. He he he he he...

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DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 42
Diário Estelar 1234567/42
Sistema Solar: Quase revelado, mas ainda desconhecido
Dia/Mês/Ano e Hora: (A um passo do final do mistério)
-Zé, venha até aqui que eu vou te mostrar a Sala da Trova, que também é um lugar extremamente agradável. Usamos este espaço para pequenas reuniões, para traçar projetos, rotas e estratégias de vôo.
-Caramba, a decoração aqui também é muito bonita. Lindo este quadro de Cora Coralina! Nossa, que maravilha! Carlos Drummond de Andrade, Pablo Neruda... Ah Pablo Neruda! Emocionei-me lágrimas com o Filme “O Carteiro e o Poeta”, você assistiu? Eu estava sozinho no cinema e me debulhei em lágrimas com aquele lindo final. Que bom seria se pudéssemos captar com um gravador toda a beleza das estrelas, do mar, do vento e dos rochedos. Que bom seria se pudéssemos com o nosso gravador registrar a emoção de um amor, imprimindo paixões e sentimentos. Mas é impossível isso, infelizmente! Acho que um dia o homem evoluirá muito enquanto espírito e acabará por atingir essa capacidade. Mas enquanto isso terá que imprimir suas emoções no papel mesmo, através de sua poesia, de suas trovas, sonetos ou qualquer outra forma versada de escrita. Aliás, Bruno, este filme fez com que eu passasse a refletir muito sobre o que é realmente ser um poeta. Pra mim, o poeta é aquele que retira do coração e da mente seus versos e os passa para o papel de forma emotiva, espontânea e direta. O verdadeiro poeta é aquele que deixa fluir os sentimentos de forma a tocar o nosso coração. Os versos devem surgir naturalmente, sem interferência externa, porque aí a poesia perderá a originalidade e soará meio falsa. Essa é uma opinião minha que trago desde os tempos do Espaço da Escrita. Naquela época eu passeava pela Internet e via site de dicionários de rimas, acredita? Perguntava-me sempre qual era a finalidade de um dicionário de rimas. Será que existem “poetas” que constroem poesias baseadas em um dicionário? Se você puder, me esclareça esse ponto amigo Bruno, pois na minha concepção, a verdadeira poesia deve ser extraída do âmago e não de um Dicionário de Rimas. Estarei certo? Mas Bruno, essa salinha aqui é linda mesma! Aquela janela vigia que dá a visão de fora faz com que nós nos sintamos ainda mais relaxados. Olha meu amigo, prometo que assim que eu voltar a terra, vou pedir ao meu amigo Marcus Falcão, Tricolor, Careca e Zégeraldiano de Coração para que encomende uma legítima redinha das artesãs Potiguares e faço questão de te mandar de presente via Sedex Interplanetário, que leva pouco tempo para a entrega e aí você poderá deitar, relaxar e ler um desses milhares de livros que você tem aqui.
-Que isso Zé Roberto, não precisa não!
-Precisa sim Bruno, você é um grande amigo e será um prazer presentear você com essa bela peça de artesanato. Você vai gostar muito.
-Grato amigo! Tenha certeza de que não só vou gostar, como também usarei com o maior carinho. Vamos lá na cozinha tomar uma pílula de café? To morrendo de vontade.
-Eu também, boa pedida Bruno! Puxa, que dispensa hein? Quanta coisa você tem aqui!
-Ah sim meu caro, eu passo nesses hipermercados estelares e encho o bagageiro da nave. Comer sempre determinada comida enjoa e por isso vario a quantidade de alimentos o máximo que eu posso, assim todos ficam satisfeitos. Tripulação satisfeita trabalha satisfeita e isso se reflete na qualidade do serviço que eles prestam pra mim. Olha o café quentinho!
-Obrigado! Que delícia! Só faltava mesmo um pão de queijo quentinho...
-Pão de queijo? É pra já! Maria traga-me uma bandeja com umas seis pílulas de pão de queijo, por favor!
-Claro Sr Bruno, é pra já!
-Enquanto as pílulas de pão de queijo não vem vamos levantar as nossas xícaras de café para fazer um brinde: Tchin Tchin !!!! Um brinde á nossa amizade meu amigo!
-Maravilha Bruno, que nossa amizade seja eterna e que se fortaleça sempre nos nossos propósitos!
-Assim seja Zé, Deus te ouça! Espere... O que foi Jorge?
-Sr Bruno, mensagem no intercomunicador do AEE avisando para o Sr José Roberto ir até a oficina que o orçamento está pronto.
-Ok Jorge, diga que já vamos lá, obrigado! Vamos tomar nosso café com pão de queijo e depois iremos até a oficina.
-Beleza Bruno!
-Olha as pílulas de pãezinhos de queijo chegando quentinhas aí gente!
-Hummmmmmmmmm...


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quinta-feira, 11 de outubro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 41

Diário Estelar 1234567/41
Sistema Solar: Desconhecido (Será?)?
Dia/Mês/Ano e Hora: Incertos (Esperem, falta pouco...)
-Este é um de meus espaços preferidos. A Praça da Poesia é onde me sento para ler meus livros, analisar os manuscritos, pensar em algo que vou escrever, meditar...
-Puxa, que lindo isso aqui mesmo viu Bruno? Essa fonte no meio da pracinha é show. O barulhinho da água caindo traz uma paz incrível e nos acalma o espírito e a mente. Nada como poder sentar-se tranqüilamente e ler um bom livro sem ninguém incomodar. Lembro-me de que quando ia para o interior, sentava-me embaixo de um pé de manga e ficava lendo um livro. Os únicos sons que eu ouvia eram o cantar dos passarinhos e um avião que vez ou outra cruzava os céus por cima do terreiro. Era tão bom! Hoje, na cidade grande, você pega um livro, senta-se no banco de um trem, ônibus ou metrô, e muitas vezes usa o livro como um passatempo de viagem, porque se concentrar cem por cento na leitura é quase impossível, primeiro porque as pessoas esbarram em você, segundo, porque o barulho dos motores e o barulho externo incomodam e por fim, você tem que ficar com um olho no livro e outro olho no ponto ou estação que vai descer. Na roça ou no quintal á sombra de uma árvore, a única coisa com a qual você tem que se preocupar é com a possível queda de uma manga em sua cabeça, mais nada!
-É isso mesmo Zé Roberto, concordo plenamente! Sento-me á beira desta fonte, a minha imaginação flui e assim consigo me concentrar que é uma beleza. Venha mais pra dentro que quero lhe mostrar outros departamentos de minha nave. Este aqui é o espaço do Soneto. Aqui reunimos os amigos para fazermos uns saraus poéticos e musicais. Tem dias que este cantinho está lotado e a participação é grande. Cada um mostrando seus trabalhos, lendo seus versos, tocando suas músicas e enfim, trazendo para nós um pouco de arte, seja ela qual for. Muitos artistas consagrados que se apresentam hoje nos bares estelares e nas centenas de casas de espetáculos espaciais, começaram aqui em algum desses saraus que promovo. Lembra que você, no seu Espaço da Escrita conclamava todos para que mostrassem seus trabalhos pois dali poderia aparecer algum artista que estava escondido? Aqui, fiz o mesmo chamamento e apareceram centenas de bons artistas, gente muito boa mesmo, em todas as áreas da cultura popular. Olha Zé Roberto, não sei até quando você estará aqui nesta parada, mas está convidado para o próximo sarau que acontecerá daqui á três dias, você viria? Sei que você tem muita coisa boa pra mostrar, não é?
-Vamos ver Bruno! Estarei na dependência do orçamento que o amigo do AEE fará do conserto de minha nave e depois que eu aprovar o orçamento, vamos ver quanto tempo levará para ser efetuado o conserto dela, pois não vou mentir meu caro, estou um pouco impaciente e com uma vontade danada de seguir viagem de volta a minha casa. Bruno, queria te pedir um favor, posso sentar-me um pouco aqui?
-Lógico meu amigo, sente-se e fique á vontade! Mas o que é isso? Porque se entristeceu agora? Você estava tão alegre? O que houve?
-Saudades meu caro... Saudades daqueles que eu amo tanto. Meus familiares e meus amigos. Saudades daqueles que se foram cedo para as esferas espirituais e saudades daqueles que se distanciaram de mim sem um motivo justo. A saudade é uma palavra que não tem tradução em outras línguas, mas também é um sentimento que quando aflora em nós, provoca uma sensação que não conseguimos expressar por mais que queiramos. Ah meu amigo, bateu uma saudade agora...
-Porque esse sentimento aflorou em você Zé Roberto, assim tão de repente?
-Meu caro Bruno, muitas vezes, pergunto-me simplesmente: Porque certas coisas tem que ser assim? Respostas ao vento é tudo que eu consigo! As palavras são arrastadas pelo redemoinho antes que eu consiga ler a resposta para a pergunta que eu fiz e quando o vento e o redemoinho cessam, as palavras que compunham a resposta estão estraçalhadas, desmembradas e as letras, cada uma para um lado estão espalhadas pelo chão desordenadamente de modo que não as consigo juntar por mais que eu tente... Recaída meu caro! Neste exato momento estou tendo uma recaída e preciso logo mudar de assunto para não entrar em depressão...
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domingo, 7 de outubro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 40
Diário Estelar 1234567/40
Sistema Solar: Desconhecido
Dia/Mês/Ano e Hora: Daqui a uma hora revelo...
-Hummmmmm... Estou que não me agüento! Também, quem resiste a todas aquelas pílulas de feijoada, couve manteiga refogada, arroz soltinho, tortas, bolos e sorvetes?? O cafezinho que tomei por último foi à gota d’água que faltava! Você, só uma redinha aqui me salva agora. Ta afim Bruno? Vamos fazer uma siesta?
-Não dá Zé, tenho mil coisas pra fazer na minha nave. Revisar manuscritos, ler poesias, colocar o Solar da Poesia em dia e responder ás milhares de mensagens que me chegam todos os dias. O Concurso de poesias já está na milésima edição e cada dia fica mais concorrido. Também, com uma rede de associados de cem mil pessoas você queria o que? Era de se esperar o sucesso não é?
-Com certeza! E esse sucesso será bem maior ainda com o passar dos tempos. Mas antes de pegar uma palhinha, vou até o Auto Elétrico Espacial para fazer um orçamento de minha nave. Onde é mesmo?
-É ali Zé, depois do posto de hidrogênio, está vendo?
-Ah sim, vamos lá... Caramba, que grande aqui né?
- Lógico amigo, as naves que aportam nesse hangar são imensas e muitas vezes até o teto tem que ser aberto para que a nave caiba aqui dentro. Veja quantos trabalham aqui. E é só para a parte elétrica hein? Funilaria e pintura são em outro departamento.
-Boa tarde, em que posso ajudá-los??
-Olha este é meu amigo Zé Roberto, ele está com uns probleminhas elétricos em sua nave...
-Pois é amigo, alguns conta giros não funcionam, o contador de anos-luz está pifado, os marcadores de combustível ora funcionam ora não funcionam, algumas lâmpadas internas e externas estão pifadas e acho que o mais importante é que meu relógio digital calendário não está funcionando. Dá pra olhar isso?
-Com certeza amigo, deixe a chave da nave aqui comigo e eu mandarei meu manobrista trazer ela até aqui. Qual é seu prefixo?
É ZR001PT !
-Ah sim, anotei! Tome aqui seu ticket. Daqui à uma hora mais ou menos o orçamento estará pronto.
-Ok amigão! Voltarei depois então. Um abraço!
-Zé, pra matar o tempo, vamos pra minha nave um pouco? Você não conseguirá tirar sua pestana agora mesmo. Vou te mostrar meu acervo de livros e de escritos, pode ser?
-Simbora Bruno, será um prazer! Nossa, bacana isso aqui hein? Que decoração maneira! Você é quem fez?
-Sim, eu criei tudo sozinho! Gosto das coisas muito bem arrumadas e me faz bem estar num ambiente organizado.
-Caramba, sua bike está pendurada aqui. Porque? Porque não a deixou lá na terra?
-Bom, não deixei primeiro porque ela sempre foi a minha fiel companheira e depois quem sabe eu não encontre uma ciclovia na Via Láctea o nos Anéis de Saturno não é?
-Eita Bruno, seria o máximo né? Sem trânsito, as pedaladas seria bem mais leves e dava pra fazer o dobro das pedaladas que você daria na terra. -Sonhar é bom meu caro.....
-Pois é, sonho sempre com muitas coisas. Com isso que acabei de lhe falar, com um mundo melhor, mais fraterno, um mundo onde as pessoas se amem mais e se compreendam, um mundo onde as pessoas se unam em propósitos benéficos comuns... É uma utopia? Pode até ser, mas acho que sonhar é possível e se tiverem duas pessoas pensando igual ao mesmo tempo, o sonho pode acontecer. Não é o Raul Seixas que cantava: “Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”?
-Sim, ele mesmo Bruno!
-Pois então....
-Eu também penso assim amigo e sempre que posso, luto para conseguir “converter” alguém para o meu lado.
-E como você faz isso Zé Roberto?
-Com meu exemplo Bruno! Procuro ser uma só pessoa e não duas entende? Assim, assimilo só coisas boas, tenho grandes amigos e estou sempre bem. As pessoas cruzam comigo e me dizem: Nossa, você está ótimo! um alto astral hein? Como consegue? Então lhes respondo para serem como eu. Amarem mais, viverem mais a vida. Ensino a darem mais valor as pequenas coisas e a cultivar as amizades, mantendo elas sempre perto de você. Isso tem dado certo Bruno. É uma doutrinação espontânea!
-Beleza Zé Roberto, gostei de ver! Bom, chegamos até meu cantinho preferido, a Praça da Poesia!
-Que lindo lugar.... Estou maravilhado!
-Você ainda não viu nada amigo! Venha aqui que eu vou lhe mostrar...

sábado, 29 de setembro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 39
Diário Estelar 1234567/39
Sistema solar: Desconhecido
Dia/Mês/ano e Hora: Ainda incertos mas por pouco tempo...
-Que delícia essas pílulas de feijoada! Parece que estou comendo uma autêntica Feijoada Carioca. A diferença é que se você comer moderadamente ela não para no estômago como a feijoada que se come lá na terra, só que se juntarmos tudo o mais que tem aqui neste balcão "self service", a coisa fica complicada, porque com certeza o estômago vai pesar e depois só uma redinha para ajudar a acabar com a moleza. Nada que uma soneca não resolva!
-Redinha, que isso Zé, você está brincando?
Não estou não Bruno! Eita coisa boa!! Pena que eu só tenho uma, senão você poderia também compartilhar de minha “siesta”.
-Deixa quieto Zé, tenho ainda uma porção de coisas pra fazer á tarde. Acessar as minhas atuais comunidades e sites da Internet e coordenar minhas Editoras para acompanhar a vendagem dos livros de poesia que eu lancei. Alguns dos poetas que começaram no Solar da Poesia, são hoje grandes e renomados poetas. Vendem muito meu amigo. A poesia hoje é muito valorizada na terra. Naquela época a poesia não tinha ainda o destaque que hoje tem e as pessoas se interessavam em ler só Paulo Coelho ou Zíbia Gasparetto. A poesia hoje, graças á Deus está no seu devido lugar.
-Que bom Bruno! Fico feliz com isso. Acho que a batalha de muita gente não foi em vão. Desejo ainda mais sucesso pra você. Quem sabe você ainda não publique um livro meu? Estou escrevendo “A História de Beatriz”, e procuro uma editora.
-Ah, vamos conversar Zé, mande uma cópia pra mim do que escreveu até agora e vamos conversar. Daí, quando você retornar a terra, talvez vá direto para uma livraria fazer uma tarde autógrafos, que tal?
-Maravilha!!! Deus te ouça! Oxalá isso aconteça pois é meu sonho!
-Legal, vamos tocar o barco então e tenho a certeza de que seremos parceiros. Aliás, falando em parcerias, como vão aquelas suas parcerias com aquele seu amigo Max Gasperazzo? Vocês compuseram muito não é?
-Ah Bruno, minhas composições com o irmão Max, foram todas sucesso. É incrível a sintonia que sempre existiu entre eu e ele. Acho que a sintonia espiritual que nós temos um para com o outro deve ser coisa de outras vidas. E quer saber mais Bruno? Somos reconhecidos onde vamos! Um dia, pouco antes de eu iniciar esta viagem, fomos juntos assistir a um show de nossa amiga Rita no Teatro Municipal de Piracicaba e quando entramos, o teatro estava lotadaço e nós ficamos meio confusos pois não tínhamos reservado ingresso nem ligado para a produção dela solicitando convites, mas assim que pusemos o pé no teatro, o pessoal da administração avisou a produtora dela que logo arrumou dois lugares na coxia, porque dizia a produtora da Rita, que se sentássemos na platéia, ficaria um burburinho tal que atrapalharia o show. Exageros a parte, seguimos a orientação da produtora dela e ficamos no Backstage, próximo as cortinas para apreciar o show, que diga-se de passagem foi lindo. Mas voltando ao assunto do qual me desviei, o Velho Max tem tido muito sucesso, pois as composições que ele tem com o Zé Geraldo, são sucesso até agora, gravadas e regravadas por muita gente.
-Que bom Zé Roberto, vocês serão ainda muito felizes em tudo o que forem fazer.
-Obrigado Bruno, obrigado mesmo pelas carinhosas vibrações!
-Bom Zé, acabamos de comer não é? Vamos então pedir uma pílula de café e a conta?
-Tudo bem Bruno, vamos sair que eu vou lá no Auto Elétrico Espacial pra fazer um orçamento do conserto de minha nave.Tá certo, vamos nessa! Garçom, duas pílulas de café e a conta por favor...
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