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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Este desenho nos faz ter vontade de voltarmos a ser crianças! Á benção Toquinho! Sensacional!!! Curtam e se emocionem. Beijos á todos!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O BELO SORRISO DA CLARA MANHÃ DE CLARINHA

O Outono se encaminhava para a metade da estação e aquele friozinho que eu tanto gosto já me fazia sentir aquela vontade de estar ao pé de uma lareira com uma caneca de chocolate quente em uma casa aconchegante, mas eu me encontrava só, perdido em muitos pensamentos sentado no banco de uma linda praça de uma tranqüila cidadezinha litorânea. Embora eu estivesse á beira mar, o movimento era bem pouco na praça, na orla marítima e dentro do mar por causa do friozinho que se fazia presente. A praça era bem cuidada e estava com canteiros bonitos recheados de belas flores que estranhamente pareciam estar se adiantando á primavera e que traziam estampadas em suas pétalas, cores vivas e variadas que faziam muito bem aos meus olhos. E eu fiquei ali observando toda aquela generosa natureza criada por Deus que nos ofertou a fim de que elas, as flores, enfeitassem nossas vidas e trouxessem mais perfume aos nossos ambientes não só internos como externos. Na praça também havia frondosas árvores frutíferas que alimentavam centenas de aves que se saciavam com os frutos que pendiam nos galhos e ao mesmo tempo recolhiam o alimento necessário para suas crias que também estavam se abrigando em ninhos alojados nos galhos dessas árvores lindas. A sincronia da natureza em comunhão com o tempo ameno e fresco fazia com que meu pensamento se distraísse um pouco, tornando minha mente mais tranqüila e serena. E assim, por muito tempo fiquei olhando fixamente as árvores, os pássaros e o movimento no entorno dessa bela praça que conseguia me entreter sobre maneira e isso fez com que o tempo passasse de uma forma tão rápida que quando eu me dei conta, a noite já chegava, trazendo as primeiras estrelas. Então me deitei no banco da praça, fixei meus olhos no céu e comecei a contar uma por uma das estrelas do céu, das menores as maiores, das menos brilhantes as mais reluzentes.
Quando eu atingia a marca de 200 estrelas percebo que alguém está ao lado de meu banco em pé. É uma linda menina, morena, que trazia nos lábios um belo sorriso natural e que me olhava com muito carinho. Levantei-me rapidamente me desculpando por ali estar enquanto ela poderia estar querendo sentar, mas ela fazendo um gesto para que eu não me levantasse me disse:
- Fique á vontade meu querido, faz tempo que te observo e percebo que você está viajando em seus pensamentos de uma forma tão compenetrada que não quis te incomodar.
-Não, você não incomoda não minha linda, sente-se e vamos conversar um pouco. Eu estava mesmo querendo conversar...
- Que bom, também adoro conversar e me parece que você não está muito bem, por isso, ao invés de eu me sentar com você, eu o convido para que venha comigo andar pela areia da praia e então conversaremos.
- Boa idéia eu disse, vamos sim!
Então adentramos a areia da praia, fomos até aonde a onda terminava de espalhar a água do mar, tiramos nossos calçados e começamos a andar bem devagar, a principio em silêncio ouvindo o som do quebrar das ondas. Foi quando essa linda menina pegou em minha mão e caminhando de mãos dadas comigo me perguntou:
- O que te aflige meu amigo? Sua expressão me parece um pouco triste, séria. Não gostaria de ver essa expressão em seu semblante. Você gostaria de se abrir comigo?
- Ah menina, eu disse, estou bem... Minha expressão é esta mesmo sabe? Eu não sei sorrir...
- Como não? Todos nós sabemos sorrir de alguma maneira meu lindo!
- Eu não sei não menina. Vejo as fotos de muitas pessoas com aqueles lindos sorrisos e eu me entristeço porque embora tente, não consigo esboçar o menor sorriso, mesmo um sorriso plástico, falso, amarelo.
- Ah o que é isso meu lindo. Não diga isso! Deixa eu te contar uma coisa. Vamos nos sentar aqui na beira mar?
- Sim, vamos menina...
Sentamos na areia da praia num lugar aonde as ondas quase chegavam aos nossos pés e então a linda menina virou-se para mim com um olhar doce e terno e começou a me contar uma história:
- Outro dia, uma grande amiga me falou: Olha, gostaria muito de poder abrir-lhe meu maior sorriso, mas infelizmente não posso, porque estou com uma pequena falha em meus dentes e tenho vergonha. Então eu lhe disse: Deixe disso amiga, qual é o problema? Fique tranqüila! E disse a verdade a ela, afinal, para se ter e dar um belo sorriso não é preciso que tenhamos uma boa dentição, e sim, que coloquemos para fora os nossos melhores sentimentos em relação á pessoa a quem dirigimos nossos sorrisos. Um belo sorriso, sempre traz em seu gesto, amor, carinho, amizade, força, vibração positiva, amparo e principalmente sinceridade. Quando dirigimos nosso melhor sorriso a alguém, mostramos a essa pessoa que estamos sendo afetuosos estamos sendo sinceros com ela, estamos dizendo que a amamos, que a compreendemos, estamos dizendo que achamos que ela pode seguir em frente, que damos apoio a ela em algo, e enfim, estamos dizendo com os lábios que ela pode confiar plenamente em nós sempre. Mas aí alguém poderia me perguntar meu lindo: Mas e os sorrisos irônicos e falsos, como é que ficam nessa? Respondo facilmente: Não ficam em lugar nenhum, pois os sorrisos falsos, irônicos ou plásticos, se desfazem em questão de segundos, porque não se sustentam, são frágeis e voláteis, ao contrário dos verdadeiros sorrisos que ficam para sempre estampados na face de nosso espírito, ornamentando um rosto angelical que a eternidade tratará de perpetuar para todo o sempre e que será sempre belo. Sabe, um dia um amigo me contou uma história (fictícia, é claro) de um ateu convicto que viveu a sua vida a fazer a caridade para com seus semelhantes sem nunca ter acreditado em Deus. Quando morreu, foi para o céu e lá foi recepcionado por anjos que o carregaram e o passaram na frente de muitos beatos, que viveram a vida terrena inteira rezando a Deus, sem nunca ter dado um donativo sequer para seu semelhante.
Então, relembrando essa história, meu lindo, me pus a pensar: Quantos desdentados por aí não abrem seus melhores sorrisos para seus semelhantes, ao contrário de muitos portadores de dentes de ouro que fecham ou viram suas caras para nós não é mesmo? Por isso, digo não só a você, meu lindo amigo, mas digo sempre a todos os que eu encontrar por onde eu passar: Abram sempre seus melhores sorrisos a todos os que cruzarem vossos caminhos, mesmo que vocês não tenham um só dente na boca e extraiam esses sorrisos de vossos corações, e antes de abri-los, mentalizem o seguinte: Amigo, abro para você o meu melhor sorriso, extraído de meu coração puro e generoso e ele virá recheado com as minhas melhores vibrações e intenções, extraídas por sua vez de minha mente. E eu dirijo a você esse sorriso, como prova de amor, sinceridade, confiança e amizade. Entendeu meu amigo? Captou a essência do que eu disse?
- Sim, captei sim menina... Que lindo isso! Nossa, estou radiante com o que você disse eu disse. Isso me fez um bem danado, eu disse, olhando bem nos olhos dela.
Aí com aquele sorriso angelical e o olhar mais doce do mundo ela disse:
- Então você já sabe meu lindo! Ao cruzar comigo, quero o seu melhor sorriso e desejo que este sorriso possa se perpetuar em seu rosto, como um belo quadro eterno e valioso de um grande pintor. Que esse seu sorriso possa ser um exemplo para todos e que ele possa contagiar os que estiverem ao seu lado tristes e cabisbaixos. Saiba que seu sorriso tem uma força imensa e traz embutido nele uma grande concentração de amor que você não deverá guardar para si, mas externar e distribuir aos seus semelhantes num grande gesto de caridade. Sorria para mim agora, vamos ver esse belo sorriso!
Depois de tudo o que ela me disse, me virei novamente e olhando bem em seus olhos, abri imediatamente um grande e belo sorriso que nunca mais se apagou de meu rosto. Ao ver meu sorriso ela disse carinhosamente para mim:
- Agora deite na areia, olhe para o céu e continue a contar suas estrelas, pois vai enxergá-las de forma diferente, pode acreditar. Em que numero você tinha parado mesmo? Continue a admirar toda a natureza que eu vou indo agora. Preciso partir, mas você ficará bem, tenho certeza.
Então eu a abracei ternamente agradecendo a ela não com a voz, mas com o coração ao mesmo tempo em que ela, segurando com suas duas mãos meu rosto, beijou-me a fronte num gesto lindo de amizade. Enquanto ela se levantava a começava a se distanciar de mim, me deitei feliz da vida para recomeçar a contar minhas cintilantes estrelinhas, mas nesse momento me deu um estalo e eu me levantei falando para ela:
- Hei menina linda, você que me ajudou tanto e a quem, tanto agradeço, me esqueci de perguntar: Qual é o seu nome meu anjo?
Aí ela parou de caminhar, virou-se para mim e com aquele terno sorriso me disse mansamente:
- Quer saber meu nome meu lindo?
Eu disse: - Sim, eu quero linda!
Ela então se virou novamente, recomeçou a andar e me disse enquanto seguia enfrente:
- Meu nome? Meu nome é Clara, mas pode me chamar de Clarinha meu lindo...
Disse isso e se afastou, sumindo na escuridão das areias da praia. Eu por minha vez fiquei deitado na areia da praia feliz da vida contando milhões de estrelas até esperar o dia clarear, trazendo o raiar de uma manhã que eu batizei de “A Clara manhã de Clarinha”.

Este texto é dedicado a uma linda e amada amada amiga que tive o prazer de conhecer no Orkut e que saiu da tela do computador para se instalar em meu coração. Beijos minha amiga, obrigado pelo seu carinho de sempre.

sábado, 29 de setembro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 39
Diário Estelar 1234567/39
Sistema solar: Desconhecido
Dia/Mês/ano e Hora: Ainda incertos mas por pouco tempo...
-Que delícia essas pílulas de feijoada! Parece que estou comendo uma autêntica Feijoada Carioca. A diferença é que se você comer moderadamente ela não para no estômago como a feijoada que se come lá na terra, só que se juntarmos tudo o mais que tem aqui neste balcão "self service", a coisa fica complicada, porque com certeza o estômago vai pesar e depois só uma redinha para ajudar a acabar com a moleza. Nada que uma soneca não resolva!
-Redinha, que isso Zé, você está brincando?
Não estou não Bruno! Eita coisa boa!! Pena que eu só tenho uma, senão você poderia também compartilhar de minha “siesta”.
-Deixa quieto Zé, tenho ainda uma porção de coisas pra fazer á tarde. Acessar as minhas atuais comunidades e sites da Internet e coordenar minhas Editoras para acompanhar a vendagem dos livros de poesia que eu lancei. Alguns dos poetas que começaram no Solar da Poesia, são hoje grandes e renomados poetas. Vendem muito meu amigo. A poesia hoje é muito valorizada na terra. Naquela época a poesia não tinha ainda o destaque que hoje tem e as pessoas se interessavam em ler só Paulo Coelho ou Zíbia Gasparetto. A poesia hoje, graças á Deus está no seu devido lugar.
-Que bom Bruno! Fico feliz com isso. Acho que a batalha de muita gente não foi em vão. Desejo ainda mais sucesso pra você. Quem sabe você ainda não publique um livro meu? Estou escrevendo “A História de Beatriz”, e procuro uma editora.
-Ah, vamos conversar Zé, mande uma cópia pra mim do que escreveu até agora e vamos conversar. Daí, quando você retornar a terra, talvez vá direto para uma livraria fazer uma tarde autógrafos, que tal?
-Maravilha!!! Deus te ouça! Oxalá isso aconteça pois é meu sonho!
-Legal, vamos tocar o barco então e tenho a certeza de que seremos parceiros. Aliás, falando em parcerias, como vão aquelas suas parcerias com aquele seu amigo Max Gasperazzo? Vocês compuseram muito não é?
-Ah Bruno, minhas composições com o irmão Max, foram todas sucesso. É incrível a sintonia que sempre existiu entre eu e ele. Acho que a sintonia espiritual que nós temos um para com o outro deve ser coisa de outras vidas. E quer saber mais Bruno? Somos reconhecidos onde vamos! Um dia, pouco antes de eu iniciar esta viagem, fomos juntos assistir a um show de nossa amiga Rita no Teatro Municipal de Piracicaba e quando entramos, o teatro estava lotadaço e nós ficamos meio confusos pois não tínhamos reservado ingresso nem ligado para a produção dela solicitando convites, mas assim que pusemos o pé no teatro, o pessoal da administração avisou a produtora dela que logo arrumou dois lugares na coxia, porque dizia a produtora da Rita, que se sentássemos na platéia, ficaria um burburinho tal que atrapalharia o show. Exageros a parte, seguimos a orientação da produtora dela e ficamos no Backstage, próximo as cortinas para apreciar o show, que diga-se de passagem foi lindo. Mas voltando ao assunto do qual me desviei, o Velho Max tem tido muito sucesso, pois as composições que ele tem com o Zé Geraldo, são sucesso até agora, gravadas e regravadas por muita gente.
-Que bom Zé Roberto, vocês serão ainda muito felizes em tudo o que forem fazer.
-Obrigado Bruno, obrigado mesmo pelas carinhosas vibrações!
-Bom Zé, acabamos de comer não é? Vamos então pedir uma pílula de café e a conta?
-Tudo bem Bruno, vamos sair que eu vou lá no Auto Elétrico Espacial pra fazer um orçamento do conserto de minha nave.Tá certo, vamos nessa! Garçom, duas pílulas de café e a conta por favor...
Para ler os capítulos desde o inicio, clique no final deste texto em marcadores "Diário Estelar" e procure pelas postagens mais antigas.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

A FÁBULA DAS BORBOLETINHAS COLORIDAS
(Arte by Moniquinha)
Existia uma casinha, que era visitada todos os dias por lindas borboletinhas coloridas, que vinham de vários lugares diferentes, pousavam na janela dessa casinha e ficavam conversando todos os dias, por horas e horas, ás vezes de dia, ás vezes de noite. Eram lindas essas borboletinhas. Cada uma tinha uma cor e suas asinhas eram muito brilhantes. Mas tinha uma borboletinha amarela, coitadinha, que vivia triste e tinha sempre um ar de amargura e de melancolia em seu olhar e em suas palavras. Notando isso, uma borboletinha azul se aproximou e disse:
-Ó borboletinha amarela, porque tens esse ar de tristeza e melancolia? Porque és assim tão triste?
-Ah borboletinha azul, sou triste porque de onde eu venho a borboleta chefe sempre me trata mal, dizendo que eu sou feia sem cor e sem vida. E de tanto ela insistir, passei a voar sempre de antenas baixas. Perdi minha auto estima e passei a me achar realmente feia e sem graça.
-Que nada minha cara borboletinha amarela! És linda, tens a um bonito rosto e suas asas são brilhantes, cheias de graça. Não percebes, mas é encantadora! Posso ser seu amigo?
-Claro borboletinha azul, mas não sei se você vai agüentar o minha conversa sempre deprimente e as minhas lamentações.
-Ah não temas minha cara, tenho certeza que você não é assim tão depressiva. Acredito que a medida que você passar a se amar mais, vai enxergar a vida com outros olhos e com outras antenas. Mas para isso, você precisa se libertar da borboleta chefe, pois ela é que faz com que você continue sendo infeliz. Lute, reaja, faça uma revolução dentro de você mesma e se libertará desse estigma.
-Mas como posso fazer isso borboletinha azul? Sou dependente da borboleta chefe e se eu sair de onde estou o que farei? Para onde vou? Passarei a voar sem rumo e posso me perder. Sou insegura e não consigo raciocinar direito. Você me ajuda a pensar?
-Claro que sim borboletinha amarela, confie em mim e eu te ajudarei no que você precisar. E depois tem outra coisa. A companhia que tens de todas essas borboletinhas que aqui pousam junto de nós todos os dias fará com que você possa adquirir a felicidade e a alegria que tanto almejas. Nada temas, estou aqui para lhe ajudar!
E assim foi durante vários meses. A borboletinha azul não mediu esforços para ajudar a borboletinha amarela. Ficava horas e horas conversando, ouvindo seu desabafo, dando sugestões e a sustentação necessária que ela tanto precisava. As horas passavam bem rápido e a conversa era sempre animada tanto que ás vezes as outras borboletinhas iam todas embora para suas regiões e a borboletinha azul e a amarela ficavam conversando até não agüentarem mais de sono. A borboletinha amarela foi então se levantando, foi tendo de volta a sua auto estima e em pouco tempo pode finalmente dizer para sua melhor amiga:
-É minha cara borboletinha azul, tinhas razão! Eu voava pela floresta e até pelos jardins da cidade e muitos outros insetos me elogiavam mas eu nunca dei bola porque achei que estavam brincando comigo, mas agora estou me vendo com outros olhos. Esses dias atrás, parei para me refrescar naquele lago ali adiante e no espelho d’água que se formou pude observar que realmente sou linda. A partir daí passe a me dar valor. Estou me cuidando e partirei para novas conquistas que me livrem da dominação da borboleta chefe.
Em poucos dias, as borboletinhas voltaram a pousar na mesma janelinha e a borboletinha amarela disse para a borboletinha azul:
-Amiga, você não faz idéia do que eu estou fazendo!
-O que você está fazendo minha amiga?
-Estou fazendo um curso de polinização de flores!
-Mas que lindo borboletinha amarela! Parabéns!! Isso vai fazer de você independente, porque no futuro muitas flores precisarão de você para fazer a polinização e pagarão a por isso.
-Que bom, assim espero que seja minha querida borboletinha azul.
O tempo foi passando e a borboletinha amarela foi ficando cada vez mais feliz com o seu curso, arranjando outras borboletinhas como amigas. Ela foi ficando mais alegre, renovada e confiante em seus propósitos e em seu futuro. Estava feliz com seu curso, estava se dando muito bem nele. Fazia as provas e sempre se saia bem, principalmente porque a borboletinha azul, sabedora de que iam acontecer essas provas, sempre vibrava positivamente pelo sucesso da amiga e isso resultava em êxito pleno. Mas um dia, uma outra borboletinha que nunca tinha estado por aquelas paragens passou a pousar naquela linda janelinha. Essa nova borboletinha era marrom e vinha de um Vale distante, mas muito bonito. Quando chegou, logo se apresentou e foi muito bem recebida. Então a borboletinha marrom não teve dificuldades em arrumar novas amizades e em pouco tempo conversava animadamente com todos. Muitas conversas todos os dias e a afinidade entre a borboletinha amarela e a borboletinha marrom logo aconteceu. A borboletinha azul que era sua melhor amiga foi ficando para trás, um pouco esquecida Foi aí que o problema começou. Um belo dia, voando por um bosque, a borboletinha azul encontra com a borboletinha amarela e pergunta:
-Olá minha cara amiga, a quanto tempo! Como você está? Tens alguma novidade para me contar?
-Olha borboletinha azul minha amiga, a novidade que eu tenho você não vai gostar de ouvir não!
-Pode contar minha amiga, fique à vontade.
-Sabes o que é borboletinha azul? Eu abandonei o curso de polinização!
-O que? Porque fez isso borboletinha amarela?
-Ah minha cara amiga, eu estava pensando esses dias se esse curso tinha alguma relação comigo e me sentia confusa, então falei com a borboletinha marrom ontem e disse que não estava muito contente e disse que pensava em abandonar o curso de polinização. Perguntei então se a borboletinha marrom o que ela achava, ou seja, se eu deveria ou não abandonar o curso e ela sem pestanejar disse que sim, que eu deveria abandonar o curso.
-Mas como borboletinha amarela? Você estava tão feliz com esse curso? E quem é a borboletinha marrom para te dar um conselho destes? Ela acabou de chegar aqui na nossa reunião. Ela pousa faz pouco tempo entre nós e não sabe de nada para dar uma opinião dessas!
-Ah borboletinha azul, agora não tem mais volta, já abandonei o curso!
-Que pena minha linda borboletinha amarela, eu lamento muito, mas assim mesmo torço para que tudo de certo naquilo que fores fazer daqui para a frente. Continue contando com a minha vibração.
Então, quando a borboletinha azul achou que tudo ia melhorar aconteceu o pior. A borboletinha marrom pousava na janelinha e chamava a borboletinha amarela de lado e logo a convidava para voar para uma outra janela, deixando a coitada da borboletinha azul falando sozinha. E isto foi acontecendo cada vez com mais frequencia, entristecendo a pobre da borboletinha azul que passava dias tristes e sombrios se perguntando onde tinha errado em sua relação de amizade com a borboletinha amarela que agora se fechava, se isolava e só tinha asas para a borboletinha marrom. E se fechava não só para a borboletinha azul, mas também para todas as outras borboletinhas que pousavam naquela janelinha. Mas com o tempo, a borboletinha azul foi se afastando por não agüentar tamanha indiferença e tamanho distanciamento e isso também foi acontecendo com as outras borboletinhas que foram se afastando até o ponto de deixar a borboletinha amarela e a borboletinha marrom sozinhas.
A borboletinha azul então passou a voar em outros períodos e as outras borboletinhas se juntaram, numa festa e numa alegria. Mas a borboletinha azul ainda não estava feliz, porque queria entender o que tinha acontecido. Porém o destino reservaria uma bela surpresa a borboletinha azul. Um dia, ela estava voando sozinha por um bosque e pousou em uma flor. Foi ai que veio uma linda borboletinha vermelha, pousou a seu lado e disse:
-Oi borboletinha azul, posso ser sua amiga?
-Claro borboletinha vermelha, é claro que pode!
-Você me parece triste borboletinha azul, posso te ajudar?
Então a borboletinha azul, ficou conversando por horas a fio com a borboletinha vermelha e contou-lhe toda a incompreensão que reinava em sua mente e em seu coração. E a borboletinha vermelha ao ouvir o desabafo da amiga, disse-lhe com voz branda e olhar de ternura:
-Esqueça a borboletinha amarela minha amiga. Ela está em outra flor. Você fez a sua parte tentando ajudá-la no que pode mas ela acabou sendo seduzida pela borboletinha marrom e aí você nada tens mais o que fazer. As duas borboletinhas se fecharam num mesmo casulo minha amiga e como você mesma diz, hoje conversam sozinhas porque as outras borboletinhas se afastaram. Fique tranqüila, nada tema, porque agora estarei aqui para te dar a minha amizade e o meu carinho. Torça para que a borboletinha amarela encontre seu caminho e seja feliz, porque serás muito feliz a partir do momento que conseguires entender que isso tudo que aconteceu pode ser nada mais nada menos que um curso natural da vida. De minha parte estarei sempre aqui ao seu lado para o que der e vier minha cara borboletinha azul, te dando meu carinho e minha eterna amizade!
Depois de ouvir essa linda declaração de irmandade e fraternidade, a borboletinha azul começou a chorar e disse:
-Obrigado deus da natureza por me mandar essa amiga tão bonita a me fazer companhia! E a você borboletinha vermelha, o meu muito obrigado por ter entrado em minha vida!
-Não me agradeça, aqui estou minha linda borboletinha azul. Vamos voar juntas e seremos felizes para todo o sempre!
E então voaram as duas borboletinhas juntas para uma janelinha onde recomeçaram a conversar e a bater as asinhas com alegria. Em pouco tempo as outras borboletinhas que tinham debandado, viram a alegria das duas e foram voltando, uma a uma, para logo se juntarem todas outra vez. E alegres, cantaram vivas a vida e fizeram um tratado de amizade eterna assinando em conjunto, uma declaração de união e fraternidade, para todo o sempre, para todo o existir do amor e da amizade...

Esta fábula, inspirada nas fábulas de La Fontaine, é toda construída em metáforas e provavelmente só as pessoas que conviviam comigo na época que escrevi esta história entenderão, mas ela serve pra nos mostrar que sempre temos quem nos apóia, quem nos dá a mão, quem nos aconselha e quem nos quer bem. Ás vezes, quem bem queremos e quem consideramos nossos amigos(as) ou nossos amores, acabam seduzidas momentâneamente por determinadas pessoas, situações ou fatos, mas acabam voltando sempre uma hora ou outra, pois a força da amizade e do amor quando une pra valer, une pra sempre, tanto que a borboletinha amarela depois voltou a pousar novamente na mesma janela que a borboletinha azul e voltaram a viver felizes para sempre e o são até hoje. O que o amor e a amizade une pra valer, nada nem ninguém separa definitivamente....

Pra constar, eu sou a borboletinha azul e a borboletinha amarela desistiu do curso de polinização basicamente por causa da borboleta chefe que a oprimia. a borboletinha marrom, por não saber da história, acabou aconselhando a borboletinha amarela a abandonar o curso, sem saber que ela o fazia não por vontade própria e que no fundo seu coração estava querendo continuar.

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTILO 38
Diário Estelar 1234567/38
Sistema Solar: Desconhecido
Dia/Mês/Ano e hora: Incertos
-Vi sim amigo! Pelo seu relato era realmente a Nave Mãe que você procura. Eu estava passando por uma região conhecida como Wolf’s Valley que fica a uns 4,5 anos luz daqui. Essa nave é grande, realmente colorida e de longe se vê a grandeza dela. Estava ancorada em uma loja de conveniência como essa aqui, porém maior e estava sendo carregada com toneladas de suprimentos, porque acho que a viagem dela seria longa. Ninguém abastece a nave daquele jeito senão para iniciar uma longa jornada, porque vocês sabem, aqui em cima não é como na terra em que você encontra um hipermercado em cada esquina não é? No espaço, você tem que aproveitar todas as oportunidades de parar e abastecer sua nave, senão sabe Deus quando encontrará outro posto ou outra loja de conveniência como essa. Mas voltando a Nave Mãe, nós passamos por ela, demos só uma piscada de luzes, ela respondeu e seguimos em frente, mas posso te assegurar de que era ela mesma. Posso até lhe dar as coordenadas dessa região, mas acredito sinceramente que ela já não esteja mais lá faz tempo. Enfim, você é quem sabe...
-Ah, deixa pra lá meu amigo, seu esforço e sua vontade de me ajudar foram imensos e eu lhe sou muito agradecido por isso.
- Se precisar de ajuda qualquer hora é só falar caro viajante.
-Caro Bruno, essas coisas só me fazem desistir dessa minha procura insana, desta minha vontade de obter respostas para algo que eu acredito nunca vou encontrar.
-Mas Zé, essa procura tem tanta importância pra você?
-Agora não tanto Bruno. O que me interessaria saber, era apenas o porque da mudança da nave, o porque do distanciamento, o porque do silêncio e da ausência. Minhas coordenadas estão gravadas nos computadores da nave, porém não há um contato, uma palavra ou um sinalzinho sequer. É duro amigo, mas certas coisas temos que encarar... Ah, deixa-me mudar de assunto um pouco.
-Fale Zé Roberto.
-Tem aqui nesta loja de conveniência um restaurante onde se possa saborear uma refeição suculenta? Estou com uma fome danada!
-Ah tem sim amigo, tem um restaurante ali dentro que serve uma refeição suculenta no modo Self Service, vamos lá? Continuamos o papo lá dentro.
Veja quanta variedade! E acho que hoje é dia de pílula de feijoada...
- Hoje é Sábado não é? Sábado Bruno? Eu sei lá! Faz tempo que eu não sei o que é dia, mês ano e horas. Estou desorientado e completamente perdido no tempo.
-Liga não Zé Roberto, como diria aquela velha propaganda das Organizações Tabajara, que passava naquele extinto programa da Rede Globo de Televisão chamado Casseta & Planeta Urgente: “Seus problemas acabaram!!” Aqui ao lado tem um AEE “Auto Elétrico Espacial”, que faz qualquer conserto que você precisar. Desde uma lanterna queimada até relês com defeito, baterias defeituosas e gastas e enfim qualquer problema na parte elétrica. E depois, consertando a parte elétrica seu relógio digital deve voltar a funcionar não é? -----Tenho certeza que sim. Mas vamos comer que saco vazio não para em pé... Hummmmmm... Pílulas de feijoada, pílulas de couve manteiga refogada, pílulas de salada de maionese, pílulas de tortas, bolos e sorvetes.... Caramba!!! Acho que vou me acabar!!
-Cuidado, Zé Roberto que a comida aqui é por quilo hein?
-Uai, e daí Bruno, hoje quem paga tudo é você, afinal nosso reencontro tem que ser comemorado e bebemorado né? Hehehehehehehehehe...
-Sacana você hein Zé, mas tudo bem! Essa é por minha conta.... Me de um abraço aqui meu grande amigo!
Se você quiser ler os capítulos anteriores, clique no marcador embaixo desta postagem em diário Estelar e boa viagem.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Estas são as estatísticas do meu blog em Setembro até agora. A psquisa refere-se a visitantes. Embora quase ninguém comente meus textos, tem gente lendo (ao menos "por cima") e isso já me motiva a contiuar escrevendo. Vejam os números em visitantes e os países de onde partem essas visitas:

100
53.48%
Brazil
47


25.13%
Unknown
-

18
9.63%
United States

4
2.14%
Portugal

4
2.14%
Japan

3
1.60%
Spain

2
1.07%
Argentina

2
1.07%
Canada

1
0.53%
Sweden

1
0.53%
Peru

1
0.53%
Colombia

1
0.53%
Netherlands

1
0.53%
Angola

1
0.53%
France

1
0.53%
Turkey

Música do dia:

Se seu dia está estressante, ouça esta canção de Zé Geraldo: SOL DO MEIO DIA: