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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007


Tristeza Virtual

Mais uma noite se finda
É hora de me recolher...
A noite foi linda
Mas preciso adormecer

Olho pra você uma vez mais
Para então nos desligar
Não queria fazer isso jamais
Mas se não o fizer, vou apagar

A medida que tudo fica vazio
E que a luz enfraquece
Sinto um ligeiro calafrio
E minha mente se entristece

Fico triste porque me despeço
Deixando você ainda conectada
Adoraria ficar contigo, confesso
Pelo resto da madrugada

Mas nos desligo
Deixando o sono me vencer
Mas prometo estar contigo
Minha vida, meu abrigo
Logo após o amanhecer...

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

TENHO MEDO DE SEU MEDO
****************************
Tenho medo de seu medo
De mostrar-se por inteira
De revelar seu segredo
De ser completa, verdadeira
*************************
Tenho medo de seu medo
De não se conter e amar
De revelar seu enredo
E se fazer notar
*************
Tenho medo de seu medo
De ver seu coração aflito
Por isso agora intercedo
Não quero te ver em conflito
*************************
E intercedo dizendo:
Nada temas minha paixão
Deixa o tempo ir correndo
Aquieta seu coração!
*******************
Porque tenho medo de seu medo
De seu segredo
De seu enredo
De se revelar
De não se conter
De você amar
Mas esse medo me excita
E é tão bom...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

UM CONTO DE NATAL

Ah que bom! Acabei a minha tarefa por hoje e agora vou pra casa. É véspera de Natal e a cidade iluminada me encanta. Luzes, néons, vitrines acesas, um Papai Noel notívago voltando pra casa depois de um dia de trabalho dentro de um Shopping desta metrópole. Veja quanta gente apressada com seus inúmeros pacotes e sacolas nas mãos. É, hoje é dia de festa. Comemoraremos o aniversário de nascimento daquele que nasceu para nos salvar e nos dar as diretrizes de uma vida de harmonia e alegria. Ele nos ensinou a humildade, pregou o amor ao próximo, nos falou da caridade para com o nosso semelhante e nos deu o exemplo dividindo pães e peixes entre os necessitados. É, relembrar essa bela e eterna página de nossa história faz com que eu passe o tempo. Já sai da via principal e estou já caminhando pelo começo de meu bairro. As luzes ainda são intensas e eu nem preciso de iluminação para me guiar. A lua é bonita e as casas iluminadas transformam tudo, trazendo a claridade. E por falar em claridade, olha só aquela casa ali que beleza! Uma decoração de Natal e tanto, algo de fazer inveja. E quanta gente hein? Deixa-me ver mais de perto...
Caramba, que mesa farta, quanta gente reunida em volta da mesa! Meu Deus, quantos quilos deve ter aquele pernil? Que fome! Minha barriga ronca! Hoje estou meio fraco, aliás, não ando muito bem ultimamente. Deve ser o excesso de trabalho que me impede de me alimentar direito. Mas fazer o que? Ah, que delicia aquele manjar com aquelas ameixas por cima. Vinho, espumante, quanta coisa. Estou babando na janela. Mas espere, alguém levantou da mesa e vem em minha direção. Acho que vai falar comigo.
-O que você está olhando?
-Ah, sabe, eu estou admirando a sua festa e a mesa farta que une você e seus familiares. Como é bonito ver isso não é?
-É sim, mas não é pro seu bico, por favor, vou pedir para você se retirar.
-Me desculpe por ter parado aqui, mas me encanto com o Natal e toda a sua simbologia. Vinha andando, olhando as luzes, os pisca-piscas e tudo o mais e parei aqui embaixo de sua janela pra admirar. Andei um bocado hoje e me sinto meio fraco. Desejo chegar logo em casa, pois minha barriga ronca.
-Ah já sei, quer filar a bóia é? Não tenho nada! Por favor, siga seu caminho senão eu chamo a polícia!
-Desculpe senhor, não era a minha intenção e já estou indo! Que Jesus lhes conceda um lindo Natal cheio de paz, alegria e muita fartura. Boa noite e mais uma vez desculpe incomodá-lo!
-Passar bem!
Vou embora, a porta se fechou na minha cara e eu devo seguir meu caminho porque ainda tenho uns três quilômetros pra chegar na minha casa. Acho que vou ligar o meu radinho pra ouvir uma canção. Quem sabe não toque alguma canção natalina, pois assim vou pra casa já com o espírito do Natal não é? Deixa-me ver o que vai tocar agora no FM.
-E agora a sua FM Liberdade vai tocar a canção Cidadão, composta por Lúcio Barbosa interpretada por Zé Geraldo:
Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
olho pra cima e fico tonto
Mas me chega um cidadão
e me diz desconfiado
tu tá aí admirado
ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido
vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar o meu tédio
eu nem posso olhar pro prédio
que eu ajudei a fazer
Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
aqui não pode estudar
Esta dor doeu mais forte
por que que eu deixei o norte
eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava
mas o pouco que eu plantava
tinha direito a comer
Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
e o padre me deixa entrar
Foi lá que Cristo me disse
Rapaz deixe de tolice
não se deixe amedrontar
Fui eu quem criou a terra
enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
e na maioria das casas
Eu também não posso entrar...
Puxa, que letra essa... Me emocionei demais com ela, profunda e verdadeira não é? Este compositor é mesmo inspirado! Mas deixa seguir meu caminho. Aliás, vou apressar meus passos pois são onze e meia e minha família me espera. Não vejo a hora de encontrá-los para a ceia de Natal. Agora as luzes de Natal já não mais me acompanham o caminho e só o brilho da lua guia meus passos. O silêncio toma conta das ruas e não ouço mais a algazarra das festas de família. Estou realmente cansado e agora que começo essa subida preciso respirar fundo para encarar a ladeira de terra batida. Deixa eu parar um pouco pra descansar. Mas espera, não posso! Se eu parar, chego depois da meia noite em casa e aí já viu. Vou aos trancos e barrancos, mas vou. Ah, olha quem vejo na varanda de sua casinha, meu compadre Bastião!
-Oi Bastião, acordado ainda meu compadre?
-Pois é Zé, eu estou aqui pitando meu cigarro de palha até o sono chegar.
-Mas e o Natal, vai passar outra vez só?
´-Que remédio Zé, sou só, você sabe e eu não creio na simbologia do Natal. A vida me fez ficar um pouco descrente e hoje sou um tanto quanto cético.
-Ah, vamos lá pra casa! Será um prazer recebê-lo para a ceia meu amigo!
-Não Zé, agradeço, mas não vou aceitar. Vou ficar aqui só olhando a luz das estrelas pitando esse fuminho de corda aqui. Vá Zé, corre senão vai se atrasar!
-Que pena que não poderá vir Bastião, mas desejo-lhe um Natal maravilhoso viu? Fique com Deus compadre Bastião!
-Amém Zé, amém!
Sigo meu caminho, mas não posso deixar de me entristecer por ver meu compadre assim sozinho e descrente. Espero que ele encontre sua fé novamente e que acredite, afinal acreditar de verdade é ter fé e ter fé é conseguir tudo aquilo que se quer.
Hummmmmmmm Graças á Deus estou chegando a minha casinha. E cheguei em tempo ainda para a ceia.
-Maria, meninas, papai chegou!
-Papai, papai! A sua benção! Que bom que o senhor chegou! Estávamos esperando o senhor com ansiedade para a ceia. Mamãe toda hora olhava no relógio!
-Meus amores, Deus abençoe vocês minhas filhas queridas! Abracem o papai aqui e me deixa-me beijá-las meus tesouros preciosos. Que bom reencontrar vocês minhas princesinhas. Cadê mamãe?
-Está lá no quarto papai, ela está se aprontando pra ceia.
-Vou lavar as minhas mãos e vou lá agora. Fiquem aqui está bem?
-Sim papai, estaremos aqui.
-Oi amor, posso entrar?
-Claro amor, entra. Me diz, o que você trouxe hoje para a ceia? As meninas estão ansiosas.
-Maria, meu amor, minha vida, consegui 10 pãezinhos e quinhentos gramas de mortadela lá da venda do Seu Juca, um homem muito generoso. Eu pedi quatrocentas gramas e passou cem gramas, mas ele não me cobrou a mais.
-Que bom Zé, mas só isso rendeu hoje?
-Sim Maria, foi o que deu pra comprar com as latinhas que vendi hoje pro sucateiro. Não consegui catar mais nada. A concorrência nos recicláveis é grande. Passei o dia puxando esse carrinho e tive que retornar com ele vazio. Pra subir essa ladeira aqui até nosso barraco foi um “upa” e quase deixei o carrinho no barraco do compadre Bastião. E você, conseguiu algo amor?
-Ah, consegui umas porções de arroz, um “cadinho" de feijão e uns legumes cozidos dos amigos dos barracos ao lado.
-Gente generosa demais essa. Devo a eles muitos favores! Mas vamos nos sentar e vamos fazer a nossa ceia que já está na hora. Meninas sentem-se!
-Nossa papai, mortadela? Que banquete teremos hoje! Acho que é a melhor ceia que já a tivemos não é papai?
-Sim minha filhinha, sem dúvida que é. Mas espera, tira a mão daí! O que lhe falei ontem sobre a ceia de Natal?
-Ah sim papai, me perdoa, primeiro temos que dar graças pelos alimentos não é?
-Sim, vamos orar! “Senhor nós Vos damos graças pelos alimentos que temos em nossa mesa hoje nesta noite em que celebramos o Vosso nascimento. Conceda-nos uma noite de paz, alegria e amor e que nós possamos estar unidos ainda mais nos ideais que você Mestre, nos pregou como diretriz. Amém!” Meninas, agora comam direitinho. Passa-me a jarra d’água meu amor?
-Aqui está Zé, vamos brindar... Pena que as canecas de plástico não façam tin tin quando tocadas umas nas outras, mas não tem importância, o importante é brindar não é?
-Sim amor, é verdade!
Aqueles quinhentos gramas de mortadela rapidamente desapareceram e nos saciamos numa ceia deliciosa que como minha filha bem lembrou foi a mais deliciosa desde que ela nasceu. As anteriores foram piores talvez, mas graças á Deus ela não pegou essa fase. Comemos, nos saciamos, demos graças e fomos dormir o sono dos justos, felizes por estarmos unidos e com saúde. E ao dormir, ainda rezo, pedindo ao bom Deus que me conceda forças pra empurrar novamente meu carrinho pelas ruas amanhã em busca de recicláveis, pois o que tínhamos de alimento, comemos nesta ceia e amanhã tenho que arrumar alimento para o nosso almoço.
Acordo agora, depois de um sono tranqüilo onde me refiz do cansaço de ontem. Vou lavar a cara e sairei de novo morro abaixo em busca de minha sobrevivência. Os pássaros cantam lá fora, o sol está esturricando apesar de serem 9 da manhã e lá vou eu. Desço o morro de novo.
-Ô Bastião, bom dia compadre! Ainda no cigarrinho de palha?
-Pois é Zé, maldita insônia!
-Eu sei como é, mas hoje e vinte e cinco de Dezembro, dia de Natal, tenhamos fé!
-Tenho não, já perdi!
-Esse é o velho Bastião que conheço! Mas deixe-me ir. Até logo mais compadre!
-Até! Boa catança! Mande beijos pras meninas e minhas lembranças á Maria sua patroa!
-Pode deixar, mandarei sim!
Nossa, caminho ladeira abaixo e já vejo o movimento das ruas lá no centro da cidade. Como é bonita vista daqui de cima do morro! As ruas estão desertas. O pessoal está dormindo, aposto que estão todos de ressaca há essa hora. Vejo algumas garrafas de champanhe vazias e vou recolhê-las. Espero lotar o carrinho hoje...
Meio dia e nada! A concorrência é grande! Não consegui meu almoço e não sei o que dizer á Maria e as meninas. Que desculpa darei? Preciso pensar. Recorrer ao Seu Juca não dá. Ele é um homem generoso, mas aí é abusar. Deixa-me seguir meu caminho. Agora avisto aquela casa que parei ontem. Ih esqueceram os pisca-piscas ligados, vou avisá-los! Hummmmm Estou vendo uma montanha de lixo na porta. Será que acho algum reciclável? Deixa-me vasculhar aqui.... Hummmmmmm Nossa, metade daquele pernil desperdiçado. O manjar também não foi comido. Restos de frango... Coxas intactas e tudo embolado no lixo com terra e outras sujeiras. Nossa, vomitaram aqui dentro. Meu Deus, que desperdício! Mas deixa-me tocar a campainha. Tin tón!!!!!
-Quem é a essa hora da manhã? Ah é você de novo? Eu já não te disse que não tenho nada pra te dar? Porque não dá o fora daqui antes que eu chame mesmo a viatura?
-Mas senhor é que eu queria...
-Passar bem! Ande logo vagabundo que já estou com a mão no telefone!
-Desculpe, já estou indo! Bom Natal para o senhor e para a sua família. Deus os abençoe!
Vou embora cabisbaixo, sem nada pra vender como reciclável e sem um centavo para dar de comer a minha família. O jeito é caminhar mais um pouco com este carrinho e tentar achar algo por aí. Deixa-me ligar meu radinho pra me distrair, pois quem sabe não ouço algo que me alegre o dia pelo menos? Que será que está tocando na Liberdade FM? Deixa ver...
“Fui eu quem criou a terra
enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
e na maioria das casas
Eu também não posso entrar...”
Lágrimas sentidas rolam de minha face, mas continuo a empurrar meu carrinho pela rua, porque acima de tudo e de todos, preciso sobreviver...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

CENTRAL DE VIBRAÇÕES AMIGAS
Quando eu era criança, acreditava piamente em Papai Noel e esperava sempre o Bom Velhinho todas as viradas de noite do dia 24 para o dia 25 de Dezembro. Mas qual o que? O sono me vencia e eu acabava adormecendo, muitas vezes na sala, ali mesmo aos pés da árvore de natal e quando acordava o presente estava debaixo da árvore. Perdi então o encanto por aquele senhor barrigudo vestido de vermelho, que era bondoso com as crianças e que para mim era um perfeito mistério. O tempo foi passando e muito tempo depois, em pleno século XXI, ano de 2.005, mês de Dezembro, acontece um fato que me deixou intrigado e ao mesmo tempo pensativo. Depois de uma noite de extremada alegria, fui dormir e sonhei que me encontrava no Pólo Norte! Isso mesmo, no Pólo Norte! Um frio imenso e eu ali naquelas baixas temperaturas. Tremia de frio quando uma pessoinha que passava me convidou para entrar numa grande casa que tinha ali e eu entrei. Sentei-me numa mesa e logo me serviram um Capuccino super quente, acompanhado de uma travessa cheia de biscoitos quentinhos. Comecei a saborear aqueles biscoitinhos que estavam estalando de fresquinhos e sorvia meu Capuccino quando tive a atenção voltada para um barulho de carimbos sendo apostos em papéis. Intrigado, quis saber o que havia nos fundos e o pequenino ser me falou: Ah, você não sabe onde está? Eu disse: De jeito nenhum! Então ele me disse: Acompanhe-me que lhe mostrarei. Acompanhei o pequenino amigo e então ao passar por uma porta, vi um salão enorme onde centenas de pessoas trabalhavam freneticamente embrulhando pacotes pequenos, cada um mais bonito que o outro, todos com um capricho muito grande e ao mesmo tempo outros trabalhadores despachavam esses pacotinhos que eram levados para uns trenós gigantes que deslizavam no gelo, cada um para um lado. Por um momento eu pensei: Aí meu Deus! Estou na terra do Papai Noel e com certeza ele vai querer me provar que ele existe de verdade. Era só o que me faltava! Então, morrendo de curiosidade voltei para dentro e perguntei ao homenzinho que havia me atendido: Ah, você vai me desculpar, mas... Estaria eu na fábrica do Papai Noel? O homenzinho gargalhou e disse: Não querido! Aqui é a CAVA, ou melhor, a Central de Atendimento de Vibrações Amigas! Ah é? Indaguei surpreso. Sim, ele respondeu, aqui captamos o pensamento das pessoas que estão pensando em alguém e recolhemos as vibrações que os amigos enviam a outros amigos e nós tratamos de processá-las e enviamos o desejo para a pessoa a qual foi dirigida a vibração, entendeu? Eu respondi: Mais ou menos... Ah meu amigo, espere que eu te explico melhor. Então pacientemente ele explicou: Por exemplo, você vibra positivamente em favor de Maria, desejando amor, nós processamos o amor e enviamos a ela de presente entendeu agora? Hummmmmmmmm Agora sim! Que bacana! Eu não sabia que tinha um departamento desses aqui. Pois é, mas tem amigo! Deus atende todas os nossos desejos e todas as vibrações que nos dirigem de acordo com o nosso merecimento. Se você vibrou por algum amigo, com certeza o pacote dele deve estar sendo processado, embalado, ou mesmo já está a caminho. Ah que maravilha, obrigado amigo!Dai fiquei pensando assim: Nossa, mas será que as minhas vibrações também são processadas por aqui? Não deve ser possível, porque para os meus amigos eu vibrei paz, saúde, amor, sucesso, realizações, tranqüilidade, fé e esperança e tudo isso não cabe num pacotinho. Será que eles não merecem tudo isso e só algumas dessas vibrações são atendidas, por isso os pacotinhos? Parece incrível, mas então veio um outro ser e me perguntou: Sr. José Roberto? Sim, respondi! Por favor, me acompanhe senhor. Eu o acompanhei e ele me levou até uma outra sala que tinha pacotes enormes, prontos para serem despachados. Eu perguntei: Mas o que é isso? Ele respondeu, são as suas encomendas, prontas para serem despachadas. Eu fiquei atônito. Comecei a correr os olhos nos pacotes imensos e vi abismado os destinatários: Para Moniquinha, para Taty, para Maris, para Guida, para Ana Luiza, Para Clarinha, Helenice, Keila, Sirlei, Jessielly, Dalton, Emerson, Murilo, Daniel, Anderson....Nossa, que montanha de caixas!! Pois é me disse o amigo, essas caixas contem cada uma todas as vibrações amorosas que você enviou a cada um dos seus amigos. Dentro de cada caixa tem porções de paz, saúde, amor, sucesso, realizações, tranqüilidade, fé e esperança, exatamente na medida que você vibrou para cada amigo seu. Acredita agora em Papai Noel? Eu quase ia dizendo que sim tamanho era o meu espanto, quando ele disse: Papai Noel somos nós mesmos! Vibramos pelos nossos amigos através do nosso pensamento e então essas vibrações são processadas no coração, enviadas a mente que dispara o pensamento até deus, que nos incumbe de enviar as vibrações aos destinatários, não é lindo? Sim eu disse já chorando, se esses pacotes contém tudo isso é porque... Sim meu filho, disse o ajudante do Senhor, é porque eles merecem e muito esse amor em forma de vibração que você envia á eles!Então, depois dessas explicações e com os olhos marejados me despedi desse companheiro, fui até a porta para ver o trenó gigante que partia com meus pacotes de presente enormes e em seguida despertei! Nossa que sonho lindo! Descobri que Papai Noel não existe, mas que as nossas vibrações em favor dos nossos amigos chegam sim até Deus que põe seus lindos ajudantes a trabalhar incessantemente para atender os pedidos enviando-os pelo correio espiritual. Portanto meus amigos, tive a certeza de que Papai Noel não existe, mas tive uma certeza maior ainda de que tudo o que vibrei para cada um de vocês, vocês merecem e terão. Os anjos do Senhor estão a caminho e em muito breve depositarão essas minhas vibrações diretamente no coração de cada um de vocês, podem esperar. Mas enquanto esses mensageiros celestiais não chegam com seus presentes recebam aqui os meus votos de um Natal maravilhoso, cheio de luz, amor, paz, fraternidade, carinho e muita amizade! Deus abençoe cada um de vocês meus queridos amigos! Eu os amo de paixão!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007


SINFONIA INACABADA A DOIS CORPOS...
(Sinfonia em 11 Movimentos)

Primeiro Movimento: Largo
Os corpos se encontram
Mas não se vêem
Mantêm-se distantes
Um do outro

Os olhares atentos
olham para tudo
e para todos
mas não se miram

Segundo Movimento: Affettuoso
Os corpos não se encontram
mas se vêem
E aí começa o flerte
delicado e tímido

Insinuam-se as palavras
Gestos demonstram desejos
em metáforas escritas
de fácil tradução

Terceiro Movimento: Allegro
Os desejos são trocados
ainda de forma velada
demonstrando claramente
aquilo que se quer

Retratos estão á vista
se exibindo, excitando
preparando o enlace
que não tarda a começar

Quarto Movimento: Adágio
O amor começa...
Um sentimento terno
que envolve e protege
que ampara e acolhe

Emociona, faz marejar!
impressiona pela beleza
que abraça os dois corpos
e os une de vez

Quinto Movimento: Dolce
Promessas são trocadas
Planos são traçados
Lembranças do passado
os fazem refletir.

Que o começo de tudo
poderia ter sido outro
se seus olhos se fitassem
em sentimento e vontade

Sexto Movimento: Allegro ma non troppo
Começa a dança sensual
ainda pouco intensa
mas forte o suficiente
para lindas noites de cópula

Dois corpos se transformam
em um único corpo
que estremece em uníssono
numa perfeita sincronia

Sétimo Movimento: Com fuoco
O fogo intenso faz estremecer
A mente perde o juízo
e os movimentos se aceleram
marcando um ritmo veloz

Já esquecem o perigo
pensando apenas na chama
que crepita ardentemente
dentro de cada um

Oitavo Movimento: Maestoso
Movimentos sincronizados
muito rápidos e precisos
fazem suar e contorcer
numa transa majestosa

Os corpos dos amantes
O que se abre por inteiro
E o que penetra sem cessar
Se entregam ao prazer
com vontade e volúpia

Nono Movimento: Agitato
As palavras sussurradas
ao pé do ouvido
são trocadas por palavrões
gritados, sentidos

Até que as estocadas finais
Dadas com precisão
Façam misturar o suor dos corpos
Com leite e mel

Décimo Movimento: Largo
Abraçados com paixão
Os corpos descansam
Trêmulos e ofegantes
Exaustos, porém saciados

E depois se deitam
Dormindo de conchinha
ao fim dessa intensa noite
Que mais uma vez foi recheada
De sexo, amor e tesão...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

DUETO
(Minha 1ª Parceria poética com a Querida amiga e Poetiza Monica Santos)
O tempo parece ter parado
coração em descompasso
O pensamento ansioso e revolto
estou só...em mim sinto teu corpo

Desejo te encontrar, você não vem
Quero sentir de novo tua presença
Seu olhar a me queimar a alma
Sua pele macia que acaricio

Seu toque suave me tirando a calma
a porta se abre, a brisa te tráz
Um arrepio gostoso me invade
Sinto teu cheito, te sinto mais perto

Teu aroma doce e inebriante
em ti me perco, és meu deserto
Meus olhos se enchem de emoção
Nossos corpos em total sintonia

estamos entregues á paixão
Absortos em plena marisia
Eu sou teu mar, você, minha calmaria.

O tempo parece ter parado de novo
Mas agora estás aqui...

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

PÃO & POESIA - ALIMENTO DO CORPO E DO ESPÍRITO
Acabei de ver na TV uma matéria gravada na cidade de Araxá/MG, onde uma padaria pediu a alguns poetas e poetisas que cedessem várias poesias e essas poesias foram estampadas atrás dos saquinhos de pão. As pessoas compram o pão e vão lendo a poesia dos poetas e poetisas da cidade na volta pra casa. Isso tem motivado mais pessoas a escrever seus versos. As pessoas acabam alimentando o mente e o espírito. Belissima iniciativa, que descobri, partiram de outras cidades como Londrina no Paraná. Adorei isso, tanto que de pronto saiu essa poesia simples:
PÃO & POESIA
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Fui á padaria comprar pão
Pra matar a minha fome
Pra minha surpresa e emoção
Vi atrás do saquinho de pão
Escrito seu nome
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Chegando em casa abri
O saquinho dos pãezinhos
E pra minha alegria eu li
Atrás da embalagem
Seus lindos e delicados versinhos
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Palavras de carinho
Amizade e muito amor
Que fizeram o meu pãozionho
Bendito alimento diário
Ter muito mais sabor
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E se hoje eu vou a padaria
E compro muito mais pãezinhos
Vou com prazer e alegria
Não mais pra matar a minha fome
Mas sim, para ler os seus carinhos