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sexta-feira, 2 de novembro de 2007

O REI TRISTE E O BOBO DA CORTE
O Rei andava triste e cabisbaixo e a razão dessa tristeza ninguém sabia dizer qual era. Nem a Rainha sabia o porque de Sua Majestade se encontrar em latente estado de depressão. Então, numa tentativa de tira-lo daquela situação, a Rainha resolveu que iria ajuda-lo de qualquer maneira, mesmo que ele não quisesse. Foi ao seu encontro na suite real e tentou conversar com ele numa tentativa de anima-lo, mas ele estava tão abatido que não deu ouvidos a sua esposa. Então a Rainha resolveu armar uma festa para o Rei, porque tinha esperanças de que tudo voltasse ao normal. Uma festa surpresa! Sim, quem sabe não seria a solução, pensou a Rainha? Então, com a ajuda de seus criados, organizou uma festa surpresa para seu querido marido. Festa armada, todos presentes, desde convidados ilustres de outros reinos, muitos súditos da região e até os mais modestos serviçais. Deu-se início então o evento real. Cantores e instrumentistas começaram a se revezar em um palco bem á frente de Sua Majestade, com suas Flautas, Cravos e Alaúdes, executando lindas e alegres cantigas, sob o olhar apático do Rei que se limitava a olhar com desdém os artistas, que um a um, iam deixando o salão real decepcionados por não conseguirem anima-lo. A situação se encontrava tão difícil e o clima tão para baixo que já começava a tomar conta de toda a platéia. Foi quando, num rufar de tambores, surge, danto piruetas a mais esperada atração da noite: O Bobo da Corte! Essa era a carta marcada que a Rainha tinha na manga, pois esse Bobo da Corte tinha a fama de já ter animado os mais rudes Reis de outros países. O Bobo da Corte, numa pirueta, simula uma queda e se estatela no chão, aos pés de sua Majestade. A audiência caiu na gargalhada, porém o Rei estava ali, sentado de olhar fixo e sem nenhuma emoção em seu semblante. Disposto a fazer Sua Alteza sorrir, nem que fosse um simples “sorriso plástico”, o Bobo da Corte se esforçou ao máximo, usando de todos os seus truques, alguns nunca antes usados. Uma hora depois, exausto, o Bobo da Corte termina a sua frustrada apresentação, curvando-se diante do Rei em sinal de reverência. Nesse momento, o Rei se levanta e quando todos achavam que Sua Majestade o aplaudiria, o Rei aponta o dedo para o Bobo da Corte, olha para a guarda real e brada com voz firme: Cortem-lhe a cabeça! Ao ver a decisão de seu marido, o desespero do Bobo da Corte e a ordem ser cumprida, a Rainha saiu em disparada pelo salão real e correu para a sua suite real, se trancando lá para sempre em profunda depressão, para de lá não mais sair, enquanto Sua Majestade ao ver a cabeça do Bobo da corte rolar para dentro do cesto de vime, abre um tímido sorriso, que vai se modificando lentamente para um franco sorriso até se transformar numa profunda gargalhada. A partir desse dia, o Rei nunca mais parou de rir e o reino voltou a ser feliz!
Decifra-me ou te devoro

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 49
Diário Estelar 1234567/49
Sistema Solar: Alfa Centauro
Dia 23 – Mês de Maio – Ano 2.030 – 22hs:16mts:18s
Estou olhando aqui na janela de vigia que me dá uma ampla visão do espaço sideral. Tudo passa rapidamente por mim por causa da velocidade pela qual navega a minha nave. Meteoritos, asteróides, lixo espacial, pequenos astros e outras tranqueiras desconhecidas zunem ao passar raspando a lateral de minha nave. Aquele “balanceamento” que fiz antes de sair para esta viagem foi muito bem feito, porque minha nave não sai nem um milímetro sequer da rota, mesmo quando eu largo o leme. Programo a rota, ligo o piloto automático e piloto na boa até com os pés em cima do painel. Êta vida boa! Não tinha esperança de poder reencontrar o sentimento perdido. Achava que estaria amarrado por muito tempo ainda em sofrimentos e angústias, perguntas sem respostas e problemas insolúveis, mas o tempo me mostrou até rapidamente que eu tinha condições de reverter esse quadro. Foi difícil? Com certeza, mas o que é que não conseguimos com fé, dedicação, vontade e perseverança? Muita coisa não é? Com certeza, me sinto agora absolutamente vacinado e preparado para encarar quaisquer outros desafios e obstáculos semelhantes a esse que se transpuserem em minha vida cruzando o meu caminho. Bom, vou checar agora os sinais vitais da nave e todos os equipamentos. Preciso verificar também o marcador de combustível para ver se ele não está marcando errado novamente, porque essas coisas podem vir a falhar de novo, principalmente porque andei olhando aqui no relatório do Auto Elétrico e estou reparando que a peça que foi colocada não é original. Será que é uma boa peça? O eletricista me pareceu bem honesto e trasbalhou bem mas... Bip...Bip...Bip...Bip...Bip...Bip...Bip... Olha só, o rádio chamando!! Quem será uma hora dessas?
-ZR001PT na escuta? Câmbio! Zé Roberto? Bruno Oliveira na área!
-Diga Bruno, como está?
-Eu estou ótimo, e você? Onde está agora?
-Bruno eu estou muitíssimo bem obrigado! Nesse momento estou na região de Alfa Centauro.
-Ah está longe hein? Sua nave está numa velocidade estonteante né? saiu agora mesmo e já está na metade do caminho de volta. Isso é bom!
-Com certeza Bruno! Estou bem adiantado. Mas que bons ventos o trazem até o Rádio Comunicador, saudades meu caro?
-Também Zé, mas trago notícias pra você que dizem respeito à nave mãe. Lembra que você procurava notícias? Pois bem, um de meus amigos cruzou o espaço na região de Wolf’s Valley e cruzou com a nave mãe por lá. Deu uma paradinha para tentar travar um diálogo, mas não conseguiu porque ninguém o atendeu. Acho que os tripulantes se isolaram e se fecharam em copas. Esse meu amigo tentou trocar umas mensagens com o comando da Nave Mãe, mas não obteve resposta. Parece-me que alguém lá queria até fazer um contato, mas o comando geral da nave proibiu. Então lamento lhe dizer que não foi possível te ajudar. Tentamos, mas sem chance. A Nave permanece estacionada por lá sem previsão de partida. Era isso que tinha a reportar caro viajante...
-Bruno meu caro, agradeço imensamente toda a ajuda que me prestou e também a ajuda que seus amigos estão prestando. Mas quero lhe dizer que a Nave Mãe pra mim agora é passado e que se um dia pude visitá-la me encantando com a região que visitei, tive pesadelos que não mais quero ter. As regiões pelas quais eu passei, se assemelham ao inferno, pois são quentes e ao mesmo tempo sombrias. Estou indo de volta pra casa. Meus mapas de navegação ainda poderão estar errados, mas isso não importa porque agora farei minhas as palavras do amigo Raul seixas e cantarei: “Não sei onde estou indo, mas sei que to no meu caminho!” Trafego agora numa rota que julgo ser certa e conto com a ajuda de muita gente que com certeza vibra para que eu não mais me desvie deste meu objetivo. A Nave Mãe está estacionada numa bela região meu amigo e espero que ela permaneça por lá e que possa ser muito feliz. Meu apoio e minhas vibrações serão sempre nesse sentido, pode acreditar. Ela traça seu roteiro com a ajuda de outro comandante e acredito sinceramente que a viagem que ela pode vir a iniciar há de ser maravilhosa, bem sucedida e não tem nada que possa dar de errado entende? A Nave Mãe resolveu se isolar nessa região e ela está muito certa meu caro amigo, pois esta é uma região de calmaria muito grande. E que atire a primeira pedra quem não queira uma calmaria em sua vida! Estou certo? Portanto, cesse a procura Bruno! Obrigado de coração, mas eu já encontrei o que eu realmente queria e desejava: A paz de espírito, à volta do raciocínio lúcido e os passos firmes neste chão!
-Valeu amigo Zé Roberto, fiz o que fiz com o intuito de ajudá-lo e sinto que realmente você está ótimo. Mandarei uma mensagem às naves pedindo para encerrarem as tentativas de contato com a nave. Um grande abraço pra você meu amigo, fique com Deus e tenha uma ótima viagem! Câmbio Final Zé Roberto!--Obrigado! Nos encontraremos ainda em breve e então nos abraçaremos e cantaremos celebrando a vida. Amém e que assim seja! Câmbio Final Bruno!
É engraçado, mas eu nem acredito que escrevo isso com o coração tão tranqüilo. Minha respiração é normal e meus batimentos cardíacos seguem compassados, num ritmo absolutamente normal. Salve a vida, salve a tranqüilidade, salve a tomada de consciência, salve os amigos que nos dão a força necessária para trilharmos os caminhos tortuosos de minha vida. Sinto que amanhã para mim será um dia super especial, cheio de surpresas e então preciso me preparar para as boas surpresas da vida. Vou tomar um bom banho, vestir meu pijama espacial e cair nos braços de Morfeu. Sonharei sem sombra de dúvida com os amigos e com as bem-aventuranças da vida. Uma boa noite á todos e até amanhã se Deus quiser! (E ele há de querer!!).

terça-feira, 30 de outubro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 48
Diário Estelar 1234567/48
Sistema Solar: Atlantis Novalis
Dia 22 Mês: Maio Ano: 2.030 Horário: 18:38:55
Dezoito horas, trinta e oito minutos e cinqüenta e cinco segundos do dia vinte e dois de Maio de dois mil e trinta. Quanta distância percorrida em tão pouco tempo! É a vontade de voltar logo para casa o mais rápido possível. Vejo tudo agora com outros olhos. É engraçado como o espaço agora tem uma nova “cara”. Os planetas parecem mais brilhantes e as estrelas cintilam com muito mais intensidade. Creio sinceramente que o nosso astral tem uma grande contribuição no nosso modo de ver a vida de uma forma geral. Lembro-me daquele desenho super antigo que passava nas antigas tevês de tubo. O desenho era Lippi e Hardy, um Leão e uma Hiena, alguém lembra disso? A hiena reclamava de tudo, muitas vezes até por antecedência e a vida dela era sempre cinza, sem cor. Os problemas espoucavam constantemente para ela e a tristeza sempre reinava no dia a dia desse pobre animal. Creio que em boa parte dessa jornada eu fui acometido pela “Síndrome de Hardy”, porque era triste, pessimista e meio que sem esperança na vida. Minha jornada foi procurar, tatear no escuro, me lamentar, buscar respostas para perguntas que sempre tiveram uma resposta visível. Mas a cegueira espiritual que embotou meu pensamento trouxe transtornos e fez com que eu quase me perdesse para sempre. Procurar, procurar... quanto tempo perdido! O poeta Zé Geraldo certa vez cantou: "Procurei no mundo inteiro o que estava aqui tão perto...” Eu então, pedindo licença ao grande poeta Zé Geraldo e seu parceiro Tavares dias, adaptaria nesse momento essa frase para os meus dias atuais e diria: “Procurei no universo todo, o que estava aqui tão perto...” Tristezas inúteis, rotas absolutamente dispensáveis, giros em falso em torno de meu próprio eixo. E para que? Para nada! Tanta luta, tanto esforço inútil. Desperdício de energias materiais e espirituais que poderiam ser utilizadas para outros fins. Mas é a vida! Certas situações acontecem para que você possa aprender a conhecer melhor as armadilhas que se colocam em seu caminho. E alguns desses nossos caminhos são polvilhados de minas terrestres, que quando detonadas com um simples passo em falso nosso, não dilaceram apenas o nosso pé ou a nossa perna, dilaceram também e principalmente o nosso coração. Mas a cola tudo da amizade, trazida por antigos e novos amigos é capaz de colar até os menores estilhaços do coração, reconstruindo-o totalmente sem deixar a menor cicatriz. Agora, de volta a “estrada”, volto as minhas baterias vibratórias para as coisas boas, sintonizando meu pensamento com bons fluidos e tendo na mente sempre a certeza da vitória. O espiritismo, doutrina que professo, nos ensina que “semelhante atrai semelhante”, o que na prática quer dizer que se você pensa negativamente atrai coisas negativas, se você caminha com passos tortos por livre e espontânea vontade, terá sempre a companhia de amigos afins, que farão todo o possível para sugar todas as suas energias até deixa-lo estirado na sarjeta, completamente sem forças até para abrir os olhos. Orai e vigiai nos ensinou Jesus, eis aonde falhei! E o pior é que mesmo sabedor disso, falhei de forma estúpida, num erro que poderia ter me custado uma existência inteira, fazendo desmoronar em poucos dias uma edificação que levei anos para construir tijolo a tijolo. Mas acordei a tempo e tenho a mais absoluta convicção de que, embora esse despertamento tenha se dado por minha livre e espontânea vontade, acredito piamente Ter tido a ajuda do plano maior que enviou até a mim um socorro imediato e providencial, ajuda e socorro esses que eu tanto pedi em minhas orações. E que lição eu tiraria de tudo isso que aconteceu comigo? Que o cuidado é essencial, que a vigilância é primordial e que certas lições são para vida toda. Meus passos agora são milimétricamente planejados e meu pensamento está bem á frente de meus atos., tateando o caminho a procura das armadilhas que possam estar escondidas em algum ponto da estrada. Estarei cem por cento seguro? Claro que não, mas a probabilidade de um erro crasso é muito menor. Os olhos da razão estão mais abertos do que nunca e creio sinceramente que nunca enxerguei tão bem na vida. Aquela hipermetropia que eu tinha, simplesmente desapareceu. Hipermetropia sim, pois eu enxergava de perto muito mal. Portanto deixo como mensagem a todos aqueles que nesse momento estiverem lendo esse diário, mais uma frase maravilhosa do nosso sempre querido Zé Geraldo: “Muito cuidado mulher, nem todo Ouro seduz, pra fazer seus projetos na vida, o cego não conta com a luz” cuidado com os passos que derem, mantenham-se sempre na defensiva e com um pé atrás em tudo o que forem fazer e só caminhem quando se certificarem de que a areia sob seus pés não é movediça. Muita gente se aproxima de nós com o único intuito de conseguir proveitos e vantagens pessoais e depois nos descartam como aquela carta de baralho que não serve para nada. Lamnetável. Bom, é isso! Ponto final por hoje meus amigos. Está na hora de jantar, estão servidos? Depois de bater um rangaço, vou ficar na sala de rádio um pouco, afim de auscultar as batidas do coração do universo para ver se descubro em alguma de suas artérias um sinal de vida inteligente por aí e sei que tem muitos. Fariam contato comigo agora? Vamos ver! Se fizerem, contarei para vocês meus amigos, podem ter certeza!!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

A Linda Dama do Rio de Águas Escuras
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Chegaste num belo momento
Mas em ti não prestei atenção
Estava só
desatento
Sem rumo,
Nem direção

Meu olhar meio perdido
Olhava tudo
Nada enxergava
Parecia adormecido
Tímido se encontrava

Minha voz quase calada
No ar pouco se fez ouvir
A ti então quase nada
Conseguiu transmitir

Ah se eu pudesse prever
O que o futuro me reservaria
Ao seu lado
Irias ver
O todo o tempo ficaria

Beberia da fonte cristalina
Que verte águas límpidas e puras
Jorradas de seu peito
Preciosa mina
Ó linda dama
Doce menina
Do Rio de Águas Escuras

domingo, 28 de outubro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 47
Diário Estelar 1234567/47
Sistema Solar: Capela
Dia: 21 Mês: Maio Ano:2.030 Horário: 14:35:60
-Uahhhhhhhhhhhh.... Que preguiça.... Dormi legal, caramba! Apesar de estar com um gosto horrível de cabo de Guarda Chuva na boca, estou inteiraço e pronto para zarpar. Vou tomar um bom banho pra terminar de acordar, vou fazer uma refeição caprichada e então darei partida na minha nave pra fazer o caminho de volta. Fico pensando: Que surpresas me aguardariam em minha volta á terra? Serei bem recebido? E os amigos, onde estarão? E o que fazem nesse momento? Estarão felizes? Acho que sim. Já dizia o bom e velho Poeta Zé Geraldo: “O homem escolhe seus caminhos, cada um é feliz a sua maneira...” Então acho que devem estar super felizes. A maiorias dos meus amigos sempre fez esforço pra progredir na vida, pra conseguir sucesso e pra ser feliz. Um ou outro leva a vida na flauta ou acha a vida uma grande piada, mas o resto dos amigos é esforçado e vai merecer os louros da vitória, porque tem fé, perseverança, vontade de vencer e trabalha muito pra isso. Bom, mas deixa de conversa. Vou pegar a minha toalha, meu patinho de borracha e vou mergulhar em minha banheira pra relaxar um pouco... “Lá fora esta chovendo, mas assim mesmo eu vou correndo só pra ver, o meu amor. Ela vem toda de branco, toda molhada e despenteada que maravilha, que coisa linda é o meu amor...” Ué, o que estão olhando? Vocês não cantam durante o banho não? Duvido! Cantar debaixo do chuveiro ou dentro de uma banheira é muito bom! Gosto muito de Jorge Ben. Nesse ano em que estamos, pouquíssimas pessoas devem se lembrar dele ou mesmo o conhecerem. Mas o Jorge Ben nos idos anos 70 já fez músicas muito legais, algumas até proféticas, além do tempo dele. Quem se lembra desses versos: “Os alquimistas estão chegando, estão chegando os alquimistas” No passado remotíssimo da terra, os alquimistas sonhavam em transformar pedras em ouro. Hoje em dia, os alquimistas modernos já fazem isso, em pequena escala, mas fazem. Acho que não seria legal se a produção de ouro fosse em escala industrial, senão as economias de muitos países da terra iriam despencar. Os presidentes seriam os novos “Midas” e na minha opinião seria o caos. Mas Jorge Ben escreveu muito bem sobre esse tema, assim como alguns outros artistas de nossa MPB. Agora vou comer umas pílulas de omelete, arroz a grega e salada de maionese e tomar um suco de frutas tropicais que eu trouxe da terra. Aliás, minha dispensa está cheia desses sucos, porque fiquei com medo de não encontrar aqui em cima (ai, olha a dúvida de novo me atazanando. Aqui é em cima? Ah, deixa pra lá..) um Pão de Açúcar pra poder comprar uns mantimentos. Acabou que acho que não vou precisar. Mas imagine se eu vou a um planeta que não tem nada disso? Imagine um brasileiro acostumado com um bom prato de arroz, feijão e bife, chegar naqueles países asiáticos e só encontrar aquelas “iguarias” pra comer, tipo insetos, vegetais estranhos e etc? Sai fora! Riscos como esse eu não quero correr de jeito nenhum! E depois, não troco uma omelete maravilhosa como essa que acabei de comer por nada desse mundo, embora tenha que admitir que uma pizza também seja também algo irresistível! Agora é escovar os dentões (como diz o amigo Max Gasperazzo), regular as coordenadas, esquentar os motores, ligar os faróis e iniciar a viagem de volta. Tomara que no caminho eu encontre com algum conhecido, porque acho que a viagem de regresso pode não ser lá tão rápida e seria chato viajar sozinho novamente por todo esse tempo, se bem que o que importa é que eu estou voltando não é?
Essa é uma das poucas viagens onde a volta é mais prazerosa que a ida. Triiiiiiimmmmmmm.... Nossa, a campaínha, quem será? Hummm Já sei... entre Bruno, a porta está aberta ! Eu ia mesmo dar uma passada lá para me despedir de você meu amigo.
-Grande Zé Roberto, vim aqui te dar um abraço e desejar a você uma tranquila viagem e um excelente retorno para a sua casa. Que os anjos te acompanhem e alicercem essa sua volta meu caro!
-Bruno meu amigo, nem sei como agradece-lo pela acolhida e por tudo o que fez por mim. Se não fosse por você emu amigo, não sei se teria encontrado meu rumo, pode acreditar.
-Que isso Zé, você teria encontrado seu rumo sim, porque tomou a consciência a tempo de que estava no caminho errado, de que estava fazendo uma viagem inútil e mais do que isso, acredito que esta era uma viagem que você jamais deveria ter começado. Dê um forte abraço aqui meu caro! Vamos selar definitivamente esta nossa amizade para todo o sempre.
-Até breve Bruno! Felicidade e sucesso, você merece. fique com Deus!
-Até mais amigo, estaremos sempre ligados via e-mail ou via telepatia mesmo. Adiós muchacho! Fui...
-Grande Bruno, ainda vou reve-lo na terra e comemoraremos muito tudo isso! Pronto, vamos lá, Ponte de Comando aqui me vou! Vinte e um de Maio de dois mil e trinta, dezessete horas, vinte e cinco minutos e quarenta e cinco segundos - Sistema solar de Capela – Destino: Terra – Coordenada Sete Graus - Velocidade de Cruzeiro. Vamos botar mais lenha na caldeira para ver se acelero esta banheira voadora hehehehehehehehe Motores ok! Luzes internas e externas ok! Painel ok! Computador de Bordo ok! Combustível ok! Ar ok! Temperatura ok! Vamos embora...Adeus Capela! Adeus tristeza! Que as estrelas me acompanhem e que elas possam ser sempre o brilho que ilumine os meus caminhos nessa minha viagem de volta. Que assim seja! Vruuuuuuummmmmmmmm.......
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VIAGEM ASTRAL
Oh pássaro imenso
Que voa ao meu lado
Neste céu denso
Azul e estrelado...
Guia minha viagem
Põe minha bússola no prumo
Para que com coragem
Eu encontre o meu rumo
Mostra-me o caminho
Que preciso seguir
Mas não quero ir sozinho
Comigo precisas ir!
Bate tuas asas imensas
De um branco sem igual
Rasga as nuvens densas
Oh ave Divinal!
Pássaro lindo e benfazejo
Que não sei de onde vem
Mas que me guia no desejo
Desejo esse que muito almejo
De encontrar quem me faz bem!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 46
Diário Estelar 1234567/46
Sistema Solar: É hoje, finalmente!
Dia/Mês/Ano e Hora: Mas que insistência, espera pô!
-Senhores, já estamos fechando!
-O que? Como? Onde? Ai minha Nossa Senhora da Anunciação! É madrugada Bruno, já estão lavando o bar! Cadê o Rodrigo e a Patrícia?
-Foram embora Zé. Eles estavam muito cansados e saíram lá pelas 3 e meia da madruga.
- Mas porque não me acordou cara? Nooooossa, que bode! Tô mal...
-Zé, tente te acordar, mas sem chance! Você dormiu de roncar. Também, com tanto pirata assim quem não ficaria bodeado? Até eu! Imagine pra você pilotar a sua nave agora, não vai ser fácil!
-Minha nave, me esqueci dela! Já deve estar pronta de velha e eu ainda não fui busca-la.
-Não precisa Zé, o manobrista sabia que a gente estava aqui no bar e veio dar um toque de que ela já está estacionada no hangar. Aqui estão as chaves, olha!
-Obrigado Bruno, te devo mais essa! Vamos sair agora? Se não sairmos eles passam o rodo na gente.
-Vamos sim. Dá pra levantar?
-Claro que dá, espere... Ai ai ai ai, que dor de cabeça! Estou ferrado. Mas sabe de uma coisa? Esse porre foi meio que uma despedida de solteiro. Estarei fazendo a minha despedida dessa viagem sem rumo, dessa navegação sem rota, dessa jornada solitária. Daqui para a frente será só alegria, se Deus quiser e ele há de querer. Bom, façamos o seguinte Bruno: Vamos comigo até a minha nave. Vou ficar por lá e você segue pra sua nave que está estacionada no hangar ao lado. Eu vou deitar, dormir um pouco de forma decente, levanto, tomo um banho, abasteço, checo a nave para ver se ela está mesmo tinindo e então vou até a sua nave para me despedir de você ok?
-Ok Zé, estarei te esperando. Eu não vou dormir não... Assistirei a TV Espacial até o Sol raiar. Bom descanso Zé!
-Tá certo! Bom descanso Bruno!
“Falta pouco pras seis horas da manhããããã.. e gente correndo atrás do destino e da compensação...” Hummmmm... Parece que está tudo em ordem por aqui. Aliás, ela está mais clara, mais brilhante. Acho que além deles terem trocado as lâmpadas queimadas ainda deram uma limpada nas lâmpadas velhas que ficaram mais brilhantes. Maravilha! Quer saber? Pensando bem, acho que não vou dormir coisa nenhuma! Vou xeretar tudo pra verificar se está tudo em ordem e então arrumo minhas trouxas e Zapt! Dou o fora. Deixa ver... Ar ok! Temperatura ok! Marcador de combustível ok? Painel de controle e monitores ok!Ah, vamos ver o Relógio Digital Atômico. Uau! My God! Meu “padim padi Ciço!” Como é que é? Nossa, veja isso: 20/05/2.030 – 05:40:30 – Temperatura ambiente: 25ºC - Temperatura Externa: 2OoC – Umidade relativa do Ar: 40% - Sistema Solar: Capela*. Capela? Jura por Deus? Ai meu Jesus Cristinho! Estou em Capela!! Viva!! Estou em Capela!!! Que maravilha! Capela é, segundo o escritor Edgard Armond o planeta de onde se originou a raça humana na terra. Que coisa doida! Nunca em minha vida sonhei que um dia estaria neste lugar. Depois da transformação pela qual passou o planeta, eles aprenderam, evoluíram e estão agora bem mais adiantado que nós, pobres terráqueos. Caramba, deixa só eu retornar a terra 1 quando eu contar, ninguém vai acreditar! Vou tirar altas fotos antes de partir.Bom, está tudo em ordem, o tanque de hidrogênio está cheio, minha dispensa deve dar até o próximo hipermercado espacial. Acho que agora eu mereço um bom banho e algumas horas de um descanso tranqüilo e sereno não é?Então me dêem licença que eu vou tomar um banho rápido pra tirar o “sereno” da madrugada e vou dormir. Tchau, ou como nós dizíamos em nossas antigas conversas de MSN: CFPE (Câmbio Final Por Enquanto)...
* Quem quiser saber mais sobre Capela, leia o livro "Os Exilados de Capela" de Edgard Armond e quem quiser ler todos os capítulos deste diário, clique no final da postagem no marcador: Diário Estelar e procure desde o primeiro capítulo.