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segunda-feira, 9 de julho de 2007

AS VÁRIAS FORMAS DE AMAR
Amar é uma palavra de quatro letras apenas, mas o conteúdo que essa palavra encerra é imenso. Tão imenso que se tivéssemos que escrever todos os sentidos, formas e significados dessa maravilhosa palavra, preencheríamos laudas e laudas e não chegaríamos a discorrer tudo sobre esse tema. E porque isso? É muito simples. É porque são várias as formas de amar. Amar no sentido da palavra é se dedicar, é respeitar, é perdoar, é estar presente, é se sacrificar, é ser carinhoso, é ser solidário, é ser caridoso, é ser fraterno, é ser abnegado, é ser voluntário, é ser paciente, é ser tolerante, e ser companheiro e é ser amigo! Amigo? Puxa, essa é na minha opinião uma das mais bonitas características que representam a palavra amar. Acho sinceramente que os amigos traduzem e conjugam esse verbo melhor que muitos casais que se unem matrimonialmente. Os verdadeiros amigos conseguem amealhar de uma só vez, todas essas características que citei acima e elevam, sem sombra de dúvida o verbo amar a décima potência, numa total demonstração de tradução literal e completa de todo o sentido dessa palavra numa só pessoa, numa só forma. Por isso, depois do que eu escrevi, quero fazer-lhes uma pergunta: Existem várias formas de amar mesmo? Vocês tem certeza? Sim, existem várias formas de amar, bem, a menos que você seja um verdadeiro, puro e sincero amigo, porque aí você terá uma só forma de amar, ou seja, o amor em todas as suas formas!!!
"VERDADEIROS AMIGOS SÃO COMO ANJOS' (BY ZERO)

domingo, 8 de julho de 2007




MÁRIO QUINTANA - EMOCIONANTE POETA

Os verdadeiros poetas, aqueles que tem ou sempre tiveram o dom da palavra me emcionam sempre. Reler seus escritos é um bálsamo para a minha vida e como escritor amador, sempre desejei um dia escrever como eles ao menos um pouquinho. Quem sabe eu um dia não chegue a ter pelo menos 10% da inspiração deles não é? Mas enquanto não batalho pra isso, quero poostar algo dele que é impossivel não fazer meus olhos lacrimejarem de emoção e o faço numa homenagem a este ser de luz que o Brasil aprendeu a amar. Á Sua benção meu Poeta:


BORBOLETAS

MÁRIO QUINTANA

Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz com uma outra pessoa você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe, também, que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, nao é o homem da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é nao correr atrás das borboletas...

É cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando...

Mas quem estava procurando por você...

sexta-feira, 6 de julho de 2007



COMENTÁRIOS A RESPEITO DE UM BONECO DE VENTRILOQUO
Muitos de vocês já viram um boneco de ventríloquo? Não? Eu acho impossível! Ué, mas não sabem o que é um ventríloquo? Ventríloquo é um artista que coloca um boneco em seu colo, e que fala sem mexer a boca, dando a impressão de que é o boneco é quem está falando, quando na verdade é o artista que tem a habilidade de falar sem mexer os lábios e com a mão por dentro do boneco. Sem que ninguém veja, mexe os maxilares, dando mesmo a impressão de que a voz vem mesmo da boca do boneco. Alguns ventríloquos são tão bons que eles não necessitam nem de boneco. Ás vezes, o artista está entre duas ou mais pessoas e “fala” coisas, sem que os outros percebam, que foi ele quem falou. Admiro quem faz isso. Já tentei muito, mas não consegui de jeito nenhum. E é muito engraçado isso, pois todos ficam se perguntando: Quem falou se ninguém mexeu a boca?A manipulação de bonecos é algo que eu não consigo dominar e talvez pensando bem, nem queira. Mas quero lhes contar a história do boneco de ventríloquo que conheci um dia num teatrinho de meu bairro, nos idos anos 70. Todo o mês, o ventríloquo chegava lá e reunia as crianças para fazer seu espetáculo. Colocava o boneco em seu colo e começava a fazer as perguntas e a ditar as respostas ele mesmo sem que ninguém percebesse. As crianças ficavam hipnotizadas, entravam no clima e achavam realmente que era o boneco que falava. Era incrível a sintonia entre o artista e a platéia. Mas naquela época eu já olhava a vida com outros olhos e ao invés de voltar os meus olhos e meus pensamentos para o artista ou para a platéia, eu voltava os meus olhos para o boneco para sentir nele um certo ar de amargura e tristeza por estar sendo manipulado e por não ter vida própria, tendo que ficar calado enquanto o ventríloquo respondia tudo por ele. Olhem atentamente para um boneco de ventríloquo e verão que ele tem realmente um ar tristonho, mesmo que o artista faça nele expressões alegres. Essa expressão faz com que o boneco tenha um “sorriso plástico” como diz o poeta Zé Geraldo, uma expressão falsa que não é dele e é como se ele, o boneco, estivesse muito deprimido por não ter vida própria. Ás vezes, sinto que esses personagens que são usados nos espetáculos gostariam de ter vida própria, mas não podem, por isso, enquanto assistia as apresentações do ventríloquo, ficava imaginando o dia em que, de repente o boneco se rebelasse, criasse vida própria e dissesse pro ventríloquo: Chega, cansei de ser manipulado! Chega de decidirem as coisas por mim! Quer saber? Vou dar o fora e serei um grande artista sozinho, pois tenho talento e não preciso que me manipulem! Aí, imaginava o boneco pulando fora do colo do ventríloquo, para sem pestanejar, alçar vôo próprio, sendo um artista ele mesmo. E nessa “viagem” de minha mente, imaginava o boneco empunhando um violão de pé em frente ao microfone, dizendo para a platéia: Meus amigos, agora vou cantar uma música do Belchior pra vocês! E então, nessa minha "viagem" ele entoava a seguinte canção:
Saia do meu caminho
Eu prefiro andar sozinho
Deixem que eu decida a minha vida
Não preciso que me digam
De que lado nasce o sol
Porque bate lá meu coração
Sonho e escrevo em letras grandes (de novo)
Pelos muros do País
É João, o tempo...
Andou mexendo com a gente sim
John, eu não me esqueço!
Oh no no no
A felicidade é uma arma quenteeeeeee
Queeeeeenteeee, queeenteeee êêêêê...
Muitas pessoas são como verdadeiros bonecos de ventríloquo, parecem não ter vida, não fazem o que realmente gostariam de fazer. As vezes, essas éssoas até tem muita vontade de fazer certas coisas, mas como são bonecos, tem sempre um ventriloquo com a mão por dentro de sua roupa mexendo seus maxilares para mover suas bocas de acordo com o que eles falam. Portanto, se rebele, proteste e tenha vida própria. Nunca seja um boneco de ventríloquo. Pense, aja e decida por você!
Essa música de Belchior chama-se “Comentários a respeito de John”
Recaída
...............
Num dia atribulado
Estressante e tenso
Queria-te por perto
Para poder relaxar
...............
Neste dia nublado
Amar é o que penso
Pra livrar-me desse deserto
Respirar...
...............
Neste ambiente pesado
De ar carregado e denso
Queria teu colo certo
Pra poder me deitar
...............
Mas não estás...

quarta-feira, 4 de julho de 2007


A SINTONIA DA NATUREZA E OS MISTÉRIOS DO SOL E DA LUA


Outro dia, assistindo televisão, via a propaganda de um certo refrigerante, onde algumas centenas de pessoas dançavam em uma ”rave” a céu aberto. De repente, no meio da noite, um clarão se aproxima. É o sol vindo com uma “boca” enorme comendo toda a barra da noite. Os jovens então começam a correr em desabalada carreira, na tentativa de escaparem do Sol que teimava querer iluminar tudo e se o fizesse, acabaria por estragar a festa da moçada. Utopia pura, mas não é que eles conseguem? Fugiram do Sol e continuaram sua festa sob a luz da lua e das estrelas, numa grande euforia.. Ao ver esse comercial, me lembrei que quando era criança, via o Sol se esconder todo fim de tarde por detrás dos prédios de meu bairro e sempre me perguntava onde é que ele dormia. Na minha ingênua infância, não compreendia onde é que morava aquele gigantesco astro e mais do que isso, o que me espantava era o fato de que o Sol tinha imensos raios e que seria impossível recolher todos eles e guarda-los em tempo hábil até que a noite chegasse. Um dia, minha mãe me disse que em determinada época do ano, o Sol brilhava até mais tarde, “esticando” o dia um pouco mais, mas em compensação, acordava mais tarde, fazendo com que a madrugada durasse mais. Eu não entendia nada e em minha ingenuidade dizia pra mim mesmo: Tadinho do Sol, trabalha até mais tarde e depois está tão pregado que fica com preguiça de recolher todos os seus milhões de raios e fica cansado até de se retirar, o fazendo de forma lenta, como que a dizer pra noite: “Calma dona Noite! Não fique chateada comigo, eu sei que a Senhora está louca pra chegar e iniciar o seu turno de trabalho, mas estou tão cansado hoje que vou embora mais devagar. Mas em compensação, a Senhora poderá ir até mais tarde, porque vai ser difícil para eu me levantar da cama e demorarei para estender todos os meus raios sobre a terra.!” Foi aí, que ainda criança, tive as primeiras noções da sintonia, do sincronismo e da harmonia que reina na natureza. Natureza essa, harmônica e que não da saltos, seguindo seu curso natural, numa sintonia que deveria existir entre nós, mas que na maioria das vezes, infelizmente não há. E então, depois de muito pensar, vendo o Sol descer e descer, eu corria que nem um louco pelo meu bairro até encontrar um ponto bem alto para que eu pudesse acompanhar o máximo possível o Pôr do Sol, a tempo ainda de ouvir a Dona Noite dizer: "Bom descanso amigo Sol! Eu, a Lua, os Planetas e as Estrelas te cobrimos para que tenhas um merecido sono reparador, a fim de que amanhã despertes ainda mais brilhante e disposto a iluminar todos os céus do mundo!" Outro dia, numa viagem que fiz para são Thomé das Letras, subi no topo da Gruta de São Thomé para ver um dos mais bonitos Pôr do Sol do Brasil e me lembrei dessa passagem, me emocionando sobremaneira. E quando enfim a noite dominou todo o ambiente fazendo com que o céu se enchesse de estrelas, eu olhei para o alto e comecei a cantar alegre:


A noite é um mistério

Que eu finjo em compreender

Sentado nas varandas

Esperando o amanhecer

Estrelas lá no céu

Fogueiras no sertão

E as luzes da cidade

Não espantam a solidão

Dona lua já se foi

Polvilhar outro rincão

Com o trigo da saudade

Que é a massa do meu pão

A noite é um caso sério

Que eu não vou resolver

Enquanto dormir longe

De quem faz meu bem querer

Dona lua...


A música é Varandas, de autoria de Almir Sater e Paulo Simões

domingo, 1 de julho de 2007

"O ACORDAR AO SOM DE UMA BELA VOZ"
Algumas passagens de nossas vidas trazem lembranças tão boas que gostamos de nos lembrar delas em todos os momentos. Comigo não é diferente, muito pelo contrário. Se eu pesar na balança, verei que tenho muito mais lembranças boas do que más recordações. E hoje vou lhes contar sobre uma dessas boas lembranças. Uma pequena narrativa que chamarei de: “O acordar ao som de uma bela voz!”:
Conheci uma menina linda, um encanto de pessoa, que sempre esbanjou simplicidade, meiguice e muita doçura. Extremamente carinhosa, ela sempre manifestou por mim um carinho muito grande. Presente sempre nos momentos mais difíceis, me dava toda a sustentação que eu precisava para superar todas as minhas dificuldades, enfim, uma criaturinha dotada de um amor muito grande. Mas ela só tinha qualidades? Não, ela tinha um defeito. Era muito dorminhoca! Caía nos braços de Morfeu e era difícil acordá-la. Um dia, logo de manhãzinha, senti uma vontade de falar-lhe algo e liguei pra casa dela. Depois de infinitos toques do telefone, ela atende, numa voz embargada pelo sono. Uma voz de quem fora acordada pelo barulho da campainha do fone:
Alô? Disse ela.
Oi! Sou eu, tudo certinho?
Nossa, é você?
Ela disse: É, sou eu!
Acordei você?
Sim, mas estou muito feliz por você ter feito isso, pois eu precisava mesmo me levantar...
Daí, nós nos agarramos numa conversa animada e o tempo passou voando. Depois de uma hora e pouco de ligação, resolvi desligar, até porque já tinha conversado o que eu queria. Foi aí que ela disse:
Posso te pedir uma coisa?
Claro, o que quiser!
Queria que você me acordasse mais vezes assim dessa maneira, pois acho sua voz muito gostosa e é muito bom ouvir o seu “Bom dia!”, você faria isso?
Eu disse: Claro minha querida, quando quiser!
Então de vez em quando eu recebia um recadinho dela pedindo o meu “serviço despertador” e eu o fazia com o maior carinho, porque sabia que aquilo transformava o dia dela, trazendo um despertar muito mais feliz. E isso para mim também era gratificante, trazia um bem estar e um prazer inenarrável. E durante muito tempo foi assim, cada recadinho que eu recebia, passava a mão no fone e ligava para ela para acordá-la e então fluía todo um carinho amigo que esbanjava boas vibrações. E vocês sabem que as boas vibrações são sempre necessárias, para termos mais felicidade e mais tranqüilidade espiritual? Sempre me senti extremamente gratificado por isso. Mas circunstâncias alheias a minha vontade fizeram com que de uma hora para outra os recadinhos para acordá-la cessassem e não mais ouvi sua voz doce e sensual ao acordar. Hoje de manhã, acordei e essa lembrança me veio imediatamente a mente. Daí, num gesto instintivo eu levei minha mão ao criado mudo que estava ao lado de minha cama para pegar o telefone e ligar para ela, mas o aparelho não estava lá. Daí, o que eu tinha ao alcance era uma caneta e meu bloco de anotações e então ao invés de ir buscar o fone, passei a mão no papel e na caneta e rabisquei assim esses versinhos recheados de saudade e que reproduzo abaixo, versos que reproduzem a saudade que sinto de tão belos momentos que tenho certeza voltarão um dia, se Deus quiser!
Menina meiga e dorminhoca
Que bom ouvir você acordar
Quero dar-te uma beijoca
Se assim você me deixar
Quero fazer-te despertar
Ao som de um lindo “Bom dia!”
Quero ouvi-la se espreguiçar
Com prazer e alegria
Para que se levante
Feliz e determinada
A seguir adiante
Nesta sua linda caminhada
E que ela se faça
Sempre com muito carinho
A fim de que nasça
Um lindo jardim em seu caminho
E que ele seja maravilhoso
Recheado de flores
De um perfume gostoso
E de infinitas cores
Por isso é com muita saudade
Que me lembro desse momento
Um momento de amor e verdade
E de puro sentimento
Assim, quero pedir-te com euforia:
Deixa-me dar-te de novo uma beijoca
Num sincero e gostoso “Bom dia!”
Minha linda, meiga e amada Dorminhoca!!
PESADELO LÚCIDO
Olá! Olááááááá!! Onde estão vocês? Eu poderia jurar que vocês estavam aqui! Delirei? Voltem! Mandem-me uns sinais, por favor! Digam que estão aí! Estou só, desorientado, desacreditado e agarrado a este pequeno arbusto que teima em crescer nesta encosta montanhosa aonde eu me encontro. Vocês estavam aqui até agora!! Minhas mãos suam e o suor delas faz com que eu tenha a nítida impressão do vazio que se encontra abaixo de mim. Alguém pôs a cabeça lá em cima do morro e riu, quem será? Respondaaaaaaa!!!! Quem riu? Joguem a corda por favor!!!!!! Não, não deve ser verdade, isso não pode estar acontecendo! Tenho que acordar desse pesadelo, mas acho que o sonho ruim apenas começou. O calor está aumentando, e meu corpo encostado na rocha quente começa a arder. A ponta de meus dedos está formigando. Deus do céu, tô aqui. Nossa, me lembrei: Tenho o telefone do resgate, se eu puder alcançar o telefone com uma das mãos.... Ufa! Consegui! Triiiiiiiiiiiiiimmmm! Triiiiiiiimmmmmm! Trrrriiiiimmmmm! ôba atendeu! "Aqui é do serviço de resgate, no momento não podemos atendê-lo, deixe sua mensagem, o número de seu telefone que entraremos em contato assim que possível" Ah não, até o serviço de resgate? O que é isso? Não agüento, acho que vou CAIRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR