quinta-feira, 7 de maio de 2009
Pergunto-me ás vezes
Porque certas lembranças
Permanecem em nossos sentidos
Ultrapassando na vida revezes
Distâncias e mudanças
E contratempos vividos?
Porque nessas lembranças gostosas
O néctar de momentos vividos
Tem o aroma das mais belas flores
Como jasmins, violetas e rosas
Cultivadas nos jardins mais floridos
Vistosos e multicores?
Cheiros...
Sensações...
Doçura...
Amor...
Carinho...
Tesão...
Amizade..
Momentos gostosos, puros e eternos
Memórias vivas de horas inesquecíveis
Que os dias não irão nunca apagar
Abraços fortes, beijos apaixonados ou ternos
Riscos inconseqüentes, para muitos inconcebíveis
Mas que voltam para o nosso coração afagar
Passam-se e passaram-se os anos
E eu estarei a me perguntar:
Porque certas lembranças permanecem em nossos sentidos?
A resposta talvez, sem incertezas ou enganos
É que o bem querer, e o bem amar
Criou alicerces firmes no decorrer dos anos
Quem nossas mentes nunca irão apagar
Por isso, cada vez que penso em ti, minha linda
Sinto uma vontade muito grande de te dizer
Que minha amizade por você é infinda
E que mesmo que nos separemos
Mesmo que nunca mais nos vejamos
Jamais irei te esquecer...
terça-feira, 5 de maio de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009
NÃO MATARÁS E NEM JUDIARÁS DE SEUS SEMELHANTES...
Algumas coisas mexem demais comigo. Não consigo ficar alheio aos problemas dos outros. Vejo muita gente que diz: Ah, eu não vejo tevê pra não ficar vendo desgraças! Outras pessoas se dizem muito ocupadas pra se informar e pra se atualizar em relação aos problemas não só do mundo, mas ás vezes até de seu próprio bairro. Parece incrível, mas, é assim mesmo. Muitos dizem que assistir a telejornais só traz energias negativas e baixo astral e fecham os olhos literalmente. Eu já vejo de tudo, procuro assistir a um Jornal Nacional e também a um Brasil Urgente e este último, apesar de ser tachado de sensacionalista é na minha opinião, o grito que muitas vezes eu queria dar.
Bom, dia desses eu estava zapeando minha tv e parei em um canal chamado TV Aberta e ali começou um programa do Instituto Nina Rosa que é uma instituição de amor aos animais e que tratava do assunto vivisecção e de experiências com animais para o “progresso” da ciência, da medicina e da indústria. Pois bem, comecei a assistir o documentário e em pouco tempo eu já tinha lágrimas nos olhos. É incrível como, nos dias de hoje, os homens ainda cometam atrocidades contra os animais sob a desculpa de beneficiar a ciência a indústria e a medicina quando temos métodos alternativos de fazer as tais experiências. Vivisecção é a prática de se estudar um animal vivo, abrindo o mesmo e em seu corpo fazendo mil experiências. Tais animais também servem de cobaia para que sejam testados milhões de produtos que usamos em casa, no corpo, nas indústrias etc etc e etc... Eu creio que nosso processo evolutivo é realmente muito baixo e estamos ainda num nível bastante inferior e a prova disso é que as pessoas praticam esse tipo de atrocidade contra os animais sem o mínimo problema de ordem emocional. é como se elas se acostumassem com essas atrocidades. A matéria mostra que alguns poucos estudantes só é que se sentem desconfortáveis em ter que seguir tais disciplinas nas faculdades de Medicina humana e veterinária, mas muito poucos deixam de praticar esse tipo de atrocidade se ela estiver incluida na disciplina da faculdade que ele estuda. Muitos alegam que é preciso matar meia dizia pra depois aprender a salvar milhares de outros seres, ou judiar de algumas centenas para que milhões possam deixar de sofrer algo. Eu já acho que, se existem métodos para se aprender sem que seja preciso usar dessas técnicas horrorosas e desumanas, porque continuar nessa toada? A matéria mostra que já existem faculdades que aboliram o uso de animais nas experiências. Porque então o exemplo não é seguido? Eu acho que ainda nos faltam espiritualidade e principalmente o amor ao nosso próximo, em cuja categoria eu incluiria não só os nossos semelhantes humanos, mas também os animais e os vegetais. Vou reproduzir o vídeo produzido pelo Instituto Nina Rosa no final dessa postagem em várias partes. Desde que assisti o vídeo, não consigo tirá-lo da cabeça e ainda me emociono ao relembrar várias das cenas. Vejam os vídeos até o final se puderem ou se quiserem e se vcs conseguirem assistir o vídeo até o final sem se emocionarem nem um pouquinho, não se preocupem, vocês não são os únicos insensíveis nesse planeta. Que um dia todos nós possamos nos conscientizar da necessidade de amar e respeitar os animais...
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
PARTE 5
PARTE 6
PARTE 7
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Ando só, na madrugada, pela avenida vazia
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Hoje, nesta madrugada insone, estava meditando sobre o nosso relacionamento, desde o iniciozinho até os dias de hoje e resolvi te escrever. Sinto que preciso fazer isso e que tem que ser agora.
Lembro como se fosse hoje a primeira vez que tive um contato com você. Foi visual. Estávamos no mesmo ambiente, mas apesar da proximidade eu não dei a mínima bola pra você. Meus olhos ao invés de fitarem você, estavam meio que perdidos no ambiente e eu nem tinha idéia de que em breve teríamos um grande e ardente relacionamento. Esse encontro aconteceu devagar, meio tímido. Eu fui me aproximando, fui tomando contato com você e aos poucos fui percebendo o quão encantadora você era. Sedutora, apaixonante e capaz de enfeitiçar os corações mais endurecidos, você, num curto espaço de tempo me seduziu pra valer, fazendo com que eu não só me apaixonasse, como também me fez lamentar o fato de não ter te conhecido antes. Se eu soubesse que você era assim esplendorosa eu teria me aproximado de ti antes e não só agora. Mas, fisgado por uma paixão arrebatadora me entreguei a ti, assim como você se entregou a mim. Passamos então a nos relacionar de uma forma tão avassaladora que não víamos o tempo passar. Horas e horas a fio nos amando loucamente sem nos darmos conta do perigo que isso representava. Fizemos amor por centenas de madrugadas, copulando freneticamente até que explodíssemos em orgasmos maravilhosos. A essa altura, eu já estava cego de paixão e passei a pensar só em você praticamente 18 horas por dia. Quando algum compromisso me obrigava a me separar de ti era um tormento. Eu, embora em algum lugar distante de ti, tinha meu pensamento voltado á você, tentando imaginá-la, procurando através do pensamento captar o que você estaria fazendo e ao mesmo sentia um frisson danado, uma vontade louca de reencontrar você o mais rápido possível, mas nem sempre isso era possível...
Aí, a síndrome de abstinência se fazia presente e eu não conseguia mais me sentir bem, estivesse onde estivesse.
Amava você e ficar sem ti era algo inimaginável para mim.
Fico agora relembrando quanto amor recebi de ti! Minha nossa, quanta alegria me proporcionou! É claro, tivemos várias rusgas, naturais a quem se relaciona por um bom tempo, mas passamos por cima de todas elas com maestria.
Foi um tempo muito bom, (e como foi!), mas a relação com o passar do tempo, amo menos pra mim foi se desgastando lentamente. Mesmo com todo o amor que unia o nosso relacionamento eu comecei a sentir que o sentimento que eu nutria por ti já não era mais o mesmo. E isso obviamente fez com que as noites tórridas de paixão diminuíssem, que as declarações de amor fossem mais comedidas e que passássemos a fazer amor com menos freqüência. Inacreditavelmente passei a não sofrer tanto quando precisava me separar de ti por um tempo e já me concentrava mais nos compromissos ao invés de manter o pensamento somente em você. Foi aí que descobri que não mais sentia o amor e o desejo que acumulei nesses anos todos em que nos relacionamos. Porque? Será a consciência de que nosso amor é impossível? Será que eu não conseguiria amar você em doses homeopáticas? Eu creio que minha vida tem tomado um rumo diferente e agora caio na real de que, com esse novo rumo que minha vida tem tomado, nosso relacionamento não poderá ser mais o mesmo e aí o coração se antecipou e baixou o nível de amor, paixão e tesão que preenchia meu ser á níveis baixíssimos.
O fato é que, como você pode perceber, já não te amo mais, já não te desejo mais como antigamente. Quanto tempo faz que não fazemos mais amor nas madrugadas? Quanto tempo faz que não trocamos aquelas lindas juras de amor que nos emocionavam? Pois é... Eu na verdade precisava dizer isso á você que além de ter sido um grande amor, foi meu sustentáculo nas horas difíceis e me ajudou em vários momentos em que eu precisava de amparo espiritual.
Sinto que você poderá se entristecer muito com essa declaração, porém o meu íntimo me obriga a fazer essa confissão, afinal, seria injusto estar ao seu lado apenas por estar sem sentir mais o que sempre senti. Você talvez sofra ou talvez não, afinal tem vários amantes que podem suprir a sua fome de amor e tesão. Eu não digo que me afastarei de ti de uma vez, mas confesso que nossos encontros poderão ficar cada dia mais esparsos caso esse amor que tenho por ti continuar a diminuir ainda mais. Você não poderá fazer nada pra reverter esse quadro e se tudo tiver que voltar a ser como antes, será por minha livre e espontânea vontade. Enquanto isso não ocorrer, só me dizer que se tomei esta decisão é porque precisava tomá-la mais cedo ou mais tarde, em decorrência dos rumos que tenho dado a minha vida. Da mesma forma, quero desejar que sejas feliz com novos amores e que possas saber que, o amor que me deu esse tempo todo nunca será esquecido, ao contrário, ficará guardadinho aqui no meu coração para todo o sempre e se estou tomando essa decisão é porque realmente precisava tomá-la e por isso espero sinceramente que entenda essa minha decisão que pode nos afastar um pouco agora, mas que deixará marcas, sensações e alegrias que nunca serão esquecidas. Desculpe-me querida, vou encerrar agora, pois não consigo escrever mais...
Com carinho,
Zé Roberto
domingo, 2 de novembro de 2008

Acordo nas manhãs de Primavera
E ao abrir a minha janela brilhante
Não recebo mais do Sol
O meu: Bom Dia!
Ao que parece, estou em outra era...
Pois percebo o calor do sol distante
E visualizo meio opaco o arrebol!
Ah meu Deus! que agonia...
O jardim que avistava tão florido
Com belas e perfumadas flores
Hoje está meio sem vida
Perdeu suas cores e seu perfume
Sinto o meu peito dolorido
Incomodam-me pequenas dores
Desejo a volta da luz da estrela escondida
Que sempre me encantava com seu belo lume...
Talvez seja essa a realidade
Que eu sempre me recusei a aceitar
Ao achar que o imenso Astro-Rei
Para sempre estaria a me aquecer
Mas irei lhes dizer agora uma grande verdade:
Já se faz tarde e preciso me deitar!
Mas acreditem...
Amanhã cedinho novamente acordarei
E a minha janela com alegria imensa eu abrirei
Para ver novamente o grande Astro-Rei nascer...
Que surpresas me trará o Sol amanhã?


