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domingo, 16 de setembro de 2007

Música do dia: Oswaldo Montenegro - Quando a Gente Ama.

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 32
Diário Estelar 1234567/32
Sistema Solar: Ainda Desconhecido
Dia/Mês/Ano e Hora: Incertos
As coisas aqui no espaço são sempre mais lentas. Tudo deve ser feito com o maior cuidado e a atenção deve ser redobrada, tanto com o que acontece aqui dentro como e principalmente com o que acontece lá fora, porque embora eu tenha sensores de proximidade para evitar colisões, tal sistema pode falhar e então tenho que fazer toda a operação de forma manual. Quando você tira carta de motoristas lá na terra, uma das aulas que eles ministram é de “Direção Defensiva”, porque como vocês sabem, não basta confiar somente em nós como motoristas. Temos que ficar de olho vivo nos outros motoristas que estão á nossa frente, ao nosso lado ou até atrás. Aqui não diferente, acho até que é bem pior, pois o que existe de nave errante por aqui e lixo espacial não está no gibi. Cochilou o cachimbo cai, como se diz no jargão popular. Daí se você é ao mesmo tempo o Capitão Kirk, o Spock e o Dr. Macoy tem que se virar, senão pode ter problemas sérios. Cada operação tem que ser cuidadosamente preparada, devido á ausência de gravidade como vocês sabem e daí, feito o serviço é só correr pro abraço..A solidão aqui em cima também é um grande problema e se você não toma cuidado, acaba falando com os seus botões, com os seus sapatos e enfim, consigo mesmo. A loucura a partir daí é um passo. Uma vigilância nesse ponto também deve ser observada. Se você tem o costume de cantar no chuveiro, de reclamar ao volante sozinho com os motoristas barbeiros ou de chiar na fila do banco sem ninguém pedir a sua opinião, cuidado!! Aqui em cima a coisa pode pegar pra você e então você pode não ter a quem recorrer. Pensando nessa e em outras coisas, acho que para que as cidades espaciais ou estações orbitais possam ser um dia habitadas, grandes adaptações humanas devem ser feitas para que se evitem problemas como esse entre outros que existem em uma vida no espaço. Sabem quando nós colocamos os nossos filhos em uma escolinha de educação infantil pela primeira vez? O que nós fazemos? Nós os colocamos direto na escolinha, chorem ou não nossos filhos? De jeito nenhum! Nós fazemos uma adaptação deles junto a esse novo ambiente, porque as crianças, no caso nossos filhos, podem vir a estranhar, e até se recusar a ficarem por lá não é? No espaço não há de ser diferente. O ser humano vai ter que encarar um longo período de adaptação até se acostumar com a nova morada, mas creio que á medida que os filhos sejam gerados no espaço, e as mães astronautas derem a luz, os bebês já devem nascer com algumas mudanças corporais visando viver nesse novo ambiente sem problemas. Aliás, falando em dar a luz, estava pensando que para a mãe dar a luz pelo método de parto natural, a ausência de gravidade deve ajudar. O esforço deve ser menor e o bebê deve sair do ventre da mãe com mais facilidade, expelido pela gravidade baixíssima que o fará flutuar no interior da nave ou da estação espacial. Menos esforço na sagrada e bendita tarefa de colocar nós homens no mundo. Deus abençoe ás mulheres maravilhosas e seu dom de gerar uma vida em seu ventre....Opa! Esperem um pouco! Meu sensor de proximidade está acusando a presença de algo muito próximo, o que será? Vou correndo lá ver....

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segunda-feira, 10 de setembro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 31
Diário Estelar 1234567/31
Sistema solar: Desconhecido
Dia/Mês/ Ano e Hora: Incertos
Algumas pessoas devem ter estranhado a minha ausência nesse período todo entre um capítulo do diário e outro, mas é que por incrível que pareça, meu micro aqui travou. Alguém aí acha que as máquinas aqui desta época já são perfeitas? Qual o que! Ainda se usam “Ruindows” por aqui e as travadas ás vezes ainda acontecem. É difícil acontecer, mas como a Lei de Murphy age até no futuro, eu me ferrei e fiquei esses dias todos sem meu micro. Mas agora, misteriosamente ele voltou a funcionar. Talvez seja devido a porrada que eu dei na CPU, sei lá...
Mas isso acontece! Sanado os problemas, ao menos por enquanto, retomo meu querido diário...
Bom, mas depois de todas aquelas belas recordações que tive vendo aquelas fotos incríveis, me bateu uma saudade enorme da terra e dos amigos queridos que lá deixei. Sinto muitas saudades de pessoas que há muito não vejo, mas que sei que vou rever todos eles em breve, se tudo der certo e se Deus quiser. Bom, agora acho que vou descansar um pouquinho lá na ponte de comando. Pensando melhor, acho que vou pendurar minha redinha lá na ponte, de fronte a janela vigia para poder ficar observando esse incrível aquário espacial, onde os “peixes” são os planetas, os asteróides, os cometas e as estrelas. Acho que seria uma boa idéia também eu pegar um livro e ler um pouco. A mente necessita de uma boa leitura para se acalmar, e tornar o cérebro ainda mais repleto de bons pensamentos. Tenho aqui uma variedade de livros em minha biblioteca como já disse, desde livros espíritas, livros de ficção, romances, poesias e histórias diversas. Deixa-me ver... O que vou escolher? São tantas opções... Já sei! Vou correr meus dedos pela prateleira, fecharei meus olhos e então pararei em algum ponto. Vamos lá.... Pronto! Deixa-me ver o livro que saiu aqui: “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint Exupéry. Lindo esse livro! Acho que já li e reli umas 10 vezes, mas nunca me canso de reler. Acho que este livro contém uma das frases mais bonitas do mundo: “Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas!” Não é lindo isso? E o que é se tornar eternamente responsável por aquilo que cativas? Na minha opinião, quando você cativa alguém, ou alguma coisa, precisa manter essa conquista eternamente, dando carinho, amor e dedicação, fazendo o possível e o impossível para que exista sempre uma relação excepcional, que ultrapasse todas as barreiras que possam vir a dificultar esse relacionamento. Devemos valorizar essa nossa conquista, fazendo das tripas coração para que ela se valorize, cresça e tenha frutos. As verdadeiras amizades por exemplo são as nossas grandes conquistas. Começamos devagarinho, trabalhamos essas amizades até cativa-las e quando isso acontece, devemos mante-las eternamente em nossos corações com carinho e dedicação. As vezes não é fácil, mas com algum esforço de nossa parte acabamos por conseguir trabalhar todos esses atributos e então, depois de uma longa batalha ou ás vezes até de forma fácil, nós conseguimos cativar essa amizade de maneira plena e firme. Uma amizade dedicada é aquela que não mede esforços para que nosso amigo se sinta bem, seguro e tranqüilo. Uma amizade dedicada é aquela que reserva a aquele que você considera seu melhor amigo, pelo menos uma hora de seu dia de 24 horas, um dia em sua semana de sete dias, ou ainda um dia em seu mês de trinta dias. Isso vai fazer com que aquele que você cativou, possa se sentir feliz e eternamente grato. Se temos uma amizade que julgamos maravilhosa, mas não dedicamos um dia sequer a ela, estamos deixando de ser responsáveis por aquilo que cativamos, vocês não acham? É claro que ás vezes, interesses os mais variados, fazem com que nós nos tornemos ausentes até para os melhores amigos, mas nesse caso, na minha opinião, devemos ser sinceros a ponto de dizer: Meu amigo, me encontro ausente de nossa amizade “por esse” ou “por aquele” motivo! Assim, nós nos justificamos e fazemos com que nossa amizade se mantenha sólida como uma rocha. Mas se nós damos uma desculpa que não convence ou que não é suficientemente grande para justificarmos a nossa ausência, então acabamos pondo tudo a perder e a outra parte acaba se magoando. Existe uma maneira de reverter o quadro? Sim, claro que sim! Nós só não conseguimos reverter o quadro da morte física, mas assim mesmo, aqueles que como eu acreditam na sobrevivência da alma, sabem que continuamos vivos, em espírito. Acho portanto que a nossa missão consiste em pensarmos sempre em sermos responsáveis pelas nossas conquistas, trabalhando essas mesmas conquistas dia a dia, para as mantermos em nosso coração. É, um dia saberemos como valorizar plenamente as nossas conquistas, sejam elas as grandes amizades ou não, mas enquanto isso não acontece, continuamos muitas vezes ausentes sempre que alguma oportunidade passageira ou mais interessante se coloca em nosso caminho. Um dia aprenderemos a valorizar e a nos tornar eternamente responsáveis pelo que cativamos. É mas agora, depois de uma pequena pausa para reflexão sobre mim mesmo, acabo descobrindo que estou aqui nesta caminhada, desenhando jibóias com o bucho cheio depois de terem se fartado exageradamente, mas vejo que ao mostrar esses desenhos para as pessoas, elas teimam em dizer que se tratam de chapéus, mesmo que dentro de uma dessas jibóias exista um elefante... Vida que segue....

sábado, 8 de setembro de 2007

DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 3O
Diário Estelar 1234567/30
Sistema Solar: Desconhecido
Dia/Mês/Ano e Hora: incertos
As fotos de minhas viagens são extremamente emocionantes pra mim pois como eu já disse, visitei muitos lugares. Paisagens lindas como cachoeiras, praias, cidades históricas e o campo. Tá tudo registradinho aqui nessas lindas fotos. E querem saber uma coisa engraçada? Mesmo na época que nós estamos, com os gravadores de dados, áudio e vídeo, eu não consigo deixar de guardar essas fotos de papel, porque elas trazem pra mim um romantismo que não se vê hoje em dia. Agora você pega uma máquina fotográfica digital e ela faz tudo pra você, basta saber decorar o manual, enquadrar, apertar o botão disparador e pronto! Antes não, você tinha que escolher o filme certo, da asa certa, regular luz (fotômetro), velocidade, abertura, foco e enquadramento. Ufa, quanta coisa né? Sinto saudades das minhas velhas máquinas, mas que adiantariam elas se hoje em dia não se vendem mais filmes fotográficos? Pois é... Mas romantismos á parte, vou revendo cada clique efetuado no orbe terrestre, no País Brasil e nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul. E nesses estados brasileiros que visitei, centenas de cidades visitadas estão devidamente registradas pelas minhas lentes. Acho que um dos lugares mais maravilhosos que eu visitei chama-se Bonito, e fica no estado do Mato Grosso do Sul. Um lugar paradisíaco, onde os rios são de águas cristalinas e os peixes nadam junto aos mergulhadores sem o mínimo medo, pois sabem que não correm perigo. Serra do Cipó em Minas Gerais é um outro lugar mágico que visitei e que para mim é muito “esotérico”. É uma região de cerrado, com umas 100 cachoeiras e umas 200 espécies de orquídeas. Acampei muito lá e tenho grandes recordações. Em Minas Gerais também visitei muito a cidade de São Thomé das Letras, que fica no Sul do estrado. Aliás, esta mística cidade me faz lembrar de uma pessoa bastante especial chamada Gabriela, a Gabi, menina meiga e faceira, uma amiga muito dedicada que eu tenho. Por onde andará a Gabi? Puxa, gostaria muito de reencontrá-la! Deve estar em alguma dessas estrelas por aqui, porque uma pessoa tão especial só poderia morar mesmo numa brilhante estrela. Mudando de assunto, sabem que eu fiz uma maratona de bicicleta de São Paulo ao Rio de Janeiro? Pois é, levei 5 dias viajando por cidades do litoral norte de São Paulo, parando em todas as praias até chegar na Cidade Maravilhosa como é chamado o Rio de Janeiro. Pena que minha “bike” quebrou bem quando chegamos embaixo do Pão de Açúcar (que é um ponto turístico do Rio) pois a intenção era voltar também, mas não deu. Acho que dessas viagens todas o estado mais bonito que conheci é o Rio Grande do Sul, com cidades extremamente bem cuidadas, ruas arborizadas e floridas, enfim, um brinco! Creio que a força de preservação das cidades nesse estado é levado a sério e com unhas e dentes, tudo é protegido. O mesmo se deu com os rios do Brasil e em especial do Estado de São Paulo. Me lembro que um dia, eu e minha amiga Rita pescávamos na beira do Rio Piracicaba e ela comentava comigo que o Rio Piracicaba passou por momentos tristes em virtude da poluição que alguns inescrupulosos tentavam jogar nele, mas com a iniciativa popular e depois a privada, tudo foi resolvido. Mas eu disse a ela que quando se tem vontade, tudo se resolve. Na cidade onde eu morava, São Paulo, lá pelos idos de 2.005, tinham três rios que de tão poluídos que eram, haviam se tornado sólidos! Dava pra imitar Jesus Cristo, andando sobre as águas, mas no caso desses rios, se andava em cima de lixo mesmo! Os Rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí eram tão poluídos que pra você morrer em um deles, não precisava nem se afogar e sim beber uma colherinha daquela água nojenta e poluída. Por volta de 1.930, as pessoas ainda nadavam e faziam competições de remo, depois ficou impraticável. Hoje a situação é diferente. As pessoas podem fazer piqueniques á beira do Rio Tietê, fazem churrasco, nadam em algumas pequenas praias de areia que se formam ao longo do Rio e navegam com barquinhos a remo. É, quando se quer, se faz! Mas também, se não se fizesse nada, estaríamos agora passando por maus bocados, com a falta de água limpa. Graças á Deus tudo foi resolvido. As recordações enfim, retratos de épocas vividas, são motivos maravilhosos para pensarmos que tudo que temos deve ser não só preservado, mas valorizado e que no futuro, nossos filhos e nossos netos usufruirão de tudo isto. Muita coisa já não existe mais, fruto da ganância destruidora que não mede esforços para acabar com o pouco que tem. Eu costumava chamar isso de “a destruição por necessidade”, ou seja, algumas pessoas sempre destruíram, poluíram e depredaram tendo em mente uma desculpa para fazê-lo. Querem um exemplo? Na beira da Represa de Guarapiranga, uma represa de águas que abastece a cidade de São Paulo, as pessoas começaram a construir moradias irregulares. Lembro-me muito bem, acho que devia ser na década de 80 ou 90. Pois bem, o esgoto dessas residências clandestinas e irregulares, tinha o seu cano de esgoto direcionado pra dentro da Represa ao invés de ser direcionado para a rede coletora de esgotos. Quando os moradores eram questionados do porque não faziam isso e se não sabiam que estavam poluindo a própria água que iriam beber, sempre tinha um que dizia: “Ah Senhor, mas é a necessidade! Eu não tenho dinheiro para pagar a empresa que cobra por água e esgotos e então a solução é essa!”, ou seja, é a destruição por necessidade. Os desmatamentos, as queimadas, a pesca irregular, e as invasões de terra, sempre foram na minha opinião “destruições por necessidade!” Hoje o homem aprendeu a preservar e a cuidar do que é seu, mas passou maus bocados até entender que era preciso. Vejo as cachoeiras aqui nesta foto que tirei na Serra do Cipó e torço para que ela esteja do jeitinho que eu tirei. E acho que estará sim...Ah, fiquei feliz sim, podem acreditar. Rever tudo isso, mesmo algumas passagens não muito boas foi bom pra mim. Acho que agora vou descer até minha sala de estar e apreciar um pouco a minha natureza espacial, esta sim preservada por criaturas dedicadas como o Velho e bom Raul Seixas...
DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 29
Diário Estelar 1234567/29
Sistema Solar: Desconhecido
Dia/Mês/Ano e Hora: Incertos
Puxa, quantas fotos bonitas eu tenho aqui em meus álbuns! Grandes recordações de tempos maravilhosos que vivi. Acho que tenho que dar sempre Graças a Deus por tudo aquilo que eu curti porque acredito que quase tudo o que eu pensei em realizar, eu realizei sem muitos esforços. Sonhei em ter grandes amigos e tive. Sonhei em ter uma banda de Rock e tive. Sonhei em estar trabalhando no meio musical e consegui também realizar meu sonho. Desejei ter uma grande mulher em minha vida e lindos filhos e tive. Agora meu desejo é retornar ao meu ponto de origem, voltar de onde eu vim e de onde jamais deveria ter saído. Por isso essas fotos para mim são um motivo de grandes recordações e estou agora folheando esses álbuns maravilhosos. Fotos pessoais minhas, de amigos, cidades por onde eu passei, os acampamentos que fiz, as cachoeiras, vales, montanhas, natureza... Olha esta foto aqui de minha infância. Puxa, que diferença para os dias de hoje! E esta então?? Eu aqui estava na 1ª série do curso primário e tenho um velho e ultrapassado lápis na mão. As carteiras também são um motivo de recordação pois colávamos chicletes embaixo delas e foi nesse caderno em cima da carteira onde eu escrevi os meus primeiros versos. Hoje não se usa mais lápis, caneta, caderno e essas coisas. Nas escolas hoje temos Laptops, Palmtops, Softwares, Canetas Digitais e outras “modernagens”. Trabalho de escola nem se faz mais, porque basta você copiar e colar do Google versão 2.010 que ele traz tudo o que você pode querer saber, não é o máximo? Sim, mas eu tenho um pouco de saudade da velha enciclopédia Barsa!Puxa, onde andarão meus amigos queridos? Olha o Celso, meu amigo dos tempos de ginásio! Será que já é avô? Tomara... E esta aqui então? Minha primeira namorada! Quantas saudades do primeiro beijo! Olha, minha Banda!!! O Manto!! Rock’n’Roll e Hard Rock na veia!!! Me arrepia só de relembrar os shows que nós fizemos. Deixa eu respirar.... Ufa, a emoção bateu forte!!! Vamos ver mais... Olha, as fotos da época em que eu trabalhava com o Zé Geraldo! Seus shows, os amigos da banda, a Família Zégeraldiana (reunião de fãs do Zé Geraldo) os encontros e todos os amigos que fiz em mais de vinte anos dirigindo e presidindo o Fã Clube dele. Este aqui é o Velho Max pessoal! Pena que vocês não podem vê-lo. Ele cifrava as músicas do Zé Geraldo para que pudessem ser postas no site oficial dele. Anos mais tarde se tornou parceiro do Zé Geraldo em várias canções. Hoje, graças a Deus tem uma bela família. Acho que ainda deve morar lá em vila Velha no Espírito Santo ao lado de sua querida Lú e de seus 4 filhos, que aliás, são uma graça! Ah, esta é a Rita e seu violão Júnior. Grande astral ela1 Toca muito e é uma pessoa excepcional, um grande caráter. Hoje a Rita trabalha como Gerente do Banco do Brasil em Piracicaba, Cidade do Estado de São Paulo. Tem mais gente.... Vagnão, Delei, Rodrigo, Patrícia, Patty, Eli, Daian, Marcus Falcão. Ah o Marcus Falcão é aquele dos “piratas” e da “redinha”, lembram? Um Potiguar de fibra e um grande irmão. Sabem o que ele faz hoje? É presidente do Fluminense, time de Futebol do Rio de Janeiro. Ganha uma fortuna! Ah, vejam a Sol aqui!! Linda ela!! Minha melhor amiga que morava em Vitória no Estado do Espírito Santo. Onde andará ela?? Vixe, olhem aqui nesta outra foto!!! Beatriz!!! Linda menina que conheci!! Escrevi até um livro contando a história dela! Que coisa, ela também sumiu! Nessa foto que infelizmente vocês não conseguem enxergar, ela está ao lado de seus dois filhos, e esta foto foi tirada na porta do circo. O que eles estão fazendo aí na porta do circo? É que Beatriz foi assistir a um espetáculo circense e se encantou tanto que fugiu com o circo. Acabou casando com o mágico. Hoje deve estar muito bem, tenho certeza disso. Agora vejo aqui meu filho Ian! Que belezinha!! Ele hoje está muito bem casado e tem lindos filhos. Sou um avô super coruja. Meus netos são o máximo! Minha esposa Paula! Grande companheira, segurou muito as minhas barras. Devo muito a ela e não sei como vou pagar. A não ser com meu amor eterno! Essa é minha mãe Ana! Quanta saudade! Eu não tive um pai presente sabem? Ele era alcoólatra e acabou desagregando a família toda. Tive que me virar sozinho, afinal eu era o único irmão entre quatro mulheres. Foi uma época triste, eu comi, ou melhor, nós comemos o pão que o diabo amassou...Nossa, que recordação triste! Porque eu tinha que ver isso? Sou mesmo um masoquista! Mas vou ver fotos de minhas viagens e assim me distraio e me descontraio. Deixa eu ir lá na cozinha e pegar uma pílula de suco pra molhar a garganta. Já volto...
DIÁRIO ESTELAR - CAPÍTULO 28
Diário estelar 1234567/28
Sistema Solar: Desconhecido
Dia/Mês/Ano e Hora: Incertos
Enquanto arrumo essas quinquilharias que trouxe da terra, fico imaginando o que aconteceria se um dia alguém encontrasse essa nave e abrisse o meu baú de guardados? Já lhes falei sobre ele? Não?? Que mancada! Vou lhes falar então...A long time ago, ou melhor, há muito tempo atrás na distante década de 70, eu li em algum livro de ufologia ou Astronáutica se eu não me engano, uma menção a uma nave que os E.U.A. estariam mandando pro espaço e que dentro dela seriam colocados alguns objetos de nosso cotidiano, fotos e etc etc. Nesse mesmo livro, diziam que numa região também dos E.U.A. (Eita, sempre eles!) estaria sendo enterrada uma cápsula metálica resistente até a mais poderosa bomba atômica e dentro dela, os americanos estariam guardando também fotos, objetos, miniaturas de veículos, livros e uma porção de outras coisinhas, pois a idéia segundo o livro era para que no futuro, caso a terra fosse destruída e uma nova civilização se instalasse no local, essa cápsula seria encontrada e então eles poderiam saber como era a vida na terra no passado. Achei uma grande idéia. Seria como hoje em dia quando os arqueólogos e exploradores escavam as ruínas de antigas civilizações Incas, Egípcias, Romanas e etc, e descobrem verdadeiros tesouros enterrados de três ou quatro mil anos atrás! Acho que o mesmo se daria com a civilização terrestre lá pelo ano de 3.000 ou até mais. Imagino a cara desses exploradores ao se depararem com algumas coisas! Ficariam anos a fio tentando descobrir para que eram usadas e não conseguiriam. Seria muito legal esse achado não é? Pensando nisso, juntei umas tranqueiras aqui e as coloquei num baú de madeira que guardei no “sótão” da nave e ele está recheado de coisas velhas. Álbuns de fotografias minhas, desde fotos pessoais, fotos de paisagens do campo, fotos de cidades, animais, veículos, objetos diversos como abridores de lata, um mouse de computador, bolinhas de gude.. Êpa, como seria jogar bolinhas de gude na gravidade zero? Hehehehehehe Mas tenho também embalagens, Álbuns de Figurinhas com os craques da Copa de 2.010, onde o Zagallo de cadeira de rodas e ligado ao soro ainda era o auxiliar técnico, velhos Long Plays do Roberto Carlos, fitas cassete, um radinho de pilha e várias outras coisinhas, só que, ao contrário dos americanos eu fiz um relatório descritivo de todos esses objetos para que o astronauta que o encontrar possa saber exatamente o que é e para que servia, ou como se usa. USA? Oh não, eles de novo... Que sina! Acho que a continuar desse jeito à língua universal que deveria ser o tão proclamado Esperanto, será mesmo o Inglês. To até imaginando aqui com os meus botões um “molequinho catarrento” lá do cantão de Plutão falando “Hey man!” “Bullshit!!”, I Love You!!”, “Software"!!, “Windows"!! hehehehehe... Como já disse o velho bom e eterno Zé Geraldo: É muito “You” pro meu “Uai” sô! Mas no final foi bom estar aqui e poder rever esses coisas todas. Como diz a letra daquele antigo samba: “Recordar é viver, eu ontem sonhei com você”...